Saúde

Nunca divulgados pelo poder público municipal, Adamantina teve três casos de chikungunya ano passado

Também transmitida pelo Aedes aegypti, Adamantina teve três casos de chikungunya ano passado.

Por: Da Redação atualizado: 14:44
Mosquito Aedes aegypti procria em locais com água parada (Imagem Ilustrativa/Agência Brasília). Mosquito Aedes aegypti procria em locais com água parada (Imagem Ilustrativa/Agência Brasília).

Dados públicos do CVE - Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", órgão da Secretaria Estadual de Saúde, revelam que Adamantina teve três registros de  chikungunya ano passado (veja aqui). Esses casos nunca foram divulgados pelo poder público municipal da cidade, porém constam do relatório público sobre a doença, disponível no site do órgão estadual.

A chikungunya  também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que no mesmo período foi responsável por 1.305 casos de dengue em Adamantina, como revelou o SIGA MAIS na última sexta-feira (20), também com dados do CVE. Já neste ano, conforme informou nesta segunda-feira (23) a Prefeitura de Adamantina, são 52 casos positivos da dengue na cidade, uma média 2,6 casos por dia.

Sobre os três registros positivos de chikungunya  em Adamantina, dois deles foram classificados como autóctones, ou seja, contraídos na própria cidade, e um deles importado. Os dois primeiros  casos positivos (um importado e um autóctone) foram identificados no mês de julho, quando foram registradas três notificações. Já o terceiro caso positivo ocorreu no mês seguinte, em agosto, período em que foram registradas quatro notificações.

As outras seis notificações ocorreram em março (duas), setembro (duas), outubro (uma) e novembro (uma), todas sem casos positivos confirmados. Ao todo, em 2022, foram 13 notificações com as três confirmações em Adamantina.

Atualização em 25/01/2023, às 14h44 | Prefeitura confirma notificações para chikungunya com um caso positivo; dois foram descartados 

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Chikungunya: sintomas, transmissão e prevenção

Sobre a origem e características, como também seus sintomas, transmissão e prevenção, o SIGA MAIS reproduz as informações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Veja os principais pontos:

Sintomas

A febre chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Transmissão

A transmissão do vírus chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, que em cidades é principalmente pelo Aedes aegypti e em ambientes rurais ou selvagens pode ser por Aedes albopictus. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto. O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.

Prevenção

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra chikungunya. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos). 

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