Nota repercute ausência de novas edições da Feira Camaleão; Prefeitura de Adamantina se manifesta
Prefeitura pontua divergência de datas para realização do evento, em setembro e outubro.
A Feira Camaleão, evento que há sete anos integra a cena cultural de Adamantina, realizou tratativas neste ano, com a nova gestão municipal, visando a continuidade do projeto. Criada e organizada de forma independente, a feira já realizou 20 edições, sendo a última no fim de 2024, sempre com a proposta de oferecer arte, música e diversidade ao público. Um dos locais que mais receberam suas edições é o Parque Caldeira.
Sem consolidar novas edições o tema ganhou espaço nas redes sociais nesta semana, em uma postagem realizada pelo perfil @adamantinapoliticamemes na terça-feira (9), onde o perfil @camaleaofeiradeartes está em colaboração. O texto da postagem narra eventual falta de interesse da Prefeitura local para a continuidade do projeto.
Após a publicação deste conteúdo no Portal Siga Mais a redação foi procurada por representante da Feira Camaleão, explicando que o texto que compõe a nota foi uma reposta ao @adamantinapoliticamemes, como desdobramento de discussões ocorridas em seu perfil, e não uma nota pública dos organizadores da Feira. E que, por sua vez, o @adamantinapoliticamemes decidiu postar seu teor sob o formato de nota. O texto publicado traz como assinatura “Feira Camaleão 2025”, onde o perfil do evento é um dos colaboradores na postagem.
O que diz a postagem em colaboração:
Segundo os organizadores - diz a postagem -, em 2025 houve tentativas de diálogo com a Secretaria de Cultura para alinhar datas e estabelecer uma parceria que viabilizasse novas edições. No entanto, afirmam que não houve interesse efetivo do poder público, o que resultou na interrupção das atividades. Procurada pelo Siga Mais, a administração municipal se manifestou (leia abaixo).
Até o ano passado, conforme seus organizadores e segundo o texto da postagem, a Camaleão contou com apoio institucional da Prefeitura, que colaborava com custos essenciais, como cachês de bandas, som, estrutura da praça, eletricistas e serviços de limpeza. Os organizadores destacam que cada edição custava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. “Valor modesto se comparado, por exemplo, aos mais de R$ 70 mil pagos apenas em ECAD para a ExpoVerde”, pontuam na nota.
Postagem em colaboração (Reproduão).
Com esse cenário, segundo seus realizadores - prossegue a postagem -, a Feira Camaleão encontra-se temporariamente suspensa. Na nota, seus idealizadores afirmam que a paralisação reflete um “processo maior de apagamento cultural” na cidade, mas reforçam a importância do projeto, que deu visibilidade a artistas, movimentou a economia criativa e fortaleceu a cena cultural independente em Adamantina.
Problema está no alinhamento de datas, diz Prefeitura
Após a manifestação publicada nas redes sociais nesta semana o Siga Mais procurou a administração municipal e solicitou uma posição sobre o tema. Conforme a resposta recebida nesta quinta-feira (11), o problema central nas tratativas sobre a atividade seria o alinhamento de datas. Duas propostas do evento, para setembro e outubro, conforme o poder público, foram inviabilizadas. Veja a íntegra do comunicado da administração municipal:
“A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, informa que deu início às tratativas com os organizadores para a realização da feira Camaleão no mês de junho.
Posteriormente a isso, um novo contato foi realizado no mês de julho e a equipe responsável sugeriu o dia 13 de setembro. Contudo, tendo em vista a data proposta, a realização foi impossibilitada em virtude dos diversos eventos que são recorrentes no mês e que contam com a participação ativa da Secretaria de Cultura e Turismo.
Novamente, a equipe organizadora propôs a realização do evento no dia 18 de outubro, porém no mesmo dia já consta no calendário de eventos da cidade a realização do Haru Matsuri que conta com a Secretaria de Cultura e Turismo como parceira. Sendo assim, a pasta informa que até o momento não foi possível a realização da programação em virtude da dificuldade para que as datas fossem alinhadas e que está aberta para avaliar os dias a serem propostos pelos organizadores para a realização da feira Camaleão”.