Ensino

Jovem de Adamantina é aprovado em múltiplos vestibulares e escolhe Engenharia Elétrica da USP

João Gabriel Motta, de 18 anos, tem trajetória marcada por disciplina, dedicação e apoio familiar.

Por: Da Redação | Acácio Rocha atualizado: 26 de janeiro de 2026 | 13h27
Jovem adamantinense celebra aprovacao em multiplos vestibulares e vai cursar Engenharia Eletrica na USP Sao Carlos, com foco em Sistemas de Energia e Automacao (Siga Mais). Jovem adamantinense celebra aprovacao em multiplos vestibulares e vai cursar Engenharia Eletrica na USP Sao Carlos, com foco em Sistemas de Energia e Automacao (Siga Mais).

A história do adamantinense João Gabriel Motta, de 18 anos, é um retrato do poder transformador da educação, da disciplina e do apoio familiar. Aprovado em múltiplos vestibulares de instituições consideradas referência no país, o jovem escolheu cursar Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas de Energia e Automação na Universidade de São Paulo, campus de São Carlos — uma das formações mais disputadas e respeitadas do Brasil.

João Gabriel construiu sua trajetória conciliando estudos intensos, participação em olimpíadas acadêmicas e o trabalho em família no Motta Churros e Crepe, negócio mantido pelos pais Rúbia Angélica Motta e José Fernando Motta, que atende no Parque dos Pioneiros, em Adamantina.

João com a mãe Rúbia, o pai José Fernando e o irmão de 13 anos, Pedro Miguel (Siga Mais).

A rotina exigente nunca foi obstáculo, mas parte do caminho escolhido com clareza desde cedo, como contam o estudante e sua mãe, em conteúdo especial para o Siga Mais.

Caminho construído passo a passo

A trajetória escolar de João Gabriel passou por instituições públicas e privadas de Adamantina. Ele iniciou o ensino fundamental I no Colégio Adamantinense (Colégio Objetivo) e concluiu essa etapa na Escola Municipal Emef Navarro de Andrade. O ensino fundamental II foi realizado na Escola Cristã de Ensino, período em que começou a projetar a universidade pública como meta concreta.

Aprovado em múltiplos vestibulares, João Gabriel em seu espaço de estudos, em casa (Siga Mais).

No ensino médio, na Etec Professor Eudécio Luiz Vicente, o foco se intensificou. No primeiro ano, destacou-se em olimpíadas científicas, chegando à fase nacional da Olimpíada Brasileira de Física (OBF) e conquistando menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A partir do segundo ano, passou a direcionar os estudos para os vestibulares, com atenção especial ao Provão Paulista e ao PAS-UEM, onde já demonstrava bom desempenho. “No terceiro ano, intensifiquei ainda mais a rotina de estudos, e os resultados começaram a aparecer”, relata.

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Aprovações que abrem caminhos

O esforço rendeu frutos expressivos. Pelo Provão Paulista, João Gabriel foi aprovado em 3º lugar em Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas de Energia e Automação na USP São Carlos, sua primeira opção. Também conquistou o 1º lugar em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica na mesma instituição, além de aprovações em 1º lugar em Engenharia Elétrica na Universidade Estadual Paulista de Ilha Solteira e em Economia na Unesp de Araraquara.

João escolheu Engenharia Elétrica na USP São Carlos (Siga Mais).

Além disso, foi aprovado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas, via vestibular tradicional, e pela Universidade Estadual de Maringá, por meio do PAS-UEM. Ainda aguarda resultados do SISU, no qual disputa vaga na Universidade Federal de Itajubá, além de outros processos seletivos baseados no Enem.

Estudante participou de congresso científico da FAI (Cedida).

Apesar das múltiplas possibilidades, a decisão está tomada. “Com certeza será a USP de São Carlos. É um grande sonho e uma das melhores formações do país”, afirma. O jovem estudante e sua família já foram para São Carlos, conhecer a cidade e locar o espaço que vai ser sua moradia nessa nova fase da vida.

Emoção, família e reconhecimento

João Gabriel contou ao Siga Mais que o momento da divulgação dos resultados ficou marcado pela ansiedade. Com o site da banca organizadora fora do ar, a confirmação da aprovação veio por mensagem de uma amiga, Maria Vitória de Carvalho, antes mesmo de ele conseguir acessar a lista oficial. “Para ela o site carregou antes. Então teve acesso à lista de aprovados e se apressou em me enviar”, lembra. “Quando vi meu nome na lista, no curso desejado, naquele instante, a alegria foi máxima. Comemorei muito, alegremente, com minha família e a amiga”, ressalta.

