Cidades

Após 73 anos, Câmara Municipal de Adamantina terá prédio próprio

Em alusão à data fundação de Adamantina, sede da Câmara será denominada “2 de abril”.

Por: Da Redação | Com informações do Diário do Oeste atualizado: 11 de outubro de 2022 | 16h03
Terreno onde será construída a nova sede da Câmara Municipal de Adamantina (Foto: Siga Mais). Terreno onde será construída a nova sede da Câmara Municipal de Adamantina (Foto: Siga Mais).

Em sessão extraordinária realizada na manhã da última sexta-feira (7) os vereadores da Câmara Municipal de Adamantina votaram e aprovaram por unanimidade o projeto de lei que autoriza abertura de crédito especial no orçamento municipal, no valor de R$ 250 mil, para a etapa inicial das obras de construção do novo prédio do Legislativo Adamantina.

A nova estrutura vai ser construída na Rua Josefina Dall´Antônia Tiveron, em um terreno já reservado para essa finalidade, ao lado da unidade regional do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), em uma região onde já estão órgãos públicos como CIS (Centro Integrado de Saúde), 2ª Cia da Polícia Militar, Delegacia Seccional da Polícia Civil, unidade regional do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e uma creche municipal.

Desde que a Câmara Municipal de Adamantina foi instalada, em abril de 1949, nunca teve prédio próprio. Conforme descreve o livro “Jubileu de Ouro de Adamantina”, do pioneiro Cândido Jorge de Lima, a Câmara Municipal foi instalada nessa data pelo juiz de direito de Lucélia, Nelson Pinheiro Franco e funcionava em prédio alugado na Rua Deputado Salles filho, 269, onde hoje funciona a Relojoaria Adamantina. Já na década de 70 passou a ocupar o espaço onde está hoje. Atualmente, a Câmara Municipal ocupa o 1º andar do paço municipal, estrutura que é sede do poder executivo. 

Veja como foi a sessão extraordinária:

Conforme publicou o jornal Diário do Oeste no último sábado (8), o novo espaço do poder legislativo adamantinense terá 720 m², em terreno com 1.271,34 m². O valor total da obra é estimado em cerca de R$ 2,1 milhões e a dotação aprovada na sessão extraordinária  corresponde a fundação das obras.

Vereadores destacam avanço

Na sessão extraordinária onde o projeto foi votado e aprovado, todos os vereadores defenderam a proposta e destacaram o investimento público no novo espaço legislativo, ressaltando que a nova estrutura vai possibilitar mais qualidade ao atendimento público, como também atender integralmente as normas de acessibilidade. De forma unânime, os vereadores destacaram também o empenho e liderança do presidente da Câmara, Paulo Cervelheira, no projeto, como também a atuação conjunta do prefeito Márcio Cardim.

Também foram lembradas iniciativas semelhantes propostas por ex-presidentes da Câmara, como João Carlos Contiero e Dinha Santos Gil, que atuaram em momentos diferentes para que o poder legislativo local tivesse sua sede própria.

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O primeiro a usar a palavra foi o vereador Hélio Santos. “É o início da construção do tão sonhado e esperado prédio próprio da Câmara Municipal de Adamantina, para suas demandas e necessidades. Todos sabemos que não temos aqui uma infraestrutura que permita uma acessibilidade com segurança, além do espaço ser limitado, seja para as sessões, reuniões e audiências públicas, como também para o atendimento dos vereadores à população”, disse. Hélio ponderou também que a inciativa poderá eventualmente sofrer críticas, porém destacou que o investimento no novo espaço vai permitir a ocupação de todo o primeiro andar do paço municipal pela Prefeitura, inclusive com a possibilidade de extinguir alugueis que são pagos hoje para abrigar outras secretarias hoje fora do prédio. Com isso, calcula que o investimento, a longo prazo, se pagará. “Vai poder concentrar vários órgãos aqui no paço municipal”, enfatiza. Ele ressaltou que as duas novas realidades – o prédio próprio da Câmara e o uso do 1º andar pela Prefeitura – vão representar ganhos para toda a população. 

Na mesma linha seguiu o vereador Aguinaldo Galvão. “Demorou, mas agora teremos nosso prédio para atender as pessoas que nos procuram, com o conforto que a população de Adamantina merece”.

Prédio da Câmara Municipal em 1949, na Rua Deputado Salles Filho, 269 (Reprodução/Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodrigues).

O terceiro a falar sobre o tema foi o vereador Cid Santos. Ele frisou que Adamantina é o único município da região em que o legislativo não tem sede própria e que a separação física dos dois poderes, hoje instalados no paço municipal, será positiva. “Os poderes são harmônicos, porém independentes. Precisamos cortar esse cordão umbilical”, mencionou.

