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Jovem Aprendiz da Polícia Mirim se projeta no campo das artes visuais

Autodidata, jovem de 21 anos impressiona pela capacidade artística, na produção de telas e retratos.

Por: Da Redação
Alexandre Queiroz é autodidata nos traços, cores, formas e estilo, e abre-se para novas oportunidades que possam dar visibilidade ao seu talento e capacidade (Foto: Acácio Rocha). Alexandre Queiroz é autodidata nos traços, cores, formas e estilo, e abre-se para novas oportunidades que possam dar visibilidade ao seu talento e capacidade (Foto: Acácio Rocha).

Alexandre Queiroz, 21, é inscrito no programa Jovem Aprendiz, junto à Polícia Mirim de Adamantina. Mora na zona rural, cursa história na FAI e atualmente está sem trabalho. Mas aproveita muito bem o tempo livre, dedicando grande parte do dia aos estudos e às experimentações no campo das artes visuais.
Não tem lembranças marcantes, ou determinantes, do gosto pelas artes nas séries iniciais, na escola, que permitam rastrear a origem da vocação artística, o que faz de sua habilidade algo mais surpreendente. Porém, se lembra da postura que geralmente conflitava com a postura de professores e outros colegas. Propunha o contraditório e questionava, e subjetivamente, já experimentava a alma artística e o papel propulsor das artes.
É autodidata nos traços, cores, formas e estilos, nunca fez um curso específico na área de artes, e começou a desenhar e pintar no início deste ano, inicialmente abrindo seus trabalhos para o núcleo familiar e amigos. Agora, mais seguro, abre-se para novas oportunidades que possam dar visibilidade ao seu talento e capacidade.
Alexandre falou ao SIGA MAIS que as primeiras experiências se voltaram à produção despretensiosa de retratos de amigos, que ao conhecerem o resultado final, sempre se mostravam impressionados com a fidelidade da obra em relação aos originais. Em posse de fotografias, e empregando lápis e papel, ele produz as reproduções, todas elas ricas em detalhes e bastante realistas.
Ele não utiliza papéis ou lápis especiais. Usa os recursos disponíveis, inclusive lápis de maquiagem usado para contorno de olhos. “Gosto de improvisar materiais”, destaca.
Alexandre também realiza pinturas em tela, a partir de tinta a óleo, específica para essa técnica. E nessa modalidade, já conta com quatro trabalhos.

Experimentar a arte com liberdade

Mesmo sendo precoce, em todos os seus trabalhos são visíveis a sensibilidade, a coerência artística e o rigor na técnica. Outra característica de seu trabalho é o não compromisso com padrões, estilos, épocas artísticas ou linguagens visuais, permitindo-se experimentar com liberdade, dentro daquilo que acredita e propõe como resultado. “Vou por conta própria, aprimorando meu trabalho a partir dos próprios erros e assim descobrindo caminhos para ampliar”, explica. 
Outra característica de Alexandre é o exercício permanente e maduro da autocrítica. “Tento olhar os trabalhos como usasse os olhos de outras pessoas”, relata, e se põe aberto e receptivo a críticas de qualquer pessoa. “Recebo bem as críticas e sugestões e procuro assimilar o que possa ser bom para o meu próprio crescimento”, continua. Também divide o tempo com a leitura e pesquisas sobre o tema na internet.
Alexandre pretende transformar essa habilidade artística em profissão. “Não quero só como hobby. Vou fazer tudo o que for possível para estar inserido no campo das artes”, relata. Nesse desafio, vai precisar vencer uma série de barreiras, inclusive na própria família, para convencê-los sobre a possibilidade de construir uma atividade profissional a partir desse trabalho.

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