Livro com textos de alunos da Escola Helen Keller será lançado em outubro, em Adamantina
Publicação reúne textos de alunos do ensino médio, em mais de 110 páginas.
A Escola Estadual Helen Keller, de Adamantina, prepara para o dia 14 de outubro o lançamento do livro “Vozes Jovens: Histórias do Cotidiano”, obra que reúne redações produzidas por estudantes dos 1º anos A, B e C do ensino médio. A publicação já está em pré-venda e marca um importante momento de valorização da escrita e da produção cultural no ambiente escolar.
Organizado pelo professor Everton dos Santos, o livro traz textos que refletem a vida, os sonhos, as dificuldades e as conquistas de adolescentes da comunidade escolar. Os relatos abordam temas como identidade, pertencimento, cotidiano familiar, escolar e social, além de reflexões pessoais e mensagens de esperança.
A proposta nasceu de um projeto pedagógico que estimulou os jovens a escrever mensalmente sobre diferentes temas ligados à sua realidade. O resultado é uma coletânea que combina autenticidade, linguagem coloquial e olhar crítico, dando voz a experiências muitas vezes invisibilizadas.
Estudantes na etapa de produção dos textos (Cedida).
O professor Everton explica que a iniciativa foi inspirada em obras como O Diário dos Escritores da Liberdade, de Erin Gruwell, e Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus. “O objetivo foi oferecer aos alunos a oportunidade de expressar suas vivências e mostrar que a escrita pode ser um instrumento de transformação pessoal e social”, destaca.
A obra conta também com o prefácio do professor Paulo Alves de Araújo, diretor da escola até junho deste ano, e homenagens à equipe gestora, professores e comunidade escolar, que apoiaram a realização do projeto.
O lançamento oficial do livro acontecerá na própria escola, em Adamantina, e será aberto à comunidade. A pré-venda já está disponível, permitindo que familiares, amigos e interessados adquiram antecipadamente um exemplar da obra que celebra a força e a criatividade da juventude.
Criticidade e pertencimento
Na apresentação, o professor Everton Santos, organizador da obra, explica que o projeto surgiu como forma de incentivar adolescentes a desenvolverem a escrita em meio aos desafios da era digital e às dificuldades sociais que enfrentam.
O Vozes Jovens estimulou os alunos a produzirem redações mensais sobre temas ligados ao cotidiano, refletindo sobre família, comunidade, escola, sonhos e problemas reais. A proposta buscou não apenas melhorar habilidades de leitura e escrita, mas também despertar reflexão crítica, criatividade e senso de pertencimento.
Estudantes na etapa de produção dos textos (Cedida).
Inspirado em obras como O Diário dos Escritores da Liberdade, de Erin Gruwell, e Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, o projeto priorizou uma linguagem simples e autêntica, próxima da realidade dos estudantes, garantindo que suas vozes fossem ouvidas sem a rigidez da escrita acadêmica.
Everton ressalta que a obra é um espaço de expressão genuína, onde os jovens revelam suas dores, conquistas e esperanças. Mais do que um exercício escolar, o livro se transforma em instrumento de empoderamento e cidadania.
Identidade coletiva
O prefácio, escrito pelo professor Paulo Alves de Araújo, ex-diretor da Escola Estadual Helen Keller, destaca que a missão da escola de formar leitores resultou também na formação de escritores. Para ele, o livro nasce do espaço de acolhimento que a escola representa, muitas vezes o único lugar de escuta e pertencimento para os jovens.
Estudantes na etapa de produção dos textos (Cedida).
Araújo ressalta que os textos revelam vivências intensas, marcadas por desafios como desigualdade social e até a pandemia, mas também por solidariedade, sonhos e esperança. O professor compara a obra ao filme Narradores de Javé, que retrata a importância das histórias na preservação da identidade coletiva, reforçando o papel transformador da escrita.
Ele conclui que o projeto mostra como a educação vai além do conteúdo, tornando-se caminho de expressão e libertação. Ao dar voz aos estudantes, a escola os transforma em protagonistas de suas próprias histórias, fortalecendo sua autonomia e cidadania.
(Reprodução).