Cidades

Quedas de energia: moradores reclamam e Energisa orienta sobre ressarcimentos

Situação frequente de quedas de energia irrita e traz prejuízos a consumidores. Vereador aciona MP.

Por: Da Redação atualizado: 13 de outubro de 2015 | 12h28
Com quedas de energia e danos em equipamentos, moradores reclamam prejuízos (Foto: Ilustração). Com quedas de energia e danos em equipamentos, moradores reclamam prejuízos (Foto: Ilustração).

A frequente ocorrência de quedas de energia em Adamantina tem provocado reclamações entre os consumidores, sobretudo aqueles que, além do desconforto, sofrem algum tipo de prejuízo, seja por danos em equipamentos eletroeletrônicos, perda de materiais que precisem estar sob refrigeração, por exemplo, atividades como padarias que dependam de fornos elétricos, entre tantas outras características de prejuízos.
Durante os últimos dias a situação se agravou, sobretudo com a repetida ocorrência de tempestades, que ampliaram fragilidade do sistema de distribuição de energia elétrica para Adamantina e outras cidades da região.
Nas redes sociais e nos grupos de discussão, como o “Adamantina | Siga Mais”, muitos consumidores expuseram seus relatos.

Consumidores reclamam de prejuízos

Simone Rozin Talarico é proprietária de uma academia esportiva em Adamantina. Ela relatou que na sua academia foram queimados uma esteira elétrica e um aparelho de DVD, e na sua casa os danos atingiram o interfone e a placa do portão eletrônico.
Segundo relatou, o problema ocorreu durante uma oscilação de energia, o que se repetiu várias vezes, até que acabou em definitivo. A empresária optou por acionar o seguro e reclama. “Apesar dos preços altos e das altas frequentes no preço da energia, não temos o retorno da mesma”, disse.
Além dos estragos e prejuízos decorrente de danos nos aparelhos eletroeletrônicos em sua academia, Simone convive com outro complicador, ou seja, a falta de energia, em si, que impede o desenvolvimento de suas atividades profissionais, no atendimento aos clientes, sobretudo aqueles que reservam um único horário possível dentro da sua disponibilidade, e ficam impedidos de realizar as aulas. “Em muitas situações tivemos que cancelar as aulas por causa disso”, explica.
Ednelson Squin relatou ao que teve prejuízos em sua casa, ao ter uma TV de 34 polegadas queimada, dia 27 passado, quando seu bairro teria ficado sem energia elétrica por mais de 12 horas. Em situações anteriores, teve outra TV e um computador também queimados.  Sobre o caso mais recente, ele disse que acionou a companhia elétrica, que enviaria um técnico para avaliar o dano na TV, o que ocorreu ontem (6). “É sempre um transtorno, pois mesmo se pagarem o meu prejuízo, vou ficar sem a TV por uns vinte dias ou mais, e no caso deles me ressarcirem, tenho que pegar dois laudos e dois orçamentos com dois técnicos, e esse orçamento tenho que pagar”, reclama.
O empresário Jorginho Sakai atua no ramo de sonorização e iluminação de eventos, e relata que teve um saldo de três câmeras de segurança, uma fonte de alimentação e um modem de internet queimados, também no dia 27 de setembro, por volta das 20h30, quando houve queda de energia.
As câmeras monitoram a empresa, e são acessadas por ele, remotamente. Com o prejuízo – além das perdas materiais – ficou impossibilitado de fazer esse acompanhamento.  “Chamei um técnico para ver o tinha acontecido. Ele me mostrou que havia queimando as câmeras e elas são blindadas, então não teve como fazer reparo. Tive que comprar outras câmeras, mais a fonte de alimentação, delas e uma fonte para o modem de internet”, disse. O empresário deve acionar a área de atendimento da companhia elétrica e se não obtiver retorno, deverá acionar o Procon.

Vereador aciona Ministério Público

No dia seguinte às ocorrências de quedas de energia, registadas no dia 27 de setembro, o vereador de Adamantina, Luiz Carlos Galvão protocolou reclamação no Ministério Público da Comarca local. Segundo o vereador, a medida objetiva que sejam evitados novos prejuízos e aborrecimentos consequentes da interrupção de energia elétrica.
Segundo relato do vereador em sua rede social, centenas de famílias tiveram eletrodomésticos, aparelhos de som, televisores, geladeiras e outros equipamentos danificados em consequência dos últimos apagões, “até agora, sem, minimamente, as devidas explicações técnicas”.
Em contato com a Energisa, concessionária que atende Adamantina com o fornecimento de energia elétrica, a mesma informou que até a tarde de ontem (8) não havia recebido qualquer notificação do Ministério Púbico, acerca da denúncia.

Energisa orienta sobre ressarcimentos

Atendendo solicitação do SIGA MAIS, a Energisa explicou sobre o procedimento que o consumidor deve adotar, em casos de ocorrência de danos em equipamentos. “A empresa faz o ressarcimento aos clientes quando são constatadas falhas no sistema elétrico e estas falhas causaram algum dano nos equipamentos dos consumidores”, explica a empresa.
Segundo a Energisa, todos os pedidos de ressarcimento podem ser feitos pelo call center da distribuidora ou nas agências de atendimento. O número de telefone gratuito para atendimento na região é 0800 70 10 326.
Porém, para pedir o ressarcimento é necessário que o consumidor siga alguns processos regulamentados pela resolução normativa 414 e Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (Prodist) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Dentro dessas orientações fixadas pela Aneel, e que são aplicadas em todo o Brasil, o cliente deve informar para a distribuidora a data e hora provável da queima do equipamento, dados do equipamento, fazer uma descrição da ocorrência e informar os dados pessoais do titular da unidade consumidora.
Após receber estas informações, a distribuidora agenda uma vistoria em até 10 dias no local onde pode ter ocorrido o dano. Após a vistoria, se for constatada a ocorrência do dano por responsabilidade da distribuidora, são solicitados dois laudos e dois orçamentos que devem ser encaminhados pelo cliente em até 90 dias.
Cumpridos esses procedimentos fixados pela Aneel, a empresa tem até 15 dias para manifestar posicionamento sobre os orçamentos apresentados. E por fim, com o cumprimento de todas essas etapas, e com o aceite dos orçamentos, a concessionária tem 20 dias para efetuar o pagamento, com o determina a resolução da Aneel.

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