Homem que estuprou e matou mulher usando bastão de madeira é denunciado pelo MPSP
Willy Gorayeb Liger levou vÃtima a bar do qual era gerente.
Por meio da Promotoria de Justiça do I Tribunal do Júri da capital, o MPSP denunciou Willy Gorayeb Liger pelos crimes de estupro e homicídio quadruplamente qualificado. Em 14 de dezembro de 2016, Liger estuprou e, usando um bastão de madeira, matou Debora Soriano de Melo em um bar no bairro da Mooca. A denúncia foi apresentada à Justiça nesta quarta-feira (1º/3) pelo promotor de Justiça Felipe Eduardo Levit Zilberman.
De acordo com as investigações que serviram de base para a manifestação do Ministério Público, Liger estava numa casa noturna na região central de São Paulo na companhia de dois homens. Em frente ao local, eles conheceram Debora e outra mulher. A convite do denunciado, os cinco se dirigiram até o bar de propriedade de um primo de Liger. À época, o indiciado trabalhava como gerente do estabelecimento.
Por volta das 10 horas de manhã, a mulher e os outros dois homens deixaram o local, permanecendo no bar apenas Liger e Debora. “A porta foi trancada. Como a vítima se recusou a manter voluntariamente relações sexuais com ele, Willy passou a estuprá-la violentamente. O acusado, valendo-se de brutal violência física inclusive com utilização de instrumento contundente, praticou atos libidinosos que provocaram lesões internas graves na vítima e que lhe causaram severa hemorragia e atroz sofrimento”, diz a denúncia.
Com o intuito de garantir a impunidade do crime de estupro, Liger decidiu matar Debora. Utilizando um bastão maciço de madeira, o denunciado golpeou repentinamente a cabeça da vítima, que não teve chance de esboçar qualquer reação. “O crime de homicídio foi cometido para assegurar a impunidade do crime de estupro anteriormente praticado contra a mesma vítima. O crime foi cometido, ainda, contra mulher em menosprezo e discriminação à condição feminina da vítima”, destacou a Promotoria.
Liger foi denunciado pela prática de estupro e de homicídio com as seguintes qualificadoras: emprego de meio cruel, de recurso que tornou impossível a defesa da vítima, por ter agido na tentativa de assegurar a impunidade da violência sexual e por se tratar de crime contra a mulher em razão da condição de sexo feminino.
O MPSP pediu ainda que a Justiça determine a manutenção da prisão preventiva do denunciado. Como argumento, o promotor ressaltou que Liger é acusado reincidente, tendo sido condenado anteriormente por estupro e roubo. Além disso, o denunciado já agrediu e ameaçou uma mulher a quem foram concedidas medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.