Polícia Civil orienta população contra delitos de extorsão e estelionato
Polícia da dicas de como agir em caso de extorsão e estelionato, geralmente feitos por telefone.
A Polícia Civil de Pres. Venceslau, através da CPJ-Central de Polícia Judiciária, após quatro meses de investigações deflagrou no final do mês de janeiro a operação policial “Adrenalina”.
A ação visou desbaratar uma organização criminosa que agia dentro e fora dos presídios na pratica dos delitos de extorsão e estelionato (falso diretor clínico de hospital extorquindo parentes de pacientes; falso membro do MPF-Ministério Público Federal ou CGU-Controladoria Geral da União, em fiscalização a prefeituras; falso sequestro e falso parente em apuros).
As condutas consistiam em manter contato via fone com as vitimas e obtenção de vantagens indevidas mediante fraude, passando-se por cada um dos personagens acima.
A operação policial teve por objetivo a produção de provas que desvelem autoria e materialidade dos crimes; a interrupção da série criminosa de condutas prejudiciais à sociedade pelo telefone e tecer orientações à população para evitar que esse tipo de crime aconteça.
Diante das provas e forma de agir dos criminosos, a Polícia Civil do Estado de São Paulo elabora orientações e cuidados básicos para que a população possa estar preparada para responder de forma adequada a eventual abordagem criminosa. Veja as dicas da Polícia Civil:
Golpe do Médico de UTI
-Desconhecido se identifica pelo telefone como sendo diretor clínico de Hospital;
-Normalmente não dispõe de conhecimento técnico científico sobre tratamentos médicos e, por isso, menciona exames absurdos.
-trabalha com a fragilidade da família que tem um parente internado.
Como evitar:
-Desconfie de qualquer pedido de dinheiro pelo telefone proveniente de Hospitais. Contrate eventuais exames diretamente em uma clínica ou hospital.
-Em caso de telefonema procure confirmar os nomes de todo o corpo clinico e retorne imediatamente a ligação para o Hospital pelo número do telefone que você dispõe, nunca ao número fornecido pelo interlocutor.
-Não deposite quantias em contas de desconhecidos.
Falso representante do MPF - Ministério Público Federal ou CGU - Controladoria Geral Da União
-As vitimas são Secretários de Educação de Municípios;
-Interlocutor se identifica como sendo membro do MPF ou da CGU;
-Normalmente não dispõem de conhecimento técnico jurídico ou contábil sobre eventuais convênios do Município e, por isso, conta com as informações da própria vítima e dos funcionários da pasta.
-trabalha com a hipótese de que a fiscalização causará algum tipo de prejuízo às vítimas.
Como evitar:
-Desconfie de qualquer fiscalização por meio de telefone;
-Em caso de telefonema procure confirmar os nomes dos funcionários e entre em contato com o responsável pelo órgão ou instituição;
-Lembre-se que funcionários públicos não podem solicitar ou exigir dinheiro;
Falso Sequesto:
-Desconhecido se identifica como sequestrador;
-Não sabe com quem está falando e não dispõe de qualquer informação.
Como evitar:
-Mantenha a calma e não mencione nome de qualquer familiar que você imagina ser a vítima;
-Em caso de telefonema procure ganhar tempo e entre em contato com o familiar.
-Nunca deposite quantias em contas de desconhecidos.
-Não acredite que ele está lhe observando. Na verdade o golpista sequer sabe chegar a sua cidade.