Após sete anos, zona azul é reajustada em R$ 0,50 e vai a R$ 2; recursos ajudam no custeio do IAMA
Valor para duas horas de zona azul sobre de R$ 1,50 para R$ 2, a partir de 1º de março.
Atendendo a uma solicitação dos representantes do Instituto de Assistência ao Menor de Adamantina (IAMA), a Prefeitura de Adamantina editou o Decreto Municipal Nº 6485, de 21 de fevereiro de 2022, que fixa o novo valor da zona azul em Adamantina.
A decisão foi divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pela Prefeitura. A tarifa para estacionamento rotativo por duas horas, na área demarcada no centro da cidade, passa então de R$ 1,50 para R$ 2. O novo valor começa a vigorar em 1º de março.
Reunião entre representantes da Prefeitura e Iama, sobre novo valor (Divulgação/PMA).
O IAMA opera o serviço de zona azul na cidade. Conforme justificou a Instituição ao município, o pedido decorre da defasagem do referido valor que não sofreu nenhum reajuste desde novembro de 2014. Além disso, o novo valor se justifica em virtude dos aumentos consideráveis de salários e encargos sociais e trabalhistas, bem como as contas de água, luz, entre outras, enquanto a tarifa permaneceu inalterada.
Zona azul emprega 21 trabalhadores e receitas ajudam no atendimento a 130 crianças
Ouvido pelo SIGA MAIS nesta segunda-feira, o presidente do IAMA, Dorival Manfrinato explicou que a Zona Azul emprega 21 funcionários, que atuam na área demarcada de estacionamento rotativo no centro da cidade. Ele explicou que os valores atualmente cobrados, desde 2014, estão desatualizados em razão dos custos atuais com remuneração e encargos dos trabalhadores, além de outras despesas operacionais.
Ele também pondera que além do impacto direto na geração de 21 empregos, as receitas da zona azul também ajudam no custeio da Instituição, que tem atualmente cerca de 130 crianças matriculadas, sobretudo moradoras do Jardim Brasil. Elas são atendidas com atividades de recreação, convivência, apoio pedagógico e reforço escolar, além de receberem refeições no local.
Iama tem 130 crianças matriculadas (Siga Mais).
Tarifa é para estacionamento por duas horas (Siga Mais).
Outro fator apontado por Manfrinato, como justificativa para a correção do valor da zona azul, está em torno dos reflexos decorrentes da pandemia da Covid-19, que ao longo dos dois últimos anos impediu a realização de atividades e eventos que permitiam angariam fundos, como bingos e a barraca na ExpoVerde. Sem esses recursos complementares, as finanças ficaram comprometidas.
O que tem auxiliado na complementação das receitas, mensalmente, são os valores oriundos da zona azul, que deveriam ser alocados como reserva de contingência, para pagamentos de indenizações como férias, décimo terceiro, outras indenizações trabalhistas e despesas extraordinárias. Porém, os recursos estão sendo integralmente esgotados com o custeio mensal da Instituição, em suas atividades e atendimentos com as crianças.
Mais 16 trabalhadores atuam diretamente no atendimento às crianças
Além dos 21 funcionários que atuam na zona azul, outros 16 trabalham diretamente na sede do IAMA, no Jardim Brasil.
Manfrinato destacou que a Instituição recebe recursos oficiais para seu funcionamento, como subvenções da área social repassadas pelo poder público – sendo a maior parte de origem municipal –, além de repasses por meio do Imposto de Renda do Bem. Porém, conforme o presidente, são insuficientes para todo o custeio, o que torna as receitas da zona azul imprescindíveis ao seu funcionamento.
Sede do Iama, no Jardim Brasil (Siga Mais).
O presidente do IAMA aposta agora em duas emendas parlamentares, para ajudar com as atividades da instituição. Uma, de R$ 45 mil, para custeio, por meio do deputado federal Ricardo Izar, pela atuação dos vereadores Aguinaldo Galvão e Riquinha, e outra para obras de melhorias no local, pelo deputado estadual André do Prado, via atuação do vereador Hélio José dos Santos.
As duas demandas depende ainda de aprovação e liberação.