Referência no ensino musical, Renato Belloni promove Festival de Bateria das Meninas.
Alunas do Estúdio Renato Belloni subiram ao palco e mostraram o aprendizado e vivência na música.
Profissional da música há 30 anos, Renato Belloni trouxe de volta a Adamantina noite desta quinta-feira (16) o Festival de Bateria das Meninas. No evento, alunas do Estúdio Renato Belloni subiram ao palco do Bar do Diogo e mostraram o aprendizado e vivência na música. Na plateia, familiares e amigos vivenciaram momentos de emoção e orgulho.
Entre as participantes, alunas recém ingressadas no Estúdio Renato Belloni – com dois, três meses de aprendizado – dividiram o palco com alunas com mais vivência e veteranas. Uma delas, inclusive, se tornou professora da equipe liderada por Renato.
As apresentações ocorreram sob diferentes gêneros, como pop, rock, sertanejo e eletrônica, com o protagonismo musical da bateria e das meninas. Veja vídeo.
Uma das participantes e o professor Renato Belloni (Siga Mais).
Renato é um nome prestigiado entre músicos, em todo o país. Como baterista, atuou para diferentes artistas. Em Adamantina fundou sua escola de música, depois mudou-se para São Paulo e ao retornar à cidade reabriu seu espaço, há quatro anos.
Localizado em Adamantina, o Estúdio Renato Belloni tem atualmente 61 alunos matriculados nos cursos de bateria, em diferentes idades. Há alunos de 4 a 58 anos. Ele e mais dois professores se revezam no ensino da bateria. Para mais informações e contatos, acesse @renatobelloni no Instagram.
Trajetória na música
Renato Belloni aprendeu a tocar bateria aos 15 anos, inspirado por um colega da mesma sala do ensino médio. Com o instrumento em casa o aprendizado inicial foi inspirado pela própria curiosidade e esforço, já que não havia professor do instrumento musical.
Aos 18 anos foi aluno do baterista Northon Vanalli, em Presidente Prudente. Seis meses depois se tornou professor e não parou mais. Com a bateria construiu sua trajetória profissional ao longo de 30 anos como musicista, e 29 como educador musical.
Renato é referência como baterista e professor do instrumento (Siga Mais).
No ensino da música, além de criar seu próprio instituto, Renato atuou como professor de bateria no Projeto Guri, um programa social realizado pelo governo estadual em parceria com municípios paulistas. Pelo Guri, atuou nas cidades de Adamantina, Presidente Prudente, Inúbia Paulista, Osvaldo Cruz, Ouro Verde, Dracena e Junqueirópolis. Quanto esteve em São Paulo também lecionou música. “O trabalho na música sempre esteve conectado como a atuação como educador”, destaca.
Renato frisou que um de seus professores, no início da sua trajetória, pontuou sobre essa duplicidade de carreira em torno da música. “Se você quer ser músico, tem que tocar e dar aula. Tem que fazer ambas as coisas”, lembrou, ao fazer referência à colocação feita por seu professor. “Hoje sou muito mais professor, do que músico da noite”, avalia.
A bateria
Além das duas vertentes profissionais como musicista e professor, Renato também atuou para que a bateria pudesse alcançar novos públicos. Em diferentes ações – muitas delas em parceria com o poder público – promoveu cursos e workshops e trouxe renomados profissionais à cidade. “Esses eventos colocaram a bateria como protagonista e trouxeram muitas pessoas”, diz. “Com essas apresentações e workshops a bateria alcançou novas vitrines e atingiu novos públicos, completou.
Em formato inovador, Renato realizou o festival Bateras In, no Parque dos Pioneiros, em Adamantina, onde foram montadas cerca de duas dezenas de baterias, com apresentações solo e coletivas, envolvendo todos os músicos participantes. A proposta agora poderá alcançar outras cidades da Nova Alta Paulista.