Saúde

Adamantina tem 210 casos de dengue, dois óbitos suspeitos e imóvel interditado

Saúde de Adamantina tem 580 casos suspeitos aguardando resultados de exames.

Por: Da Redação atualizado: 14 de maio de 2022 | 12h04
Moradores devem atuar para eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília). Moradores devem atuar para eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília).

Adamantina acumula neste ano 210 casos de dengue neste ano de 2022, conforme dados atualizados nesta quarta-feira (11) pela divisão de controles de vetores da Secretaria Municipal de Saúde de Adamantina. O quadro geral informa 939 notificações desde janeiro, com os 210 casos confirmados, 149 descartados e outros 580 aguardando resultados.

Na segunda-feira (9) a coordenadora da divisão de controles de vetores, Francine Brito Alves, participou de uma entrevista à Life FM, no Jornal do Meio Dia (assista), quando abordou sobre o cenário da doença na cidade. Na ocasião eram 173 casos positivos. Nesta quarta-feira 37 novas confirmações.

Segundo informou Francine na entrevista, há dois óbitos de moradores da cidade com suspeitas de dengue. O mais recente foi semana passada, de um idoso de 86 anos. O órgão municipal aguarda os resultados conclusivos dos exames. Ela disse no rádio que os testes rápidos para dengue, em moradores com quadro suspeito, estão sendo realizados nas unidades de saúde do município.

Em sua entrevista à emissora, Francine destacou que a maior incidência de casos está concentrada em três áreas: centro da cidade, Vila Cicma e Jardim Adamantina. A partir da constatação dos casos é realizado o bloqueio, pelas equipes, e nebulização dentro de um determinado perímetro. Especificamente sobre a Vila Cicma, disse que neste ano toda a área do território foi nebulizada por três vezes, como medida para eliminação do inseto adulto.

Autuações e imóvel interditado

Francine disse também que dentro da ação de fiscalização a locais com criadouros, tem sido aplicada a legislação municipal que prevê multas a responsáveis pelos imóveis. A coordenadora informou que foram lavradas seis autuações neste ano a pessoas físicas e jurídicas e, inclusive, um imóvel foi interditado no centro da cidade por não seguir as recomendações sanitárias.

O imóvel em questão atua no ramo de reciclagem. A manifestação do órgão, inclusive, não recomenda a reabertura do comércio no local onde está instalado.

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Nebulização x eliminar criadouros

Em sua explanação no rádio Francine destacou que a nebulização domiciliar tem um efeito pontual, naquele momento, e mata os insetos adultos que tenham sido atingidos pela nuvem de inseticida. “O inseticida mata mosquito adulto que estiver voando no momento da aplicação”, ressaltou.

Nesse tema ela pediu que haja colaboração dos moradores, para que abram suas casas e permitam a entrada das equipes às dependências internas da residência, para que a ação do inseticida alcance resultados. Quando o morador restringe a entrada ao interior das residências, a orientação técnica dada pelo setor às equipes em campo é para não realizar a nebulização. "A gente não passa porque não tem efeito. É só gastar inseticida. Não vamos jogar inseticida fora. A residência estando aberta, é feita a nebuização", pontuou. 

O foco principal, sobretudo no aspecto preventivo, tem sido evitar que esses insetos procriem. Para isso ela pede que haja uma sensibilização e conduta dos moradores para que eliminem objetos e locais que possam acumular água, sejam objetos como latas, garrafas ou qualquer outro, e áreas sujeitas a cúmulos de águas, como ralos, calhas e marquises. “É preciso cuidar dos criadouros, senão vão nascer novos mosquitos e os casos não vão parar”, alertou.

Por menor que seja o volume de água acumulada, o mosquito se procria. “A dengue é conhecida como doença do descaso, da sujeira, da água parada. É responsabilidade de todos nós, do poder público e da população”, completou.

Orientações e informações sobre a dengue, denúncias sobre criadouros, como também aceca de escorpiões e leishmaniose, o telefone do setor de controle de vetores é (18) 3522-5120.

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