Saúde

Clínica de Repouso deve encerrar atividades

Unidade psiquiátrica tem dívida milionária e está impedida de receber repasses via SUS.

Por: Da Redação atualizado: 18 de janeiro de 2017 | 09h41
Com grave crise financeira, dívidas e agora impedida de receber repasses via SUS, e diante das novas diretrizes do Ministério da Saúde, Clínica deve ser fechada (Reprodução: Folha Regional). Com grave crise financeira, dívidas e agora impedida de receber repasses via SUS, e diante das novas diretrizes do Ministério da Saúde, Clínica deve ser fechada (Reprodução: Folha Regional).

As atividades da Clínica de Repouso Nosso Lar, de Adamantina, podem estar com os dias contados. O tema foi trazido na última semana pelo Jornal Folha Regional e tem três pontos centrais.
Segundo a reportagem, um dos problemas é uma dívida milionária acumulada, de longa data, que traz sérios problemas à instituição.
O segundo ponto é a impossibilidade da Clínica receber repasses de recursos federais, em razão de pendências não saldadas com a União. Assim, agora em 2017, segundo o Folha Regional, a Clínica está impedida de assinar convênio para este ano, que garantia uma receita mensal de R$ 218 mil, por meio do SUS, para o custeio de suas atividades. Sem esses repasses mensais, todos os serviços e atendimentos ficam comprometidos.
O terceiro ponto é a medida do Ministério da Saúde, obrigatória em todo o Brasil, que determinou a desospitalização dos pacientes psiquiátricos, que por sua vez acarreta na extinção desse tipo de hospital. Essa medida já atingiu os hospitais psiquiátricos de Tupã e Presidente Prudente, na região, e deverá ser aplicada, também em Adamantina.
Para abrigar os pacientes residentes da Clínica de Repouso, a medida é a instalação de Residências Terapêuticas, por meio de convênio com o SUS. Em Adamantina existe uma única Residência Terapêutica, que foi inaugurada em 2012 na administração Kiko Micheloni (reveja aqui). Nos últimos quatro anos da gestão do ex-prefeito Ivo Santos e Dr. Pacheco, nenhuma medida foi tomada no sentido de abrir novas unidades com essas características, como determinam as novas diretrizes do Ministério da Saúde. Todavia, sobretudo no período do ex-prefeito Ivo Santos, foi possível que o convênio de repasses do SUS fosse assinado via Prefeitura, que por sua vez, repassava os recursos para custeio da Clínica, com o compromisso de canalizar para uma solução programada, dentro de um planejamento, pela desospitalização, que previa, inclusive, a abertura de casas terapêuticas rurais. 

 

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