Cid disse ainda que críticas à proposta em andamento irão surgir, mas acredita que a população vai absorver os aspectos positivos da medida. Ele citou a gestão do ex-presidente João Carlos Contiero, quando uma área chegou a ser adquirida para instalação da Câmara, sendo muito criticado. A área, depois, foi vendida em licitação pública. Outro exemplo citado por Cid foi do ex-diretor da Fafia (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Adamantina), Gilson Parisoto (in memoriam), quando adquiriu a área de 13 alqueires onde instalou o campus II da atual UniFAI.

Sessão histórica

O vereador Alcio Ikeda classificou a sessão como histórica. “Muitas vezes nós participamos de sessões com votações históricas e às vezes, pela rotina do trabalho aqui na Câmara, a gente não percebe né quão histórico são algumas votações que a gente participa nessa casa. E hoje eu acredito que é uma votação histórica”, salientou. “Também quero cumprimentar o prefeito, por ter tido a sensibilidade de encaminhar esse projeto de lei e quero lembrar também de uma pessoa que foi simpatizante disso, já pensou lá atrás em dar o primeiro passo e já, inclusive fez projetos, que é a vice-prefeita Dinha. Ela já estudou sobre isso, então a gente tem que ser justo com todas as pessoas que tiveram essa ideia, uma ideia do legislativo que está sendo construída a longo prazo”.

Ele também pontuou sobre eventuais críticas e ressaltou que a decisão pela construção do novo espaço é de todo o legislativo. “Se o presidente da câmara fez esse trabalho é porque teve o respaldo de todos os vereadores. Não é uma ideia pessoal. É uma ideia do legislativo. Aporíamos integralmente e voto com muito orgulho e defendo abertamente a construção”, disse. “Alguma parte vai criticar qualquer projeto que se tenha. Mas isso é parte da democracia, a diversidade de opiniões”, encerrou sua fala.

Câmara Municipal, em espaço cedido pela Prefeitura, onde está desde a década de 70 (Foto: Siga Mais).

A vereadora Noriko Saito fez uma menção especial aos vereadores que antecederam a atual legislatura, em mais de sete décadas. “Após 73 anos, nós do poder legislativo atual estamos tendo esse privilégio. Um prédio próprio, com um plenário que possa acolher melhor nossos moradores”, disse.  “É um avanço muito grande e sinto orgulho em estar nesse momento, em poder ajudar a melhorar o atendimento da Câmara Municipal à população”, completou.

O vereador Rafael Pacheco também ressaltou a importância do novo espaço, sobretudo pelos reflexos positivos que trará ao atendimento à população. “Será um marco em nossa cidade ter esse espaço para atender a população, porque vai possibilitar e incentivar que os moradores estejam mais presentes no cotidiano e nas decisões que vão impactar na vida de todos”, pontuou.

O vereador Riquinha do Bar também validou a importância do novo espaço.  “Vamos ter no futuro um casa para receber nossos votantes, que nos procuram no dia a dia. Atendo pessoa no meu comercio e na minha casa. Temos que valorizar essa nova casa que vai ser construída, e permanecer lá para atender nossa população”, destacou.

Terreno onde será construída a nova sede da Câmara (Foto: Siga Mais).

Na sequência, foi a vez do vereador Bigode da Capoeira. “Me sinto honrado. Temos aqui vereadores veteranos, e estou no primeiro mandato fazendo parte de uma votação muito importante para a cidade”, comemorou o parlamentar.

O último a falar foi o presidente da Câmara, vereador Paulo Cervelheira. Ele agradeceu as colocações dos parlamentares e destacou que o projeto do novo espaço foi elaborado com a participação de todos os servidores da Câmara, junto aos engenheiros da prefeitura. Ele destacou que por sugestão do funcionário do legislativo, Antônio Spanholo, o novo prédio se chamará  “Edifício 2 de Abril”. Nesta data, em 1949, se deu a instalação do município, com a posse do primeiro prefeito e primeira legislatura da Câmara. “Vamos resgatar isso e manter viva essa data, na memória do povo adamantinense”, completou. O nome do plenário da Câmara, “Vereador José Ikeda” será preservado e dará nome ao mesmo ambiente, no novo espaço. “Agradeço também ao prefeito Márcio Cardim, que foi solidário e concordou em ser parceiro dessa empreitada. Vai começar, com a graça de Deus. Hoje, é o primeiro passo”, encerrou.

O endereço que vai receber a nova sede da Câmara Municipal - Rua Josefina Dall´Antônia Tiveron - antes de chamava Rua 2 de Abril, pela mesma homenagem à instalação do município. 

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