Polícia Ambiental resgata filhote de onça parda em Flórida Paulista
Funcionários de uma usina avistaram o filhote e aguardaram que a mãe pudesse retornar.
Nesta segunda-feira (17) uma equipe da Polícia Militar Ambiental resgatou um filhote de onça parda no município de Flórida Paulista. O animal estava na mata de uma fazenda próximo a uma área de plantio de cana-de-açúcar e foi avistado por funcionários há cerca de dois dias.
Como ainda é muito pequeno, os funcionários do local resolveram esperar alguns dias para ver se a mãe aparecia. Como isso não aconteceu a equipe do policiamento foi acionada e fez o resgate.
Filhote resgatado em Flórida Paulista (Cedida/PM Ambiental).
Filhote resgatado em Flórida Paulista (Cedida/PM Ambiental).
Conforme a PM Ambiental, o filhote é uma fêmea e tem aproximadamente 45 dias. Após sua captura, será enviado a um centro de triagem de animal silvestre na APASS (Associação Protetora de Animais Silvestres) de Assis.
Na ONG o animal será assistido por médico veterinário e biólogo. A assim que estiver em condições será reintroduzido na natureza.
Saiba mais
Segundo o Sumário Executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça Parda, produzido pelo Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o animal é o segundo maior felino do Brasil. Ele ocorre em uma ampla variedade de hábitats, desde florestas até formações de savanas e aparece, eventualmente, em ambientes alterados como plantações e pastagens estando presente em todos os biomas brasileiros.
Filhote resgatado em Flórida Paulista (Cedida/PM Ambiental).
Amplamente distribuída por todo o continente americano – conforme o Sumário – a onça parda ocorre desde o Canadá até a região meridional da cordilheira do Andes, o que faz deste animal um dos mamíferos ocidentais vivos com a área de distribuição mais extensa.
Ainda de acordo com o documento, atualmente tem sido cada vez mais frequentes relatos de aproximação deste animal com o homem. É comum em noticiários matérias sobre onças pardas em áreas urbanas, entrando em casas e atacando animais domésticos.
Filhote resgatado em Flórida Paulista (Cedida/PM Ambiental).
O Sumário aponta que a severa redução na disponibilidade de hábitats devido ao crescimento urbano desordenado ou aumento das atividades antrópicas, e diminuição de suas presas são as principais causas do aumento na frequência de eventos como estes, assim como são os principais fatores responsáveis pelo acentuado declínio populacional que a espécie vem sofrendo ao longo de toda a sua distribuição geográfica.
Adicionalmente, ainda de acordo com o Sumário, a caça e a ampliação da malha rodoviária em todo o país agravam ainda mais a situação da espécie resultando em uma perda significativa de indivíduos o que, neste caso, é extremamente grave, pois este animal tem populações com tamanhos naturalmente baixos e também uma baixa taxa de reposição.