Saúde

Hospital Regional de Prudente faz a 4ª captação de pulmões de sua história

Órgãos poderão salvar vidas de até sete pessoas.

Por: Assessoria de Imprensa atualizado: 2 de julho de 2019 | 22h30
Doadora de 20 anos era residente em Álvares Machado, vítima de morte encefálica devido a uma má formação artereovenosa dos vasos cerebrais (Fotos: Bianca Santos). Doadora de 20 anos era residente em Álvares Machado, vítima de morte encefálica devido a uma má formação artereovenosa dos vasos cerebrais (Fotos: Bianca Santos).

O Hospital Regional de Presidente Prudente ‘Dr. Domingos Leonardo Cerávolo’ realizou no último domingo (30) a captação de múltiplos órgãos de uma doadora de 20 anos, residente em Álvares Machado, vítima de morte encefálica devido a uma má formação artereovenosa dos vasos cerebrais. Entre os órgãos captados da mulher estão os pulmões que foram encaminhados para o Hospital Albert Einstein em São Paulo e para o Hospital de Base de São José do Rio Preto. Além disso, o fígado, córneas e rins também foram extraídos e poderão salvar as vidas de até sete pessoas.

De acordo com Janaine Fernanda dos Santos, enfermeira responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos e Transplantes (CIHDOTT) o trabalho do Hospital Regional foi integrado ao das Centrais Estaduais de Transplantes (CET’s) de São Paulo e Minas Gerais, por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Montes Claros. Isso porque, a paciente apesar de ser moradora de Álvares Machado, não tinha familiares no Estado de São Paulo.

“Encontramos na naturalidade da documentação da mulher o município de Manga, Minas Gerais, a partir deste momento entramos em contato com a delegacia da cidade para confirmar o endereço dos familiares biológicos da paciente e ligamos para a Assistência Social de Manga. Foi um trabalho em equipe, pois tivemos o apoio das CET’s de São Paulo e Minas Gerais, que nos indicaram para a OPO de Montes Claros que prontamente enviou uma enfermeira para a entrevista com a família que aceitou a doação dos órgãos da paciente. Foi um processo a distância, mas que deu certo”, explicou a enfermeira da (CIHDOTT).

Para o médico coordenador da (CIHDOTT), Renato Ferrari, o caso já havia sido dado como “perdido”, pois a equipe estava com dificuldades na localização dos familiares da jovem que estão a mais de 1.500 km de distância do Oeste Paulista. “A sensação depois de todo o processo integrando a Polícia Civil do município de origem, das Centrais Estaduais de Transplantes e da Organização de Procura de Órgão é de dever cumprido! Conseguimos a autorização e percebemos que não há obstáculos quando uma família quer ajudar outras pessoas”, afirmou o médico.

Segundo o coordenador da Central Estadual de Transplantes – SP, Francisco de Assis Salomão Monteiro, casos como estes são raros. “Se não fosse o empenho da equipe do HR juntamente com a OPO, hoje não teríamos pacientes sendo transplantados. O processo de doação é longo e complexo, além de requerer a autorização familiar que é a chave principal, sendo assim eu gostaria de enaltecer o trabalho que vocês do Hospital Regional realizam na região, pois já é difícil realizar esse procedimento pessoalmente, agora imagina a distância, é mais difícil ainda”, destacou Francisco de Assis. (Continua após a publicidade...)

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Capacitação contínua

Para enfrentar procedimentos como este, a equipe do HR de Presidente Prudente mantém capacitações e campanhas permanentes com as equipes assistenciais e familiares para que a abordagem na captação seja eficiente. "A equipe de enfermagem, por exemplo, possui um papel primordial no acolhimento e comunicação com as famílias, o que é fundamental para que a doação seja realizada", disse Janaine.

O CIHDOTT é responsável por todos os protocolos de morte encefálica abertos na instituição e envolve profissionais de diversos setores específicos do hospital, incluindo médicos, enfermeiros e psicóloga hospitalar.

Faça parte dessa rede do bem

Os quilômetros de distância que separam o doador e o receptor estão conectados por uma corrente do bem, que vem tentando cada vez mais ganhar adeptos, através da conscientização e orientação à população. Para ser um doador, é preciso manifestar esse desejo à sua família, uma vez que somente ela pode autorizar a doação. 

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