Após investigação iniciada em Pirapozinho, operação apreende 101 máquinas de cartão usadas em golpes
Polícia Civil mira em associação criminosa especializada em aplicar golpes em religiosos da região.
A Polícia Civil de Pirapozinho deflagou na manhã desta quarta-feira (19) a operação “Iconoclastas”, com o desafio de desintegrar associação criminosa especializada em aplicar golpes em religiosos da região.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão que levaram à apreensão de 101 máquina de cartão de crédito, 31 cartões credito, computadores, quatro aparelhos celulares, passaportes e documentos diversos. As buscas autorizadas pela Justiça ocorreram em Campinas.
De acordo com a PC, as investigações iniciaram-se após o prejuízo sofrido na Paróquia São João Batista da cidade de Pirapozinho, cujo delito iniciou-se a partir de artifício ardiloso utilizado pelos investigados que ofereciam serviços de restauração de objetos sacros metálicos, porém danificavam as peças e passavam a cobrar valores indevidos e abusivos ao que foi tratado.
Uma série de outros religiosos, assim como paróquias da região de Presidente Prudente e do estado de São Paulo teriam sido vítimas do estratagema criminoso.
Parte do efetivo mobilizado na operação (Cedida/PC).
A operação contou com as equipes da Polícia Civil de Pirapozinho e equipes da CERCO da Delegacia Seccional de Presidente Prudente, totalizando-se 18 policiais, que contaram com o apoio da DEIC de Campinas.
Segundo o delegado de polícia responsável pela investigação, Rafael Guerreiro Galvão, a operação busca angariar provas da prática e dinâmica criminosa, além de possibilitar o ressarcimento pecuniário das paróquias vítimas.
O nome da operação denominada “Iconoclastas”, refere se a indivíduos que não respeitam as tradições e crenças estabelecidas ou se opõem a qualquer tipo de culto ou veneração, seja por imagens ou outros elementos. O termo abrange ainda aquele que destrói imagens religiosas ou objetos religiosos.
O termo se relaciona caso da investigação iniciada em Pirapozinho, devido às atitudes ardilosas praticadas pelos investigados para conquistar a confiança dos representantes das paróquias, recebendo os objetos litúrgicos para restauração. Contudo, os objetos destinados a restauros acabavam sendo danificados.