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Comércio recua, cobra dívidas e empresas fecham as portas em Adamantina

Segundo presidente do Sincomércio, Sérgio Vanderlei, Prefeitura deve R$ 3 milhões ao comércio.

Por: Da Redação atualizado: 8 de janeiro de 2016 | 08h51
Anúncio de vende de loja, na vitrine, no centro de Adamantina (Foto: Acácio Rocha). Anúncio de vende de loja, na vitrine, no centro de Adamantina (Foto: Acácio Rocha).

O volume de negócios no setor varejista, no último fim de ano, não foi dos melhores para o comércio de Adamantina, e reflete o cenário de crise que atinge o panorama nacional.  A avaliação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Adamantina (Sincomércio), Sérgio Vanderlei, em entrevista ao SIGA MAIS.
Mesmo sem todos os elementos que permitam uma avaliação mais precisa, embasada em números e outros indicadores, Sérgio faz uma avaliação preliminar. “No geral, Natal e fim de ano sempre vende. Mas com a economia nacional no estado que está, sabemos que os consumidores estiveram mais cautelosos na hora das compras. Podemos de antemão afirmar que foi bom para o comércio de Adamantina, mas muito aquém do desejado”, disse. “Com os comerciantes que tivemos contatos, observamos que muitos trabalharam com o próprio estoque, sem realizar novas compras”, completou.
Sobre a preponderância do cenário econômica, determinando o poder de compra dos consumidores, e as iniciativas locais desenvolvidas em estímulo às vendas, Sérgio disse que as entidades ligadas ao comércio fizeram sua parte, com promoções, campanha e marketing. “E cada empresário também fez a sua parte, com criatividade”, destaca.
Diante do cenário de crise e projeções negativas e/ou de baixo crescimento na economia nacional, Sérgio convoca o setor para não ficar de braços cruzados. “Precisamos trabalhar e fazer a roda da nossa economia girar. Acho que muitos estão aprendendo a cortas despesas e a trabalhar com o pouco lucro. Há uma grande expectativa para ver o que acontece principalmente neste primeiro semestre de 2016”, relatou.

Não há diálogo entre Prefeitura e as entidades representativas do comércio local

Perguntado sobre o diálogo e parcerias entre o comércio e o poder público, Sérgio Vanderlei foi enfático. “Não há diálogo entre Prefeitura e as entidades representativas do comércio local. Não há interesse em promover o comércio local. Infelizmente, afinal é o setor de maior geração de emprego no município, a vitrine de qualquer cidade”, disse.
Para o dirigente sindical, outro fato lamentável foi a decoração natalina. “Adamantina foi referência regional nos últimos dez anos. E em 2015 a decoração ficou muito a desejar, o que de certa forma, desestimula a vinda de consumidores para o centro comercial e para a própria cidade”, completou.

Comércio à venda

A baixa atividade econômica tirou o poder de compra dos consumidores. Com pouco dinheiro e com maiores restrições na concessão do crédito, as pessoas estão gastando menos. Entre os reflexos diretos, queda no faturamento das empresas que, por sua vez, dificultam o custeio empresarial e limitam investimentos nas próprias empresas.
Sem fôlego, estacionam no tempo à espera de novos cenários. Por outro lado, há organizações empresariais que resistem em inovar e buscar meios para atrair consumidores, seja pela postura conservadora, medo, insegurança ou falta de capital para investir.
No dia a dia, Adamantina presencia empresas fechando suas portas. Um recente levantamento do SIGA MAIS apurou que no setor de serviços de alimentação, por exemplo, quatro restaurantes estão à venda na cidade, além de lojas, que também anunciam a venda ou o encerramento das atividades.

Prefeitura deve R$ 3 milhões ao comércio

Em artigo publicado na imprensa local, Sérgio Vanderlei destacou a importância do comércio para o cenário local. Segundo escreveu, o setor gera 5.218 empregos, contra 2.820 na indústria, 1.571 na agropecuária e 1.083 na educação. Os números são do IBGE.
No mesmo artigo, Sérgio denunciou que as dívidas da Prefeitura para com o comércio ultrapassam os R$ 3 milhões.

Associação Comercial não se manifesta

O mesmo contato e praticamente a mesma pauta encaminhada ao Sincomércio, e respondida pelo presidente Sérgio Vanderlei, foi encaminhada à Associação Comercial e Empresarial de Adamantina (ACE), que não respondeu nem enviou qualquer justificativa ao SIGA MAIS.


 

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