Cidades

Motociclistas criticam cabines exclusivas inativas em pedágios da região; Eixo SP não explica motivo

Eixo SP não respondeu sobre o motivo das cabines estarem inoperantes.

Por: Da Redação atualizado: 23 de outubro de 2022 | 14h54
Imagem publicada por um dos motociclistas, nas redes sociais, e também enviada ao SIGA MAIS, na faixa reservada para motos, na praça de pedágio da SP-425 em Martinópolis (Reprodução). Imagem publicada por um dos motociclistas, nas redes sociais, e também enviada ao SIGA MAIS, na faixa reservada para motos, na praça de pedágio da SP-425 em Martinópolis (Reprodução).

O SIGA MAIS recebeu nesta semana relatos críticos de motociclistas sobre a existência de cabines exclusivas para motos nas praças de pedágio nas rodovias administradas pela Concessionária Eixo SP na região, porém inativas.

As novas praças de pedágio nas rodovias Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) e Assis Chateaubriand (SP-425) foram dimensionadas com passagem para motos, inclusive com demarcação identificado o atendimento a essa modalidade de veículo. Na prática, conforme questionam os motociclistas, isso não estaria ocorrendo.

As queixas foram relatadas por praticantes habituais de passeios de moto na região, sobretudo aos finais de semana, e entre eles, usuários regulares da rodovia, que se deslocam para afins profissionais no dia a dia pelas estradas da região. Quanto aos praticantes de passeio, há aqueles que se deslocam sozinhos e outros em grupos.

O medo relatado por usuários do dia a dia, quanto por aqueles praticantes de passeios, é sobre o risco de acidentes, por serem os mais expostos, situação que difere de outros veículos, como automóveis e caminhões. Em um cenário de eventual acidente citam, por exemplo, uma possibilidade de um veículo perder o freio, ou ter dificuldade de frear a tempo, na aproximação da cabine de pedágio, o que pode levar a atingir outros veículos, além da estrutura e profissionais que trabalham no lugar. Nesse contexto – ressaltam – as motos e seus ocupantes, sejam em situação individual ou em grupo, são os mais frágeis, portanto mais vulneráveis. 

O que diz a Eixo SP

Sobre os questionamentos dos motociclistas, o SIGA MAIS fez contato com o atendimento à imprensa da Concessionária. A reportagem perguntou por que as áreas de cobrança para motos, nas praças de pedágio da região, não estão ativas, e se há alguma previsão para ativação, além de deixar o espaço para outras considerações da empresa.

Em resposta, a Concessionária se limitou a informar “que mantém a cobrança de motocicletas nas cabines manuais em atendimento à demanda diária, conferindo fluidez, agilidade e segurança na passagem de veículos desta categoria”, informa a nota.

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Tarifa chega a R$ 4,80

A cobrança de pedágio nas praças da SP-294 e SP-425 foram iniciadas em 15 de julho do ano passado. As tarifas par motos variam de R$ 2,50 (praça da SP-425, em Martinópolis) a R$ 4,80 (praça da SP-294, em Parapuã).

Ainda na SP-294, na Nova Alta Paulista, os valores da tarifa para moto em outras três praças de pedágio são R$ 2,80 (Santa Mercedes), R$ 3,70 (Pacaembu) e R$ 3,30 (Inúbia Paulista). Na SP-425, em Indiana, a outra praça de pedágio tem o valor da tarifa para motos fixado em R$ 3,00.

Há projeto de lei para tornar obrigatória a instalação de cabines para motos

Desde fevereiro de 2010 tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6838/10, do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que torna obrigatória a instalação de cabines próprias para a cobrança de pedágio de motocicletas. O objetivo, segundo o parlamentar, é evitar acidentes.

O autor destaca, entre as situações que agravam ainda mais os riscos já enfrentados pelos motociclistas, a concorrência com os carros para ocupar os boxes de pedágio. "É sintomático o aumento do perigo, pois a passagem pelas praças de pedágio obriga motoristas e motociclistas a dividirem o mesmo espaço e a trafegarem mais próximos um dos outros", observa.

Conforme o site da Câmara dos Deputados, a mais recente movimentação do PL foi em 29 de novembro de 2019, quando houve apresentação do parecer da Constituição e Justiça e Cidadania ( CCJC ). O parecer do relator é favorável à proposta.

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