Polícia

Polícia Civil evita ataque a escola em Tupã; agência americana detectou conversas nas redes sociais

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Tupã, São José dos Campos e Caçapava.

Por: Da Redação atualizado: 15 de maro de 2023 | 16h53
Ação da Polícia Civil evitou ataques a escolas em pelo menos três cidades (Foto: Bruno Santos/A2 Fotografia). Ação da Polícia Civil evitou ataques a escolas em pelo menos três cidades (Foto: Bruno Santos/A2 Fotografia).

Policiais Civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) realizaram no último final de semana (11 e 12), uma operação para evitar a prática de atos violentos, em face do atentado que ocorreu há quatro anos, na cidade de Suzano. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra adolescentes nos municípios de Tupã, São José dos Campos e Caçapava.

Segundo divulgou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a ação foi realizada pela 1ª Delegacia sobre Fraudes contra Instituições Financeiras praticadas por Meios Eletrônicos, com apoio operacional das delegacias das regiões das três cidades onde poderiam ocorrer os ataques. Em Tupã a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) atuou no caso.

Conforme a SSP-SP,  equipe passou a monitorar os adolescentes após informações recebidas da agência norte americana de inteligência HSI (Homeland Security Investigations), verificando diálogos mantidos nas redes sociais que se referiam à prática de atos graves de violência, como homicídios em massa, ataques às escolas, violência contra mulheres, crianças e animais. Nesta segunda-feira (13), o ataque à escola de Suzano completou quatro anos.

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Visando combater a ação criminosa – continua a nota da SSP-SP – foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Tupã, São José dos Campos e Caçapava, sendo apreendidos três adolescentes com cinco celulares, três facas, uma máscara, chips de telefonia, bandanas e caderno de anotações.

Conforme a SSP-SP, após questionados, os jovens admitiram a troca de mensagens nas redes sociais e a real intenção de cometer os atos violentos. Os adolescentes alegaram que a motivação seria o sofrimento de bullying em suas respectivas escolas.

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A DIG de Tupã emitiu nota sobre o caso, onde a delegada titular Milena Davoli Nabas de Melo narra sobre a ação na cidade, informando que após ser acionada pelo DEIC agiu com rapidez em razão da urgência e gravidade do tema. E em posse de mandado judicial expedido pela Vara da Infância, fez buscas na casa onde mora a menor identificada pelo monitoramento da agência americana. “A menor foi ouvida na companhia da mãe e alegou ser vítima de bullying na escola em que estuda, mas que teria demovido a ideia do ataque. A família foi devidamente orientada, assim como a adolescente”, narrou o comunicado.

Por fim, a delegada da DIG de Tupã faz orientações aos pais. “A Delegada sugere que os pais tenham acordado com os filhos que a condição para que façam uso livre da internet e redes sociais seja o compartilhamento das senhas de acesso para que os pais possam monitorar as atividades dos filhos. A liberdade do mundo digital muitas vezes fica oculta da família, que pode ser pega de surpresa. Outra orientação é a de que, ao menor sinal de violência, tal qual o Bullying, a família se posicione e exija das instituições responsáveis (escola, conselho tutelar, polícia, ministério público) uma situação efetiva de combate, pois os danos psicológicos podem ser imensuráveis”.

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