Estudantes da Escola José Firpo fazem soltura de alevinos no Rio Aguapeà em Lucélia
Também participaram da iniciativa a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Usina Zilor.
Em comemoração ao Dia Mundial da Água, que ocorrerá em 22 de março, a Escola Estadual José Firpo, de Lucélia, fez a soltura de alevinos de espécies nativas no Rio Aguapeí, na região da cachoeira do Salto Botelho. A atividade prática de educação ambiental envolveu os alunos do 1° e 3° anos da Escola, juntamente com Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Usina Zilor.
A soltura foi realizada na manhã desta segunda-feira (17). A iniciativa busca conscientizar os alunos sobre o quanto as altas temperaturas prejudicam a reprodução dos peixes, a taxa de oxigênio da água, e alerta sobre a importância da preservação dos rios e da biodiversidade aquática.
(Cedida/Escola José Firpo).
Participaram ação a professora de biologia e química da escola, Bruna Cristina, a engenheira ambiental do município de Lucélia, Cassiana Lukiantchuki, o engenheiro ambiental da usina Zilor, Vinicius Lima Dias de Souza e o biólogo da usina Zilor, Salto Botelho, Gilberto Santos.
Aquecimento global ameaça ecossistemas aquáticos e espécies de peixes
O Dia Mundial da Água, criado pela ONU em 1993 e celebrado em 22 de março, reforça a importância da preservação desse recurso essencial para a vida no planeta. No entanto, os efeitos do aquecimento global vêm colocando em risco a qualidade e disponibilidade da água, impactando diretamente os ecossistemas aquáticos e as espécies de peixes, que são fundamentais para a biodiversidade e para a segurança alimentar de milhões de pessoas.
(Cedida/Escola José Firpo).
Estudos destacam que o aumento das temperaturas globais afeta os corpos d'água de diversas formas. A evaporação acelerada reduz o volume de rios e lagos, tornando-os mais rasos e propensos à contaminação. Além disso, a elevação das temperaturas da água altera a composição química e reduz os níveis de oxigênio dissolvido, dificultando a sobrevivência de muitas espécies de peixes.
(Cedida/Escola José Firpo).
Outro problema crítico é a intensificação de eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que afetam diretamente os habitats aquáticos. A redução dos cursos d’água, o assoreamento e a degradação dos mananciais impactam a reprodução e o ciclo de vida dos peixes, colocando em risco diversas espécies.
A importância da soltura de alevinos e a recuperação dos ecossistemas
Diante desses desafios, uma das estratégias para mitigar os danos e restaurar os ecossistemas aquáticos é o repovoamento dos mananciais com a soltura de alevinos. Essa prática, quando realizada de forma planejada e responsável, contribui para a recomposição da fauna aquática, garantindo o equilíbrio ecológico e a manutenção da pesca sustentável.
(Cedida/Escola José Firpo).
O repovoamento deve ser feito com espécies nativas da região, respeitando a capacidade dos rios e lagos e evitando desequilíbrios ecológicos. Além disso, é essencial que essa ação seja acompanhada por medidas de proteção das nascentes, combate à poluição hídrica e fiscalização contra a pesca predatória.
Outros alertas e desafios: crise hídrica e mudanças climáticas
A crise da água tem se intensificado nos últimos anos devido a fatores como mudanças climáticas, crescimento populacional e poluição. Secas prolongadas, inundações e a degradação de mananciais são alguns dos impactos visíveis do aquecimento global, que altera o ciclo hidrológico e compromete a disponibilidade de água doce. Em várias regiões, a escassez hídrica já afeta a produção de alimentos, a geração de energia e a saúde pública.
Desperdício e uso racional da água
Outro desafio urgente é o desperdício. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil perde cerca de 40% da água tratada antes mesmo de chegar às torneiras, devido a vazamentos, ligações clandestinas e problemas na infraestrutura. Além disso, hábitos diários da população também impactam o consumo, tornando essencial a adoção de práticas de economia, como o reuso da água e o uso consciente em atividades domésticas, industriais e agrícolas.
Poluição e saneamento básico
A contaminação dos rios, lagos e lençóis freáticos por esgoto sem tratamento, resíduos industriais e agrotóxicos compromete a qualidade da água e amplia os riscos para a saúde humana. No Brasil, embora tenha havido avanços, cerca de 33 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à água potável, e quase metade da população não tem saneamento básico adequado, segundo o Instituto Trata Brasil.