Saúde

Com risco de epidemia, Adamantina tem 275 notificações e 126 casos positivos de dengue neste ano

Jardim Adamantina tem seis casos de dengue e terrenos recebem lixo e entulhos.

Por: Da Redação atualizado: 11 de fevereiro de 2020 | 09h59
Área de via pública, atrás da horta comunitária do Jardim Adamantina: objetos jogados no local podem acumular água, mesmo em pequena quantidade, e se tornarem criadouros do mosquito Aedes aegypti (Foto: Cedida). Área de via pública, atrás da horta comunitária do Jardim Adamantina: objetos jogados no local podem acumular água, mesmo em pequena quantidade, e se tornarem criadouros do mosquito Aedes aegypti (Foto: Cedida).

Adamantina convide desde o início do ano com um crescente número de casos de dengue. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, são 275 notificações já registradas desde 1º de janeiro, das quais 126 se tornaram casos positivos da doença neste ano.

A situação põe a cidade em risco de epidemia. Durante todo o ano passado foram 2.731 casos de dengue no município (reveja).

Jardim Adamantina tem seis casos de dengue e terrenos recebem lixo e entulhos

Um dos cenários de grande preocupação envolve a prática de descarte de lixo, entulhos e materiais orgânicos como galhos e folhas, em terrenos públicos e particulares no Jardim Adamantina.

Os materiais estão dispostos, em sua grande maioria, aos fundos da horta comunitária do bairro, em uma rua sem infraestrutura. A população se aproveita da precariedade dessa via e usa o local para descarte de materiais diversos, muitos dos quais acumulam água e se tornam facilmente criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Jardim Adamantina (Cedida).

Jardim Adamantina (Cedida).

Jardim Adamantina (Cedida).

O poder público tem realizado a limpeza do local, de tempos em tempos, mas logo em seguida a área limpa volta a receber lixo e detritos.

Esse cenário traz uma preocupação ainda maior, se tratando do Jardim Adamantina. O bairro tem 13 notificações para dengue. Dessas, são seis casos confirmados e outros sete aguardam resultados.

É possível fechar o cerco à doença?

Nas ações de controle e eliminação de criadouros, a população tem grande responsabilidade ao permitir objetos que acumulem água parada (latas, plásticos, embalagens, móveis, eletrodomésticos, brinquedos, garrafas e outros materiais), desprotegidos. Com a alta incidência de chuva e sol, têm-se um ambiente propício à proliferação de larvas do mosquito Aedes aegypti que, adulto, faz a transmissão da dengue ao picar humanos.

Outro perigo são as calhas e lajes nos imóveis, que também podem acumular água, além de vasos de plantas ou pratos de planta com água. A ação, para eliminar esses cenários propícios à criação do mosquito, depende sobretudo do morador.

Jardim Adamantina (Cedida).

Jardim Adamantina (Cedida).

Jardim Adamantina (Cedida).

Já o poder público, por meio dos agentes comunitários de saúde e agentes de controle de vetores realizam a orientação, esclarecimentos e até atuam nos imóveis para eliminar esses criadouros, seja com aplicação de larvicida ou remoção manual desses recipientes. Porém, em Adamantina, há ausência de um calendário de recolhimento desses materiais inservíveis, o que ocorria há anos atrás em todos os bairros. Os mutirões de limpeza, de reconhecido alcance e resultados, estão presentes em cidades da região. (Continua após a publicidade...)

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A esperada ação com inseticida, retomada nesta semana com o envio de 20 litros do produto pelo Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde (reveja), tem sua ação no mosquito já na fase adulta, cujo cenário se dá pela falha nas ações anteriores, voltadas sobretudo à eliminação dos criadouros, seja pela ausência de uma mobilização efetiva do poder público, ou pela ausência da própria população. Sem o recebimento de novos lotes do inseticida, pelos órgãos superiores, esse recurso fica ainda mais limitado.

 (Ilustração)

Um outro esforço local foi a recente foi a legislação municipal aprovada em fevereiro do ano passado, que completa um ano tendo realizado 11 autuações em proprietários de imóveis com criadouros de dengue ou com cenários propícios à sua proliferação. A legislação também se aplica a imóveis públicos, porém não são conhecidos os efeitos da lei nesses imóveis.

Enquete revela: 83% dizem que população é responsável pelo aumento da dengue na região

Uma enquete realizada pelo G1 de Presidente Prudente, mostra que 83,79% dos votantes atribuem à própria população a responsabilidade pelo aumento dos casos de dengue na região, neste primeiro mês de 2020. Outros 16,21% opinaram que a responsabilidade é das prefeituras.

A enquete do G1 ficou disponível para votação no período de 22 a 28 de janeiro deste ano, com a pergunta “de quem é a responsabilidade pelo aumento da dengue na região de Presidente Prudente?”. A ferramenta, que não possui caráter científico, recebeu 5.089 votos.

Desse universo, 4.264 votantes responderam “da própria população” e 825 “das prefeituras”.

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