Antes de morrer afogado, jovem de 17 anos tenta salvar a mãe da namorada do afogamento
Família e amigos vivem drama durante tarde de lazer, o que resultou na morte de rapaz de 17 anos.
O que era uma tarde de domingo com lazer entre familiares e amigos terminou em tragédia, ontem (24) em Adamantina, com a morte de um jovem de 17 anos, como anunciou o SIGA MAIS noinício da madrugada de hoje (reveja aqui).
Por volta das 13h de ontem um grupo com oito pessoas, entre crianças e adultos, se dirigiu até o Córrego Lageado, na zona rural de Adamantina, como alternativa de lazer, diante do forte calor.
As primeiras horas foram de descontração e brincadeiras, mas por volta das 15h30, já prestes a deixarem o local, uma das participantes do grupo, Luciana Cristina da Silva, se viu diante do desespero ao começar a se afogar, quando foi conduzida pelas águas até uma parte mais funda do Córrego.
A situação de Luciana chamou a atenção de todos que estavam ali, e rapidamente o jovem João Paulo Evangelista Pereira, 17, tomou a iniciativa para tentar salvá-la. Ele namorava a jovem Luana da Silva Carvalho, filha da mulher que se afogava.
O cenário passou a ser ainda mais desesperador quando João Paulo, sem dominar as técnicas de salvamento, também começou a se debater. O drama dos familiares e amigos se multiplicou, quando então duas pessoas estavam prestes a se afogar. Diante da situação, outros dois integrantes do grupo também tentaram resgatar João Paulo e Luciana, ampliando o drama e aflição de todos.
Ao final, Luciana Cristina da Silva conseguiu ser salva, mas as tentativas de salvar João Paulo foram em vão. Ele chegou a vir à tona, por mais de uma vez, impulsionado por um dos integrantes do grupo, mas os esforços não tiveram êxito e João Paulo foi levado pelas águas, se afogando no local.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, porém coube a tarefa de resgatar o corpo de João Paulo, que foi tirado do fundo do manancial e levado até a margem. As polícias Militar, Civil e Científica também foram acionadas, para a apuração das circunstâncias do afogamento.
Hoje pela manhã, no velório municipal, a reportagem o SIGA MAIS conversou com familiares e amigos. “De repente afundei. Não sentia o chão, fui me apagando e comecei a pedir ajuda”, lembra Luciana. “João Paulo pegou na minha mão e tentou me salvar”, recorda emocionada.
João Paulo tinha concluído o ensino médio e trabalhava com o pai em um salão de cabeleireiro próximo ao terminal rodoviário de Adamantina.
Segundo informação colhida no site da empresa funerária, sepultamento está previsto para ocorrer às 16h30 desta segunda-feira, no Cemitério local.
Bombeiros orientam sobre afogamentos
Com o calor, as atividades de lazer em piscinas, banhos em rios, lagoas e outros locais de água estão entre as alternativas para se refrescar. Mas é preciso tomar alguns cuidados para que a diversão não se transforme em tragédia, conforme orientações do posto do Corpo de Bombeiros de Adamantina.
Segundo os Bombeiros, embora o afogamento pareça ter sua causa simplesmente na falta de habilidade em nadar, as estatísticas apontam um dado alarmante: afogamentos também acontecem com pessoas que sabem nadar. Por isso, todo banhista precisa realizar esse lazer cercado de cuidados, já que todo ambiente aquático requer cuidado. A principal recomendação para garantir sua segurança é ter noção dos riscos e assumir uma postura preventiva.
Um ponto de muita cautela é evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, considerado um dos principais fatores que contribuem para o afogamento de adultos. Geralmente, após consumir, a pessoa entra na água, perdendo a noção de perigo, de risco, e suas habilidades de natação ficam reduzidas. Torna-se até difícil o sucesso na tentativa de reanimação da vítima, quando sujeita ao coma alcoólica.
Para quem procura rios, represas, balneários, praias e clubes, o ideal é, em primeiro lugar, procurar um local conhecido e onde exista sempre a presença de guarda-vidas. Em áreas como rios, represas e no mar é preciso respeitar as faixas e os avisos, além de não entrar em locais onde há alerta de perigo de morte ou em águas poluídas. E se for andar de barco ou qualquer outra embarcação, usar sempre coletes salva-vidas.
De acordo com os Bombeiros, outro cuidado envolve as crianças, que devem estar sempre próximas. Os especialistas em salvamento e resgate destacam que não é correto levar a criança para esses lugares e ficar cuidando de longe: o adulto responsável pelas crianças deve estar sempre junto.
Em caso de afogamentos: o que fazer
O Corpo de Bombeiros traz uma série de orientações, em situações de afogamento. A primeira delas: não tente salvar pessoas vítimas de afogamento sem estar habilitado, porque isso pode fazer novas vítimas. Neste caso, a orientação é para que seja lançado um galho, uma boia, uma corda ou outro objeto para que ela flutue e possa ser puxada até um local seguro. Acione guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193.