Motos e trânsito em Adamantina: colisões em cruzamentos e poucas vagas em bolsões
Na Semana do Trânsito (18 a 25 de setembro), o SIGA MAIS publica várias reportagens sobre o tema.
Conforme divulgado à imprensa, a Prefeitura de Adamantina abriu na última sexta-feira sua “Semana do Trânsito”, dentro da programação da semana nacional dedicada ao assunto. Foi realizada panfletagem no centro da cidade, no último sábado (19) e de hoje (21) até quinta-feira (24) serão realizadas palestras sobre Educação do Trânsito nas escolas municipais e no dia 25 haverá o encerramento com a palestra “Seja você a mudança no trânsito”, na Etec Eudécio Luiz Vicente, às 19h30 (leia mais aqui).
Dentro dessa temática, o SIGA MAIS traz nesta Semana Nacional do Trânsito várias reportagens dedicadas ao assunto. O tema de hoje envolve “transito e motocicletas” em Adamantina.
Riscos de acidentes em cruzamentos
Danilo Lemos é mototaxista. Diariamente está no trânsito de Adamantina e tem a moto como veículo de trabalho. O veículo é ágil, para transporte pessoal, de passageiros e objetos. Por outro lado, mesmo sendo 27% da frota nacional (2014), as motos já são a principal causa de acidentes no trânsito, em todo o Brasil. Atualmente, mais de metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas, que respondem por três quartos das indenizações do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). (leia mais aqui).
Para Danilo, a relação moto x carro é tranquila em Adamantina, sem grandes duelos e conflitos entre esses dois veículos, como se vê nas grandes cidades. Porém, faz uma consideração importante, referente a cruzamentos de vias. “Alguns motoristas acabam não prestando muita atenção, principalmente em cruzamentos, e em locais de cruzamentos com preferenciais de pouca movimentação, onde o motorista geralmente só desacelera o veículo e cruza a via, causando um grande risco de acidentes”, diz.
Buracos e animais soltos
O mototaxista destaca como dificuldades, para a circulação de motos, na periferia, a presença de buracos no asfalto e animais soltos em via pública. “Há risco iminente de acidentes”, adverte. Assim, a presença de cães soltos nas ruas, por exemplo, pode expor os motociclistas a acidentes, causa ferimentos no condutor, passageiro, outras pessoas e em animais e até mesmo a responsabilização judicial dos proprietários de cães e outros animais que estejam soltos em vias públicas. Sobre a responsabilização judicial, os proprietários identificados ou o poder público podem ser acionados judicialmente (leia mais aqui).
Bolsões de estacionamento no centro
Para Danilo Lemos, na área central da cidade a maior dificuldade vivida pelos motociclistas está em encontrar vagas para estacionamento de motos, sobretudo em horário comercial. “Esse com certeza é item de maior necessidade no centro da cidade, onde nos horários de pico é praticamente impossível o estacionamento, forçando as motos a estacionarem muito próximas umas das outras, que ocasionalmente gera danos, como raladas, retrovisores quebrados ou arrancados”, disse.
Ele aponta também, como outra dificuldade, a existência de ruas com sentido único de direção e os semáforos, o que traz certo prejuízo à agilidade e à rapidez, na execução de serviços e atendimento a clientes, em suas diversas necessidades.