Cidades

Adamantina ganha destaque no Guia Rotas do Queijo de São Paulo com duas queijarias artesanais

Duas queijarias de Adamantina integram o Guia “Rotas do Queijo de São Paulo”.

Por: Da Redação | Com informações do Guia Rotas do Queijo de São Paulo atualizado: 30 de outubro de 2025 | 19h07
(Reproducao: Guia Rotas do Queijo de SP ? Outubro/2025). (Reproducao: Guia Rotas do Queijo de SP ? Outubro/2025).

O queijo artesanal da Alta Paulista ganhou destaque no cenário estadual. Duas queijarias de Adamantina integram a nova edição do Guia Rotas do Queijo de São Paulo, publicação do Governo do Estado que reúne os principais destinos do turismo gastronômico e rural ligados à produção queijeira. A Queijos Monte Alegre e a Leite Jóia, da Associação dos Produtores de Leite de Adamantina e Região (Aplemar), representam o município na Rota Alta Paulista, ao lado de outros empreendimentos da região, como os de Marília, Paraguaçu Paulista, Salto Grande e Queiroz.

(Reprodução: Guia Rotas do Queijo de São Paulo • Outubro/2025).

Conforme o Guia, a Queijos Monte Alegre, localizada no Sítio Estrada Quatorze, já integrava a rota turística do queijo artesanal paulista. Há oito anos, a propriedade produz queijos de vaca e cabra e mantém viva a tradição familiar com produtos reconhecidos pela qualidade. Além da produção, oferece experiências de turismo rural, com destaque para o café colonial servido aos domingos, quando visitantes podem degustar queijos frescos, requeijões, mussarelas e outros produtos locais.

Já o Leite Jóia marca a estreia de Adamantina com uma associação de produtores no Guia. A Aplemar reúne famílias dedicadas à produção de leite e derivados artesanais com foco em qualidade e sustentabilidade. A marca produz queijos meia-cura premium, mussarela, nozinho, burrata e parmesão, além de manteiga e requeijão de corte, todos sem aditivos, corantes ou conservantes. O espaço ainda funciona como vitrine da gastronomia regional, oferecendo geleias, mel, vinhos e charcutaria. A loja fica na Rua Quintino Bocaiuva, s/n, na região aos fundos do Recinto Poliesportivo.

(Reprodução: Guia Rotas do Queijo de São Paulo • Outubro/2025).

O Guia Rotas do Queijo de São Paulo, coordenado pelo Governo do Estado e pela InvestSP, é uma iniciativa que une turismo, cultura e desenvolvimento econômico, promovendo o queijo como expressão do território e da identidade paulista. As rotas percorrem todas as regiões do estado e valorizam a diversidade de estilos e técnicas de produção, que vão dos queijos frescos aos maturados de longa guarda. 

Com centenas de produtores formalizados e um crescimento de cerca de 20% ao ano na produção de queijos artesanais, o estado de São Paulo se consolida como um dos polos mais criativos do país no setor. As rotas estimulam o turismo rural e gastronômico, conectando visitantes a experiências que envolvem sabores, histórias e hospitalidade.

A presença da Monte Alegre e do Leite Jóia reforça o papel de Adamantina como referência regional na produção de queijos artesanais e destino turístico que celebra o encontro entre tradição, sabor e desenvolvimento local. Veja detalhes no site oficial.

Publicidade

Parfum Perfumes Importados

Publicidade

Rede Sete Supermercado
Unimed Adamantina
Dr. Paulo Tadeu Drefahl | Cirurgião Plástico

História e tradição láctea no Estado de São Paulo (*)

O queijo paulista, nos últimos anos, ganhou um protagonismo nacional e internacional, por meio de premiações em concursos, variedades de cores, formas e sabores que resultaram em espaço na mídia da gastronomia especializada.

Para alcançar esses resultados, precisamos entender como foi o início da produção de leite, pois é a matéria-prima essencial para a produção de queijo. O estado de SP foi pioneiro na pecuária brasileira, em 1532, quando Martim Afonso de Souza ancorou em São Vicente (SP), com raças Caracu e Holandesa, que depois viram a introdução das raças Gir e Simental (dupla aptidão de carne e leite), resultando em cruzamentos de raças para obter o plantel atual dos produtores rurais.

Além dos bovinos de leite, temos os bubalinos (búfalos) e os pequenos ruminantes (ovinos e caprinos). A atividade leiteira historicamente foi delegada como atividade secundária de uma propriedade rural, com a finalidade de alimentar as pessoas que viviam no campo. Com o intenso processo de êxodo rural no Brasil, dos anos 1960 aos 1980, houve a necessidade de fornecimento de leite para a população urbana, que consumia leites crus.

Com o aumento do consumo, passou-se a intensificar a produção de leite pasteurizado e o processamento, como o leite em pó. Os produtores rurais passaram a adotar a atividade leiteira como principal atividade em suas propriedades, retomando o movimento de melhoramento genético do rebanho.

(Reprodução: Guia Rotas do Queijo de São Paulo • Outubro/2025).

De forma concomitante, ocorreu a concentração industrial dos laticínios, devido ao aumento da produção, nos anos 80, resultando no menor poder de barganha dos produtores rurais, que tiveram suas margens de lucro diminuídas. Assim, muitos deixaram a atividade ou passaram a investir na agregação de valor à matéria-prima, com a produção de queijo.

Aliado a esse contexto, a cultura do café passou por uma crise nos anos 90, consequência da abertura comercial do Brasil e do fim da regulação de estoques pelo Governo Federal. Assim, muitas propriedades no estado de SP buscaram outras alternativas de atividade rural e, como grande parte delas já tinha o leite na propriedade, passaram a investir e ampliar sua produção. 

Publicidade

Supermercado Godoy
JVR Segurança

Nesse período, grande parte dos produtores de queijo iniciou a produção de forma caseira, realizada na cozinha das casas, com equipamentos “caseiros”.  Com a boa comercialização da produção, passaram a investir em cursos, rebanho e equipamentos para obter um maior retorno dessa atividade. Até os anos 2000, não existia legislação para a produção de queijo artesanal, apenas em escala industrial.

A Resolução e Instrução Normativa da SAA 30/2001 estabeleceu normas técnicas sobre as condições higiênico-sanitárias mínimas para estabelecimentos de produtos de origem animal sob a forma artesanal, posteriormente alterada pelo Decreto de 2022 (SISP Artesanal).

Ainda existem centenas de pequenos produtores que estão buscando o processo de certificação sanitária e qualificação para chegar a um modelo de negócio que sustente sua pequena propriedade rural. Isso é muito importante, pois essas atividades demandam elevada utilização de mão-de-obra no seu processo produtivo, como forma de fixação do homem no campo. Outro movimento ocorreu com produtores que fizeram elevados investimentos com foco em produtos de nicho de mercado, com identidade, marketing, alto valor agregado e premiações nacionais e internacionais, atendendo à demanda de grandes centros urbanos.

(Fonte: Guia Rotas do Queijo de São Paulo/Outubro 2025).

Publicidade

Prefeitura de Adamantina
FS Telecomunicações
Cóz Jeans

Publicidade

ADT Drone