Saúde

Com escassez dos kits de intubação, UTI Covid-19 corre risco de suspender atendimento em Adamantina

Falta de medicamentos do kit intubação ocorre em todo o país e põe hospitais em alerta.

Por: Da Redação atualizado: 16 de abril de 2021 | 17h19
Santa Casa de Adamantina vive drama da escassez de kits de intubação no mercado de insumos hospitalares (Foto: Siga Mais). Santa Casa de Adamantina vive drama da escassez de kits de intubação no mercado de insumos hospitalares (Foto: Siga Mais).

Os atendimentos a pacientes da UTI Covid-19 da Santa Casa de Adamantina correm o risco de serem interrompidos, diante da escassez dos medicamentos sedativos e outros do chamado “kit intubação”. A situação ocorre em todo o país e tem deixado as unidades hospitalares e autoridades em alerta.

Ao Siga Mais, o gerente administrativo Santa Casa de Adamantina, Renato Sobral, ressaltou que a falta desses medicamentos é uma realidade vivenciada pelos hospitais de todo o Brasil. Diante da segunda onda de casos da Covid-19 com reflexo nas internações hospitalares, tem havido um maior consumo desses insumos, provocando sua falta no mercado.

Assim, diante da grande procura pelos hospitais e a pouca oferta desses insumos no mercado, o preço final, pelos revendedores farmacêuticos, disparou.

Renato disse que a Santa Casa de Adamantina tem trabalhado no limite, em relação a esses medicamentos do chamado “kit intubação”, e que tem recebido pontualmente pequenas quantidades por meio da Secretaria Estadual de Saúde e Departamento Regional de Saúde (DRS). “Temos conseguido comprar, mas muito pontualmente. Pouca coisa e bem esporádico”, disse. Ele explicou que quando um fornecedor disponibiliza, são pequenas quantidades por unidade de saúde.

Hospitais relatam falta de medicamentos de intubação (Alejandra De Lucca V. – Minsal – Fotos Públicas).

Diante do cenário crítico, Renato explica que a Santa Casa local tem tomado medidas alternativas, na tentativa de racionalizar a utilização para tentar prolongar a manutenção dos estoques, ao mesmo tempo preservando as condições de recuperação e estabilização do paciente.  Essas alternativas, segundo Renato, têm sido indicadas pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, também usadas em outros hospitais.

No dia 21 de março o SIGA MAIS já havia noticiado sobre esse cenário crítico (reveja).

Adamantina tem 10 leitos de UTI Covid-19, que têm se mantido 100% ocupados há mais de 30 dias, com pacientes da cidade e região em estado grave, encaminhados via Central de Vagas.

Risco de suspender atendimentos na UTI Covid-19

Na manhã desta quinta-feira (15) o secretário municipal de saúde de Adamantina, Gustavo Taniguchi Rufino, à reportagem do site Adamantina Net sobre a dificuldade em adquirir esses insumos e a situação crítica pode levar à interrupção nos atendimentos da UTI Covid-19.  

Ao Adamantina Net, o secretário de saúde relatou grande preocupação e disse que a Secretaria Municipal de Saúde aderiu a uma ata do Governo Federal para a compra destes insumos, mas que a maior parte da solução deste problema depende da agilidade da União. “Estamos nos desdobrando e fazendo tudo o que é possível para que os leitos permaneçam em funcionamento e atendam não somente a população de Adamantina, mas de toda a região”, afirmou Gustavo. (Continua após a publicidade...)

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Federação dos Hospitais: situação é gravíssima

Nesta terça-feira (13) a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) realizou um levantamento junto aos hospitais filantrópicos do Estado - cerca de 300 associados - e alerta que o desabastecimento de anestésicos e medicamentos do chamado “kit intubação” é gravíssimo.

Segundo a Fehosp, os mais de 160 hospitais que responderam ao levantamento na terça-feira apontam que os estoques de anestésicos, sedativos e relaxantes musculares tem, em média, de 3 a 5 dias de duração e que começam a ficar escassos também os antibióticos.

Matão, Guarujá, Votuporanga, Presidente Epitácio, Fernandópolis e Rio Preto são exemplos de hospitais que operam com estoques entre 2 e 3 dias de margem apenas, mas a situação no estado todo é grave e os hospitais que acumulam 10 dias de estoque são raros.

De acordo com a Fehosp, muitos hospitais que apontam o baixo estoque no levantamento, preferem não divulgar cidade ou nome da instituição preocupados em não causar pânico nos familiares dos pacientes internados. “Vamos monitorando a situação através de um grupo online com mais de 200 hospitais, a cada dia a situação é mais desesperadora. Mesmo os hospitais que apontam entre 8 e 10 dias de estoque a situação é delicada, pois são hospitais maiores que também recebem grande volume de novas internações a cada dia e, dependendo da região, o estoque cai bruscamente de um dia para o outro”, afirma o presidente da Federação, Edson Rogatti.

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