Cidades

Prefeito afastado Ivo Santos, sobre o cheque: “Acho que assinei”

Nas emissoras do Grupo Jóia, Ivo Santos fala sobre a decisão Judicial que o afastou do cargo.

Por: Acácio Rocha atualizado: 19 de novembro de 2015 | 15h50
Prefeito afastado Ivo Santos, sobre o cheque: “Acho que assinei”

O prefeito Ivo Santos, que foi afastado ontem (17) pela Justiça de Adamantina, por suposto envolvimento em eventuais irregularidades, objeto de investigação pelo Ministério Púbico, concedeu entrevista ao radialista Jonas Bonassa, levada ao ar às 11h40 de hoje (18) nas emissoras de rádio do Grupo Jóia.
No centro das denúncias investigadas pelo MP, o cheque no valor de R$ 276.269,50, emitido em 5 de fevereiro, nominal ao então Secretário Municipal de Finanças Nivaldo Marcos dias de Moraes, depois depositado na conta pessoal do mesmo, com a justificativa de realizar pagamento de precatórios.
Ivo destacou que após ser notificado pela Justiça, ontem, por volta das 14h, telefonou para o vice Dr. Pacheco. “Pacheco tem toda a minha confiança. Estivemos juntos na campanha e ele vai continuar o trabalho que está sendo feito”, disse.
O prefeito afastado Ivo Santos disse no rádio que, após ser citado pela Justiça já mobilizou sua assessoria jurídica, e vai ingressar com recurso no Tribunal de Justiça na tentativa de reverter a decisão e voltar ao cargo. “É grande, mas a Justiça pode dar e pode não dar. É cinquenta por cento para cada lado”, disse.
Também no rádio, o prefeito afastado se defendeu. “Não há nada que nos ligue ao motivo da acusação. Não tirei proveito nenhum, não houve nada nesse sentido”. Segundo Ivo, a Justiça fez um detalhamento na movimentação bancária da conta onde o cheque foi depositado. “Tem lá quatro páginas de movimentação financeira e em nenhum momento não tem não tem nada, absolutamente nada que me comprometa, que me ligue a esse cheque”, completou.
Em seguida o radialista Jonas Bonassa perguntou ao prefeito afastado se ele teria assinado o cheque, que por sua vez, respondeu: “Eu acho que assinei”.  E continuou. “Não há nada que me ligue a esse cheque. Não tenho compromisso nenhum com aquilo que o Secretário de Finanças fez”.
Segundo a declaração do prefeito no rádio, o mesmo estranhou o afastamento determinado pela Justiça. “O que o promotor alegou é que não teve acesso a documentos”, disse. “Nós demos total acesso a eles, a recuperar dados. Estamos abertos. Fomos pegos de surpresa e estamos tentando nos defender”, destacou.
Ivo criticou a determinadas posturas e disse que vem sendo alvo da oposição.  “Desde o momento que entrei tenho sentido que tem havido uma oposição”, revelou. “Quero dizer a quem se opõe a mim: essa não é a melhor tática, porque atinge a minha família, minha pessoa, e todos estão sofrendo”, relatou. “Mas quero dizer que tem eleição ano que vem e se vocês estão preocupados com eleição não devem se preocupar desse modo, de maneira errada, fazendo oposição pela oposição”.
O prefeito afastado pediu respeito à sua condição e de sua família. “Peço mais respeito. Não é assim que se faz política, envolvendo família. Entra na internet, se colocando como se nunca fosse atingido. Recomendo a esse pessoal que tenha mais cuidado”, alertou.
Em seguida, o radialista perguntou ao prefeito afastado sobre o momento que está atravessando. “Sou afastado. Não tô cassado, ainda” ponderou. “Isso pode virar uma cassação lá na frente ou não. Se for comprovado alguma coisa o pessoal pode me cassar ou não. Estou afastado para que sejam apuradas as denúncias”.
Por fim, Ivo reiterou sobre o questionamento do Ministério Público, de que a administração municipal não teria disponibilizado documentos. “Acho um equívoco, uma colocação desse tipo, do porte dele”, disse, referindo-se ao Promotor de Justiça.

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