Variante Delta da Covid-19 é detectada em Adamantina, informa Secretaria Estadual de Saúde
Também há casos da variante Delta em Lucélia (7), Inúbia Paulista (8) e Dracena (1).
Um relatório da Secretaria Estadual de Saúde, com dados atualizados sobre a variante Delta, informa a ocorrência de um caso, em Adamantina. Esse quadro, com dados atualizados até a última quinta-feira (4) foi informado pelo órgão estadual na manhã deste domingo (7) ao SIGA MAIS.
Em todo o Estado de São Paulo são 8.419 registros da variante Delta em 158 municípios (veja a relação de casos por cidades). Na região de Presidente Prudente são 15 cidades, com 71 registros. Cidades próximas a Adamantina também têm registros como 7 casos em Lucélia (como divulgado pela saúde municipal) e 8 em Inúbia Paulista, além de 1 em Dracena.
Apagão
A metodologia para a realização dos testes da Covid-19, em Adamantina, adotada desde agosto do ano passado pela Secretaria Municipal de Saúde, não permitia até então detectar variantes para a doença.
Desde o início da pandemia o município realizava os testes junto ao Instituto Adolfo Lutz, que demoravam no mínimo 72 horas emitir os resultados. Porém, a partir de agosto de 2020 o Município assumiu a realização dos testes em buscas de resultados mais rápidos, o que permitiu maior agilidade para a tomada de decisões visando os cuidados com o paciente e seu tratamento, como também o contingenciamento da doença.
O ponto negativo visualizado hoje, da decisão, é que a metodologia de testes realizados pela Secretaria Municipal de Saúde – por imunofluorescência do Antígeno – não permite saber qual o tipo de vírus está circulando no município, por não possibilitar o sequenciamento genético, procedimento que exige o Exame de RT-PCR (padrão ouro), disponível no Instituto Adolfo Lutz. Essa afirmação foi dada pela própria Prefeitura de Adamantina no dia 15 de outubro, em reação às cobranças por informações sobre a possível presença de variantes nesta alta de casos, internações e mortes neste mês de outubro.
Sem esse detalhamento em mãos e em meio a um apagão de dados mais detalhados e atualizados, essa deficiência pode, eventualmente, dificultar as estratégicas de abordagem e contenção.
Com isso, não restou ao poder púbico municipal retomar o envio das amostras biológicas de suspeitos para exames junto ao Instituto Adolfo Lutz, procedimento que passou a ser adotado na segunda quinzena do mês passado, após alta significativa de casos, internações e mortes na cidade, a suspeita em torno da presença de variantes em Adamantina.
“Variantes de atenção”
Segundo informações complementares enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde ao SIGA MAIS, junto com o relatório, as variantes Delta, Alpha, Beta e Gamma, são classificadas como "variantes de atenção" pelas autoridades sanitárias devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção, por exemplo.
O órgão explica que a confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e São Paulo é a unidade federativa que mais realiza esta ação no Brasil.
Em virtude deste trabalho, o balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) identificou, até 4 de novembro, 3 casos autóctones de Beta, 54 de Alpha, 8.419 de Delta e 2.847 de Gamma.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o sequenciamento é um instrumento de vigilância, ou seja, de monitoramento do cenário epidemiológico, que não deve ser confundido com diagnóstico, este sim de caráter individual. “Portanto, não é necessário, do ponto de vista técnico e científico, sequenciamentos individualizados, uma vez confirmada a circulação local da variante”, diz o órgão. “As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: uso de máscara, que é obrigatório em SP; higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel); distanciamento social; e a vacinação contra a Covid-19”, destaca.