Polícia

Polícia Civil prende membros de quadrilha especializada em furtos de baterias em torres de celular

Grupo furtava baterias de torres de celular para extração de componentes.

Por: Da Redação atualizado: 11:52
Bando deu prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão às operadoras de telefonia, em mais de 60 ocorrências de crimes (Divulgação/Polícia Civil). Bando deu prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão às operadoras de telefonia, em mais de 60 ocorrências de crimes (Divulgação/Polícia Civil).

Na manhã desta terça-feira (6), simultaneamente nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Policiais Civis da DEIC 8 de Presidente Prudente, com o apoio de 50 policiais civis de todo o Deinter 8, deflagrou a operação intitulada Shutdown (em referência à tradução da palavra desligar, em inglês).

Há alguns meses, segundo informou a Polícia Civil, a 1ª DIG de Presidente Prudente monitorou, com a ajuda do setor de inteligência do Deinter 8, que em várias cidades da região DDD 18 teria havido queda de sinal das operadoras de telefonia, ocasionando prejuízo para as populações atendidas pelas torres, pois, poderiam ficar sem o direito ao exercício fundamental da comunicação, não apenas da simbólica pelo lazer, mas e essencialmente, sem condição de acionamento aos números eventuais de emergência, como polícia, bombeiros, hospitais e outros serviços.

Com o cruzamento de registros, A Polícia Civil verificou que em mais de 60 casos (ou seja, mais de 60 crimes) houve o relato de subtração de baterias estacionárias das torres de telefonia.

(Divulgação/Polícia Civil).

A 1ª DIG/DEIC, então, assumiu um caso em andamento, um furto qualificado consumado na cidade de Pedrinhas Paulista, na comarca de Maracaí, onde os atos de polícia judiciária foram elaborados e foi possível a identificação do grupo criminoso.

Em contato com as empresas vítimas, foi cientificado que na base das torres são colocadas baterias estacionárias exatamente para, no caso de pane elétrica, existir o acionamento automático das baterias, como geradores ininterruptos de sinal. Contudo, com a ação dos delinquentes, as baterias estavam sendo subtraídas fazendo com que descobrissem a empreitada, na vistoria técnica de rotina ou apenas na falta completa do sinal, podendo motivar a demora da religação, por vezes, prejudicando toda comunidade.

(Divulgação/Polícia Civil).

Inquérito Policial foi instaurado e, na manhã desta terça-feira, com o desvendamento da autoria e participação de grupo de pessoas, está sendo possível o cumprimento de 25 medidas cautelares, sendo 11 de prisões temporárias, 14 de buscas domiciliares, além de bloqueio de contas.

De acordo com a Polícia Civil, as medidas estão sendo cumpridas em Presidente Prudente, Regente Feijó, Caiuá e Presidente Epitácio, e ainda no Mato Grosso do Sul, nas cidades de Bataguassu e Três Lagoas-MS.

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Quadrilha deu prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão às operadoras de telefonia

A investigação apurou, em tese, que criminosos, em unidade de desígnios e vinculados a uma estrutura permanente e hierarquizada, de vários autores e com divisão de tarefas, praticam reiterados furtos qualificados (rompimento de obstáculo, uso de chave falsa e concurso) em desfavor de empresas de telefonia, especialmente de baterias estacionárias, possivelmente visando o desmanche e posterior venda do chumbo acondicionado. Além, com o lucro espúrio obtido, com o objetivo de não serem descobertos, consumam o inevitável branqueamento de capital.

(Divulgação/Polícia Civil).

O total dos prejuízos ultrapassa R$ 1,2 milhão

Ao término das buscas e prisões, todos os detidos serão interrogados,  indiciados e encaminhados à Cadeia Pública de Presidente Venceslau, onde permanecerão a disposição da Justiça Pública.

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