O apoio familiar é apontado pelo jovem estudante como essencial ao longo de toda a jornada. Ele destaca o incentivo dos pais, dos tios, professores, amigos e da Igreja Presbiteriana de Adamantina, além da influência marcante da avó materna, Idalina dos Santos Rodrigues, falecida, que o estimulou desde a infância, especialmente nos estudos de matemática. “Me incentivava bastante ao estudo, desde cedo”, conta.

João Gabriel aproveitava pausas no churros da família para estudar (Cedida). 

Para toda essa rede de relacionamento e apoio, o jovem estudante faz agradecimentos. “Agradeço primeiramente a Deus que me deu a saúde e oportunidade de poder me dedicar aos estudos durante minha vida; também agradeço a minha família, que foi o grande alicerce e apoio nos momentos difíceis nessa trajetória; meus tios Odimir Motta e Amanda Braga que me acompanharam durante minha trajetória me auxiliando sempre quando precisei; agradeço aos meus amigos e professores que me ajudaram e me apoiaram durante meus estudos; também agradeço a minha escola que proporcionou um ambiente sadio para a aquisição de conhecimentos nesses últimos três anos;  agradeço também à minha igreja,  Igreja Presbiteriana de Adamantina, que me proporcionaram cuidado espiritual e muitas amizades que levarei para vida”, frisa.

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Orgulho que vem de casa

Para a mãe, Rúbia Angélica, professora na rede municipal de ensino de Adamantina, e empreendedora, ver o filho alcançar essas conquistas é motivo de orgulho profundo. “Desde pequeno, o João teve contato com livros e sempre demonstrou muita criatividade. Ele costumava pegar caixas e objetos e criar coisas novas, o que já mostrava seu interesse em aprender e explorar. Nunca precisei cobrá-lo para realizar tarefas, trabalhos ou estudar para provas. Desde as séries iniciais, ele criou o hábito de estudar todos os dias, de forma natural e espontânea. Acredito que essa constância fez toda a diferença em seu desempenho escolar ao longo dos anos”, afirma.  

João Gabriel aproveitava pausas no churros da família para estudar (Cedida).

Ela lembra que a família esteve sempre nos bastidores, oferecendo suporte emocional e acreditando no sonho do filho. “Para nós, como pais, não há desejo maior do que ver o sucesso e a realização dos nossos filhos. O João sempre foi um filho responsável, dedicado, estudioso e muito focado. Como família, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para apoiá-lo. Ele merece tudo o que está vivendo hoje”, diz orgulhosa. “Foram muitas vezes em que o vimos abrir mão de passeios e momentos de diversão para estudar, virar noites se dedicando, fazendo sacrifícios e correndo atrás do seu sonho. Nós sempre estivemos nos bastidores, sendo sua rede de apoio, acreditando, incentivando e caminhando junto com ele em cada etapa dessa trajetória”, completou a mãe.

Mensagem que inspira

Aos estudantes da rede pública, João Gabriel deixa uma mensagem direta e inspiradora. “As possibilidades são ilimitadas para quem estuda e se esforça. O estudo continua sendo o melhor caminho para melhorar de vida. Existem oportunidades como o Provão Paulista, o Enem, olimpíadas acadêmicas e bibliotecas públicas com bons materiais. Com constância, disciplina e dedicação, qualquer pessoa pode alcançar grandes oportunidades”.

Dedicação e foco foram determinantes para o jovem adamantinense (Siga Mais).

Ao olhar para trás, ele não tem dúvidas: valeu a pena estudar — e os estudos estão apenas começando. “Acredito que valeu muito, durante o ensino médio, houve momentos em que me questionei se valia a pena todo esforço, muitas vezes vi meus colegas aproveitarem mais os diversos lazeres que essa fase da vida proporciona, enquanto eu tinha uma rotina mais cheia e engessada nos estudos”, diz. “Todavia, atualmente, vejo que esse esforço me trouxe grandes oportunidades e que essas a longo prazo poderão me trazer muito mais prosperidade do que se eu estivesse parado de estudar e ido a esses diversos lazeres”, reforça.

A trajetória de João Gabriel Motta se soma a tantas histórias que reforçam o papel transformador da educação e mostram que, com apoio, persistência e foco, o ensino público também forma talentos capazes de chegar às melhores universidades do país.

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