Alunos da APAE participam de festival esportivo no Centro Universitário de Adamantina
1º Festival Esportivo APAE/FAI aconteceu nesta quarta-feira (8).
O campus III do Centro Universitário de Adamantina foi palco nesta quarta-feira (8) do 1º Festival Esportivo APAE/FAI, uma atividade de extensão do curso de educação física da instituição de ensino, em conjunto com a organização Olimpíadas Especiais Brasil, uma fundação sem fins lucrativos que promove o esporte para pessoas com deficiência intelectual, filiada à Special Olympics International.
Na programação, 105 alunos da Associação de Pais e Amigos do Excepcionais (APAE) de Adamantina participaram de diferentes provas de atividades motoras, entre elas provas de atletismo adaptado (corrida/revezamento/ arremesso de medicine ball) do Programa de Atividade Motora Adaptada (MATP) – circuito de atividades motoras para os atletas com maior comprometimento motor – e ainda bocha e uma experimentação de basquete unificado.
Já os estudantes de educação física desempenharam diferentes funções desde a organização até ações práticas esportivas, auxílio nas provas motoras e entrega de kits. Também participaram da programação estudantes dos cursos de nutrição, enfermagem e fisioterapia.
Festival Esportivo APAE/FAI em Adamantina (Siga Mais).
Conforme divulgou a FAI, o festival integra o planejamento final do projeto de extensão “Esporte Adaptado: muito além de uma conquista esportiva” do curso de educação física. “A gente aplica teoria, da exemplos, traz subsídios, mas algo como a vivência, e essa proporção de construir um evento para eles, é um aprendizado do começo ao fim”, destacou ao SIGA MAIS a coordenadora do curso de educação física, professora doutora Gabriela Gallucci Toloi.
Sobre o curso de educação física da FAI, ela disse que a grade traz conteúdos que também abordam práticas inclusivas, de atividades motoras para esse público. “A gente busca ensinar o que são as deficiências, e que o caminho é a inclusão, é permitir, é enxergar a eficiência”, diz. “Que eles enxerguem a eficiência de cada um”, ressalta a coordenadora. Ela ainda agradeceu à organização Olimpíadas Especiais Brasil. “É a fundação que constrói o movimento esportivo para pessoas com deficiência”, frisa a doutora Gabriela.
A atividade inclusiva desta quarta-feira também foi destacada pela pró-reitora de extensão da FAI, professora doutora Liliana Martos Nicoletti Tóffoli. “É uma união de forças. A FAI é uma instituição inclusiva e queremos mostrar isso. Estamos de braços abertos para receber todo o público que chegar até nós” disse. “Queremos mostrar que todos podem. Que os obstáculos podem ser ultrapassados, podem ser vencidos, e que todo mundo é capaz”, continuou.
Festival Esportivo APAE/FAI em Adamantina (Siga Mais).
A pró-reitora fez uma colocação oportuna em reconhecer que as instalações dos campi precisam receber melhorias de acessibilidade. “A FAI precisa melhorar questões de infraestrutura e acessibilidade, mas a gente está buscando”, pontuou. “A FAI tem buscado melhorar e incluir, e fazer parcerias. “A parceria com a APAE é fantástica. Faz a gente ver um outro mundo. Tudo isso completa a vida do ser humano, do estudante e do professor. E nós estamos aprendendo com o professores e com os nossos alunos engajados aqui”.
Ela adiantou também que a atividade desta quarta-feira foi fotografada e irá compor uma futura exposição, similar à “Mulheres em Evidência”, realizada neste ano a partir de parceria entre a FAI e a Rede de Combate ao Câncer. A exposição lançada em Adamantina fez itinerância na cidade, e depois percorreu Marília e Presidente Prudente. A nova exposição, com imagens do evento de hoje, deve ser apresentada ano que vem.
Festival Esportivo APAE/FAI em Adamantina (Siga Mais).
O presidente da APAE de Adamantina, Carlos Roberto Bocchi Pereira, também repercutiu a atividade desta quarta-feira. “É algo que às vezes a gente não consegue expressar verbalmente, tudo o que isso significa para a vida dessas pessoas e para a vida da nossa instituição”, disse. “A parceria com a FAI vem culminar em momentos de energia e de possibilidades que extrapolam a capacidade dessas pessoas. Isso é uma demonstração de superação, de que estão vivas, merecem ser respeitadas, e merecem nosso carinho e amor”, ressaltou. “Gratidão a Deus e a todos por recebermos um evento como esse”, completou o dirigente da instituição adamantinense.