Em Ouro Verde homem é morto por PM após invadir casa e fazer mulher de 53 anos refém
Homem usou a mulher como escudo e chegou a arrancar arma de policial militar, quando foi alvejado.
Um homem foi morto por disparo feito por Policial Militar em Ouro Verde, na região de Dracena, na noite desta segunda-feira (5) após invadir uma casa e fazer mulher de 53 anos refém, em ocorrência iniciada para averiguação de tráfico de drogas com a abordagem a três suspeitos, na cidade, durante patrulhamento das equipes.
Conforme a PM divulgou em nota nesta terça-feira (6), policiais militares faziam patrulhamento de averiguação de tráfico de drogas aos arredores de uma residência e se depararam com três indivíduos, de 20, 26 e 37 anos, suspeitos de um possível tráfico de drogas.
Ao tentar a abordagem ao grupo, um deles, de 26 anos, evadiu correndo para os fundos da casa, desobedecendo a ordem legal dos policiais.
Ao ser contido, foi realizada busca pessoal, porém nada de ilícito foi encontrado, e ao ser conduzido para a qualificação e pesquisa criminal, conforme a PM, o indivíduo ainda se esquivou da equipe e saiu correndo em direção ao interior da residência.
De acordo com a nota da PM, neste local o homem agarrou uma moradora de 53 anos pelo pescoço, utilizando-a como escudo. A mulher pediu socorro, pois estava sendo machucada. Ainda conforme a corporação, um dos policiais militares, na tentativa de soltá-la e imobilizar o agressor utilizando técnicas de defesa pessoal, teve sua arma arrancada do coldre com ameaça iminente de disparo de fogo contra a equipe e a moradora. “De imediato, para manter a integridade física de todos, um dos policiais efetuou disparo contra o agressor, que imediatamente foi socorrido, porém, ao chegar no Pronto Socorro foi constatado o óbito”, diz a nota.
Os dados da ocorrência e partes foram apresentados pela PM no plantão da Polícia Civil de Dracena. Ao G1, o delegado da Polícia Civil, Alexandre Luengo, explicou que todas os envolvidos foram ouvidos e a arma de onde se originou o disparo apreendida para ser periciada. Foi requisitado exame necroscópico da vítima.
Preliminarmente, conforme declarou o delegado ao G1, os militares agiram em legítima defesa. “Em um primeiro momento, com as informações que a gente conseguiu coletar, foi nesse sentido [de legítima defesa], mas nós vamos instaurar um inquérito policial para coletar todas as provas que forem necessárias”, disse ao portal de notícias.
As circunstâncias do caso serão apuradas pela Polícia Civil, em inquérito policial. A princípio, o prazo de conclusão é de 30 dias. O Ministério Público acompanha o caso. No âmbito da PM, também há apuração pela corporação.