Cidades

A bordo de um Fusca 1983, casal vai de Lucélia até o Piauí

Manoel Marques Caldeira e sua mulher viajam 2 mil quilômetros para entregar carro.

Por: Priscila Caldeira atualizado: 16 de agosto de 2016 | 18h17
Manoel Marques Caldeira e Iraci Oliveira de Santana Caldeira viajam 2 mil quilômetros para entregar carro (Foto: Arquivo Pessoal). Manoel Marques Caldeira e Iraci Oliveira de Santana Caldeira viajam 2 mil quilômetros para entregar carro (Foto: Arquivo Pessoal).

O casal Manoel Marques Caldeira e Iraci Oliveira de Santana Caldeira, moradores de Lucélia, decidiu encarar um desafio: viajar de Fusca por mais de dois mil quilômetros. O objetivo foi levar o automóvel recém-adquirido ao novo proprietário, o sobrinho do casal, que reside em Bom Jesus, localizada no sul do estado do Piauí.
A aventura com o Fusca ano 1983 teve início no dia 9 de julho e durou menos de quatro dias. O casal percorria em média 600 km por dia. Ao anoitecer, a parada era obrigatória para o descanso e alimentação, a fim de continuar a empreitada no dia seguinte.
Por onde passavam, recebiam elogios pelo carro “impecável”, que foi cuidadosamente preparado para viagem.

Roteiro da viagem

Observar as diversas paisagens, vegetações e sotaques do Brasil foram grandes triunfos da experiência, segundo o casal. “Tivemos uma viagem tranquila, apreciando as belezas da natureza e em contato com uma variedade de culturas e climas à medida que íamos subindo no mapa”, afirma a professora Iraci.
O bom estado do carro gerou admiração nas pessoas pelas rodovias, postos de combustível e hotéis por onde os aventureiros passavam. No trajeto, as paradas para o descanso ocorreram em Catalão (GO), Vila Rosário, distrito de Correntina (BA) e Formosa do Rio Preto (BA).

Detalhes

Amante de Fuscas e entendedor da mecânica de automóveis, embora nunca tenha sido mecânico, faz a manutenção de Fuscas há mais de 30 anos. Com a especialidade de deixar o carro mais econômico e com melhor desempenho, Manoel cuidou de cada detalhe no veículo: troca de óleo de motor, limpeza e recalibragem do carburador, substituição de velas de ignição, regulagem de válvulas, polimento da pintura, bem como outras verificações.
Já a revisão da parte elétrica, foi efetuada em oficinas especializadas. Durante a viagem, o Fusca não apresentou qualquer problema mecânico.
“Foi uma excelente oportunidade de viajarmos com um Fusca. A velocidade era de no máximo 90 km/h, já que o veículo não era utilizado para viagens longas. Parávamos para abastecer a cada 300 Km. Eu conferia as regulagens, fazendo com que o carro rodasse melhor e com mais economia. Fiz uma média geral de pouco mais de 16 Km com um litro de gasolina”, explica entusiasmado o bancário aposentado.
Admirador de Fuscas de longa data, Manoel integra o Clube do Carro Antigo da Nova Alta Paulista (CCANAP), por meio do qual participa de exposições com seus Fuscas 1963 e 1966.

Última parada

“Fiquei muito alegre, principalmente pela chegada deles, já que nunca haviam nos visitado. Achava que seria difícil enfrentarem essa viagem, porque tinham outros compromissos, mas quando saíram de Lucélia ficou a expectativa da vinda, tanto deles quanto do Fusca. Desde o começo sabia que o Fusca suportaria a distância, pois o tio Manoel é muito cuidadoso. Vieram passeando de forma tranquila, sem pressa”, ressalta o sobrinho do casal, o estudante de Agronomia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), João Henrique.
Ansioso em receber o presente ao vivo e em cores, João Henrique foi ao encontro do Fusca num posto de gasolina de Bom Jesus, a última parada de Manoel e Iraci.
A aventura foi finalizada dia 12 com um almoço na casa da irmã e cunhado de Iraci, respectivamente, Maria Ivanir Santana Oliveira e Manoel João de Oliveira, pais de João Henrique, onde permaneceram por uma semana.

 

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