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Empresa tenta desde 2014 a obtenção de apoio para expandir e gerar mais empregos

Ampliação de indústria pode gerar até 100 novos empregos, e aguarda resposta da Prefeitura há 2 anos

Por: Da Redação atualizado: 27 de fevereiro de 2016 | 09h16
Marcelo Oliveira, gerente administrativo da unidade da Patense em Adamantina, falou na Câmara Municipal (Foto: Acácio Rocha). Marcelo Oliveira, gerente administrativo da unidade da Patense em Adamantina, falou na Câmara Municipal (Foto: Acácio Rocha).

Logo após a sessão extraordinária que empossou o prefeito Dr. Pacheco no cargo, realizada na manhã de ontem (24), na Câmara Municipal, os representantes da empresa Patense (Adasebo), presentes ao plenário, usaram do espaço oferecido pela presidente do legislativo, vereadora Maria de Lourdes Santos Gil, para fazer um apelo ao novo prefeito.
Marcelo Oliveira, gerente administrativo da unidade de Adamantina, disse que a Patense está na cidade há dois anos, quando assumiu a empresa Adasebo, e desde então vem promovendo ações para ampliar sua estrutura e produção, e precisa de espaço para crescer mais. E busca apoio do poder público para isso, dentro das competências de estimular o desenvolvimento local.
Um dos interesses da empresa é ampliar a unidade industrial de Adamantina para a área ao lado da sua fábrica, onde hoje existe o antigo matadouro municipal, desativado, e que chegou a ser posto em licitação pela prefeitura, em busca de interessados em tocá-lo, sob concessão. A tentativa não teve sucesso.
A prefeitura, por sua vez, chegou a tentar a permuta do matadouro por outra área, de um empresário, no prolongamento da Avenida Rio Branco. O empresário é ligado ao setor de supermercado e já manifestou não ter interesse, conforme ofício lido ao final da sessão da Câmara Municipal, antecedendo a fala do representante da Patense. Assim, a área está liberada, sem destinação. 
O representante da Patense expôs que desde 2014 tem tentado avançar e consolidar o interesse na área, o que já foi objeto de reuniões com o ex-prefeito Ivo Santos e o ex-secretário de planejamento, Rogério Buchala, e nada se efetivou ao longo desse período. “Infelizmente fomos podados no meio do caminho. Não sabemos por que”, disse Marcelo.
Ele destacou que a Patense chegou a Adamantina e assumiu um quadro de funcionários, na época, de 40 colaboradores. Hoje são 120 funcionários e em março devem ser abertas cerca de 15 novas contratações.
E se for consolidada a expansão da unidade industrial para a área onde hoje está o matadouro municipal, pretende saltar mais que dobrar a capacidade de processamento da empresa, na cidade, que hoje é de 200 toneladas/dia, podendo chegar, com a área ampliada, a 450 toneladas dia, e abrir uma frente de trabalho que pode chegar a 100 novos empregos. “Temos projeto para essa área, pra ontem, prontos para serem executados”, disse, destacando a urgência e a necessidade de crescimento. 
Além do benefício direto com as contratações, a ampliação da empresa implica em incremento de receitas tributárias ao município e estimula a economia local, já que as pessoas empregadas vão consumir bens e serviços, muitos dos quais  na própria cidade.
Para movimentar a indústria, a Patense de Adamantina busca matéria prima em localidades a 400 quilômetros de distância, em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. “Não buscamos mais porque não temos espaço para processar”, destaca Marcelo. 
Além disso, um determinado volume de matéria prima é processado em outras unidades da empresa, o que poderia ocorrer em Adamantina, incrementando a geração de empregos e a arrecadação de impostos para o município. “Queremos o melhor para Adamantina. Temos objetivos sociais e econômicos, pois onde a Patense atua não pensamos somente no lucro, e sim na população local e no crescimento econômico da cidade”.
A Patense atua no segmento de reciclagem animal. A partir de vísceras, ossos e outros derivados do abate de animais, produz farinha de carne e ossos, sebo bovino industrial, sebo bovino para alimentação animal, farinha de vísceras de aves, farinha de sangue, farinha de penas hidrolizadas, óleo de vísceras de aves e graxa branca suína.

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