Polícia

Em Araçatuba homem mata a mãe e padrasto a pauladas, por não aceitarem sua homossexualidade

Antes das pauladas, casal foi dopado. Filho pagou R$ 700 a um amigo para ajudar no crime.

Por: Da Redação | Com informações do G1 Araçatuba/Rio Preto e SBT Interior atualizado: 17 de janeiro de 2023 | 10h45
Magali Catarini Luz, de 61 anos, e o marido Lourival Aparecido Poletti, de 56 anos, morreram após golpes de pauladas (Reprodução/Acervo Pessoal). Magali Catarini Luz, de 61 anos, e o marido Lourival Aparecido Poletti, de 56 anos, morreram após golpes de pauladas (Reprodução/Acervo Pessoal).

Três pessoas foram presas pela Polícia, em Araçatuba, após matarem uma mulher, Magali Catarini Luz, de 61 anos, e seu marido Lourival Aparecido Poletti, de 56 anos, a pauladas, no último sábado (14). Um dos envolvidos é filho da idosa, de 36 anos. A outra vítima era padrasto dele. O motivo narrado pelo filho da idosa seria pelo fato do casal não aceitar sua homossexualidade. Os outros dois envolvidos no crime são amigos dele, dos quais um recebeu a quantia de R$ 700 para participar do duplo homicídio.

A princípio o caso foi noticiado pela imprensa de Araçatuba como sendo a localização de dois corpos, com sinais de espancamento, em uma casa no bairro Primavera. O filho chamou a Polícia Militar alegando que havia chegado em casa e encontrado a mãe ao lado do carro, na garagem do imóvel, e o padrasto no porta-malas do veículo, mortos, como o interior da casa todo revirado. Porém não houve sinais de arrombamento ou de roubo de algum pertence.

A Polícia desconfiou e passou a questionar o homem, filho da moradora, que depois confessou o crime. "Ele revelou que contratou uma pessoa, no valor de R$ 700, e os dois usaram o cabo de um machado e um pedaço de pau para agredir as vítimas", explicou o delegado José Abonizio, ao G1.  "Ao chegar ao local, parecia ser um latrocínio. Mas chamou a atenção como a casa foi revirada e não houve indícios de nada roubado", explicou o delegado.

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Antes das pauladas, casal foi dopado

Além do filho da moradora e o rapaz, que golpearam o casal, uma terceira pessoa também foi presa. É uma mulher, acusada de ter fornecido medicamento usado para dopar as vítimas. Antes da execução a pauladas, uma grande quantidade dos medicamentos Clonasepan e Diasepan foi colocada pelo filho no suco consumido pelo casal.

O objetivo pretendido, com o uso de medicamentos era provocar um ataque cardíaco nos dois moradores. "O filho, segundo a gente apurou, havia colocado remédios controlados em uma quantidade absurda no suco do casal para que eles tivessem ataques cardíacos. Isso não aconteceu, mas as vítimas ficaram sonolentas, o que facilitou a execução delas", contou o delegado ao SBT Interior.

Os três envolvidos no crime passaram por audiência de custódia, junto ao Poder Judiciário. A Justiça decidiu mantê-los presos preventivamente até a conclusão das investigações. Laudos da polícia científica, produzidos no local do crime, e do Instituto Médico Legal (IML), no corpo das vítimas, irão ajudar nas investigações.

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