Motoclube Caveiras do Oeste arrecada alimentos “Pró Panorama”
Representante do “Caveiras do Oeste Motoclube” compara destruição em Panorama a cenário de guerra.
O “Caveiras do Oeste Motoclube”, de Adamantina, realiza mais uma ação solidária. Desta vez, a atenção foi direcionada para o atendimento emergencial às famílias atingidas pelo temporal da última quinta-feira (10), em Panorama, que destruiu casas e deixou um rastro de destruição pela cidade.
No último domingo (13), os integrantes do “Caveiras do Oeste” estiveram em Panorama e realizaram a entrega de cestas básicas, arrecadadas em eventos promovidos pelo motoclube.
Segundo o representante do “Caveiras do Oeste”, Márcio Zapparoli, as arrecadações são feitas em eventos do motoclube, uma prática comum de estímulo à solidariedade entre seus integrantes. “Todo evento que participamos e fazemos têm o cunho filantrópico. Nossas doações sempre foram feitas aqui em Adamantina, a famílias carentes e entidades”, revela.
Márcio explica que o motoclube tinha um estoque com cerca de 600 quilos de alimentos. Segundo ele, na semana anterior ao desastre em Panorama já havia uma decisão e um destino para os alimentos, mas diante da gravidade e da dimensão dos estragos, considerando sobretudo os casos de famílias que perderam tudo na tragédia, a decisão unânime foi direcioná-los a Panorama. “Ali estaríamos ajudando não somente pessoas carentes, mas pessoas que haviam perdido tudo”, detalha.
O representante do “Caveiras do Oeste” destaca que o cronograma de atuação social do motoclube está mantido e vivo entre seus integrantes. “Teremos mais um evento, onde iremos nos mobilizar novamente em prol das famílias de Adamantina, que sempre foi nosso foco, e assim trabalhar em prol dos mais necessitados de nossa cidade, afinal somos adamantinenses”, destaca Márcio.
Cenário de guerra
Segundo Márcio Zapparoli, a situação vivenciada no último domingo em Panorama, durante a entrega das cestas básicas pelo motoclube, reproduz um cenário de guerra, em razão de tamanha destruição. “São 33 famílias desabrigadas que não têm um teto pra morar e estão, única e exclusivamente, dependendo de doações”.
Ele faz um apelo, para que a sociedade se mobilize. “Não podemos esperar apenas o governo em situações de extrema urgência”, disse. “Vamos sair de nossa zona de conforto e olhar ao nosso redor, pois o nosso mínimo pode significar o amanha de alguém”, completou. “Juntos, somos mais fortes”, finaliza Márcio.