Saúde

Prefeitura confirma notificações para chikungunya com um caso positivo; dois foram descartados

Caso positivo de chikungunya em Adamantina foi classificado como importado.

Por: Da Redação atualizado: 26 de janeiro de 2023 | 18h03
(Ilustração). (Ilustração).

Em nota no início da tarde desta quarta-feira (25), a Prefeitura de Adamantina, por meio da Vigilância Epidemiológica, confirma que o município notificou 13 casos suspeitos de  chikungunya no ano passado, como informou o SIGA MAIS nesta quarta-feira (24), a partir dos dados públicos disponibilizados no site o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual de Saúde (veja aqui os dados do CVE)

Porém, a Prefeitura de Adamantina revelou que dos três casos positivos, informados pelo site do CVE Estadual, dois deles foram descartados após exames complementares. Assim, apenas um caso foi confirmado na cidade, importado, contraído por morador local em viagem.

Desta forma, do total de três casos que seriam positivos, listados no site do CVE, um deles, importado, relacionado a morador local, foi confirmado por exames laboratoriais. Já os dois outros casos informados pelo CVE, que seriam autóctones (a partir de transmissão local), foram descartados após os exames laboratoriais junto Instituto Adolfo Lutz Central, em São Paulo. “Sendo assim, Adamantina não teve nenhum caso confirmado da doença contraída no município”, esclarece o comunicado, sendo validado, porém, o caso importado.

Ao consultar o site do CVE após o comunicado da Prefeitura de Adamantina, às 14h20 de hoje, os dados relacionados à cidade permanecem até então inalterados. O poder público local deve pedir a revisão. As notificações dos 13 casos sob investigação, e do caso positivo, à época em que ocorreram, não foram divulgados pela administração municipal.

As 13 notificações de chikungunya em Adamantina – 12 delas negativadas após exames - ocorreram em março (duas), julho (três), agosto (quatro), setembro (duas), outubro (uma) e novembro (uma). O caso positivo, importado, confirmado pela Prefeitura de Adamantina, é decorrente de uma notificação realizada no mês de julho. 

A chikungunya  é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que no ano passado foi responsável por 1.305 casos de dengue em Adamantina, como revelou o SIGA MAIS na última sexta-feira (20), também com dados do CVE. Já neste ano, conforme informou nesta segunda-feira (23) a Prefeitura de Adamantina, são 52 casos positivos da dengue na cidade, uma média 2,6 casos por dia.

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Chikungunya: sintomas, transmissão e prevenção

Sobre a origem e características, como também seus sintomas, transmissão e prevenção, o SIGA MAIS reproduz as informações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Veja os principais pontos:

Sintomas

A febre chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Transmissão

A transmissão do vírus chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, que em cidades é principalmente pelo Aedes aegypti e em ambientes rurais ou selvagens pode ser por Aedes albopictus. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto. O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.

Prevenção

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra chikungunya. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos). 

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