Em Adamantina, Casa Afro realiza Semana da Mulher Negra
Programação tem exposição de fotos, rodas de conversa, palestra, show e oficina de tranças.
A Casa Afro de Adamantina realiza a partir desta segunda-feira (22) a Semana da Mulher Negra. A programação, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, segue até quinta-feira (25) e todas as atividades são gratuitas. A iniciativa celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (leia mais, abaixo), comemorado em 25 de julho
Abrindo a programação acontece às 20h desta segunda-feira a vernissage da Exposição “Zil do Brasil”. Atleta e mentora, Zil venceu a obesidade e se tornou fisiculturista, conquistando prêmios e reconhecimento na modalidade esportiva. A noite vai ter ainda apresentação musical com Los Kandangos, de Adamantina
Zil Silva é tema de exposição e vai conduzir roda de conversa (Flávia Tebaldi Fotografia).
Na terça-feira (23), às 20h, a programação tem roda de conversa e palestra “Paz na Alma, de Bem Estar com o Espelho”, com a psicóloga Jeni Fernandes. Na quarta-feira (24), também às 20h, roda de conversa e homenagem à atleta Zil Silva com a temática “Da Obesidade aos Palcos da Vida”.
Já na quinta-feira (25), encerrando a programação, acontece a Oficina de Tranças “Cabelo Afro e Consciência” com Mabi Fernandes. Essa atividade exige inscrição prévia que pode ser feita neste link.
A Casa Afro fica na Avenida Rio Branco, Jardim Primavera, espaço que abrigou o Centro Comunitário do bairro.
Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, é uma data de reflexão sobre a luta, resistência e conquistas das mulheres negras na América Latina e no Caribe. Instituída em 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas em Santo Domingo, na República Dominicana, esta data simboliza a força e a determinação dessas mulheres na busca por igualdade, justiça e reconhecimento.
O reconhecimento do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha surgiu como uma resposta à necessidade de dar visibilidade às questões específicas enfrentadas por essas mulheres, que sofrem uma dupla discriminação: a de gênero e a de raça. A data foi estabelecida para promover a discussão sobre os desafios que as mulheres negras enfrentam, como a violência, a discriminação racial, a desigualdade socioeconômica e a falta de representatividade em diversas esferas da sociedade.
Conquistas e desafios
Nos últimos anos, as mulheres negras latino-americanas e caribenhas têm conquistado avanços significativos. Aumento na representatividade política, maior reconhecimento cultural e avanços em direitos sociais são algumas das vitórias que merecem destaque. Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. A desigualdade salarial, a violência doméstica e a sub-representação em cargos de liderança são questões que continuam a exigir atenção e ação. Celebrar este dia é reconhecer e honrar essas contribuições, além de fortalecer a luta contra o racismo e o sexismo.