Polícia

Polícia Civil prende três por desviarem verbas destinadas à saúde

Prefeituras da Nova Alta Paulista foram visitadas por representares do grupo.

Por: Da Redação atualizado: 3 de junho de 2016 | 16h32
Gilmar Aparecido Alves Bernardes foi preso na manhã de hoje (2) em Presidente Prudente (Foto: Cedida/Heloise Hamada/G1). Gilmar Aparecido Alves Bernardes foi preso na manhã de hoje (2) em Presidente Prudente (Foto: Cedida/Heloise Hamada/G1).

Em operação realizada na manhã de hoje (2), a Polícia Civil prendeu três homens sob acusação de participação em esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares destinadas a hospitais filantrópicos. As informações foram divulgadas pelo G1 de Presidente Prudente.
Eles atuavam, inclusive na esfera política, na intermediação de emendas parlamentares dirigidas a hospitais filantrópicos da região, e o negócio se tornava rentável para o grupo mediante a compra de equipamentos médico-hospitalares junto a empresas ligadas aos mesmos.
Os equipamentos superfaturados – quando entregues aos hospitais – efetivavam a compra, porém a mesma se dava em condições superfaturadas.
Segundo o G1 de Presidente Prudente, foram presos Gilmar Aparecido Alves Bernardes, em sua casa, na própria cidade. Outros dois envolvidos – Ronildo Pereira de Medeiros e Luiz Antônio Trevisan Vedoin, que já haviam sido detidos na Operação Sanguessugas em 2006, foram presos novamente, em Cuiabá (MT).
Segundo apurado pelo SIGA MAIS, prefeituras da Nova Alta Paulista foram alvo de visitas de representantes do grupo, entre os quais, Gilmar Aparecido Alves Bernardes. Em 2013 ele visitou prefeituras da região, oferecendo seus serviços de assessoria e consultoria para projetos.

15 mandados

A ação realizada pela Polícia Civil foi batizada de “Operação Sanctorum”. Segundo o DEINTER 8, foram cumpridos 15 mandados, dos quais 10 de busca e apreensão, 5 de prisão temporária e um de medidas de afastamento de um provedor. A operação ocorre simultaneamente em três Estados (São Paulo, Mato Grosso e Goiás) e, recolhe provas sobre esquema que pode ter desviado aproximadamente R$ 20 milhões somente no interior paulista. Segundo revelou os três meses de investigações, a organização criminosa que superfaturou notas fiscais no interior do Estado é operada pelos mesmos líderes que operaram a máfia das ambulâncias, denominados de sanguessugas. Foram realizadas diligências por policiais civis nas cidades de Carapicuíba-SP e Goiânia-GO, sedes das empresas através das quais, revelaram que todas são “fantasmas” e registradas em nome de “laranjas”. Os líderes da organização foram presos na cidade de Cuiabá pela polícia civil paulista. Outras prisões ocorreram na cidade de Presidente Prudente (SP) e Aparecida de Goiânia-GO. O Provedor da Santa Casa de Presidente Venceslau (SP), sede das investigações, foi afastado do cargo em decorrência de medida cautelar diversa da prisão representada pela autoridade policial.

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