Advogados da região são presos por suspeita de ajudar facção criminosa
Investigação foi iniciada em Presidente Prudente. Buscas e prisões ocorrem em cerca de 20 cidades.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo realizam nesta data, em todo o Estado a operação Ethos com a finalidade de desarticular célula criminosa da organização primeiro comando da capital, denominada de “R”, composta por 40 advogados, sob controle de presos vinculados à organização.
A operação acontece simultaneamente em cerca de 20 municípios. Até as 9h30, segundo o G1, pelo menos 20 suspeitos tinham sido presos – a maioria deles são advogados.
Segundo nota conjunta do MPE e da Polícia Civil, a investigação foi iniciada em Presidente Prudente, onde estão dois presídios de segurança máxima. Foram identificadas 55 pessoas, das quais 41 estavam em liberdade e contribuíam para a prática criminosa vinculada à organização, motivo das prisões realizadas. Outras 14 pessoas, componentes da organização são presos que estão no Sistema Penitenciário Paulista, considerados pelos demais, líderes da facção.
De acordo com a nota, a operação Ethos ainda prendeu ainda Luiz Carlos dos Santos, Vice-Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). As investigações policiais apuraram que o Conselheiro foi cooptado pela célula “R” e a organização criminosa pagou a ele a quantia de R$ 130.000,00 com a finalidade de desestabilizar a Segurança Pública do Estado por meio de “falsas denúncias” perante organismos de Proteção dos Direitos Humanos.
Na ação, conforme o MPE e a Polícia Civil, estão sendo empregados 703 policiais civis e membros do Ministério Publico (159 delegados de polícia; 459 policiais civis e 65 Promotores de Justiça e 167 viaturas da Polícia Civil).
Prisões na região de Presidente Prudente
Há notícias de prisões na região de Presidente Prudente. Hoje pela manhã, segundo a Polícia, estavam sendo cumpridos nove mandados em Prudente, Presidente Venceslau, Pirapozinho e Estrela do Norte. Seis advogados foram presos, sendo cinco em Prudente e outro em Venceslau.
Segundo o G1, “os envolvidos nos crimes tinham uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – modo como é tratado o departamento jurídico da facção criminosa – criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente jurídicos aos líderes da “sintonia final geral” ou “conselho deliberativo”, que são os chefes da organização ilícita. Esses advogados evoluíram da licitude para a ilicitude, porque se percebeu a capacidade de infiltração dessa célula, sempre blindada pelo sigilo constitucional do advogado”.
Ainda de acordo com o G1, “essa célula simulava visitas jurídicas aos líderes presos, fazendo elo de comunicação de atividades criminosas entre os presos e aqueles que estão em liberdade, em “verdadeiras relações de promiscuidade”, segundo a Polícia Civil”.
O G1 publico também que “foi constatado durante as investigações que advogados, por meio de pagamento de propina a pessoas envolvidas em órgãos do Estado, visavam concretizar o objetivo da facção criminosa, que seria o financiamento e controle de agentes públicos e colaboradores, característica primordial da definição de crime organizado”.
O G1 informou também que representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam as buscas nas residências e as prisões dos suspeitos.