Polícia

Homem é preso por ter abatedouro clandestino e praticar comércio ilegal de carnes

Acusação é de crime contra as relações de consumo. Sem poder ser arbitrada fiança, homem foi preso.

Por: Da Redação atualizado: 23 de fevereiro de 2018 | 17h01
Carne foi apreendida e encaminhada para aterro sanitário, em operação realizada pela Polícia Ambiental, que flagrou abatedouro clandestino e comércio ilegal de carnes (Foto: Cedida/Polícia Ambiental). Carne foi apreendida e encaminhada para aterro sanitário, em operação realizada pela Polícia Ambiental, que flagrou abatedouro clandestino e comércio ilegal de carnes (Foto: Cedida/Polícia Ambiental).

Nesta quarta-feira (21), durante operação para apurar roubo e furto de gado (abigeato), uma equipe da Polícia Militar Ambiental se deslocou para atendimento de denúncia anônima, sobre abatedouro clandestino e comércio ilegal de carnes.
A equipe da Polícia Ambiental, composta pelo Sargento Cristo, Cabo Alcântara e Soldado Magalhães, com apoio da equipe do Sargento Nunes, Cabo Florentino e Soldado Tony, se deslocou até uma propriedade rural localizada na Estrada Municipal Alvares Machado/Presidente Bernardes, conhecida como “Estrada que Beira a Linha”, no bairro Bela Vista, em Presidente Bernardes, com vistas a apurar a denúncia.
No caminho ao local da denúncia, os policiais ambientais se depararam com o suspeito, conduzindo um veículo Fiat Strada Fire, na estrada que dá acesso à sua residência, onde de imediato foi realizada abordagem.
Na caçamba do veículo os policiais encontraram um porco já abatido e limpo, pesando aproximadamente 150 quilos. Indagado sobre o destino, o suspeito disse que havia vendido para um amigo e iria fazer a entrega.
Os policiais cientificaram o abordado do teor da denúncia e pediram que retornasse à sua propriedade, para a continuidade nas diligências. O local trata-se de um sítio de aproximadamente sete alqueires.
Aos fundos da residência os policiais constataram um barraco de madeira e no interior das dependências uma câmara fria vertical funcionado, com uma novilha de 120 quilos já abatida e limpa.
Sobre essa carne, o proprietário disse aos policiais ter matado o animal no dia anterior. Indagado a respeito da procedência, disse que a carne seria oriunda da sua propriedade, e que abateu o animal para consumo próprio.
Em continuidade, dentro do mesmo barraco de madeira, os policiais constataram a presença de um freezer horizontal, com 150 quilos de miúdos bovinos (língua, fígado, coração, tripas, cabeça, etc). Indagado sobre estes, o proprietário disse que utiliza os miúdos para fabricação de linguiça.
Em continuidade, os policiais realizaram vistoria em um freezer na varanda de sua residência, onde constataram cinco pacotes de linguiças de dois quilos, fabricadas pelo proprietário. Ele disse que vende a linguiça a R$ 12 o quilo.
Segundo constatou a Polícia Ambiental, o local se encontra em condições insalubres de higiene e exigências sanitárias. Assim, os policiais solicitaram a presença de representantes da vigilância sanitária. Verbalmente, a partir de avaliação preliminar, os técnicos sanitários disseram que o local não atende as exigências da Vigilância Sanitária.
Os policiais também acionaram a Polícia Científica, para o registro fotográfico do local, visando a elaboração de laudo.
Diante que foi apurado pelos policiais, considerando tratar-se de abatedouro clandestino e comércio ilegal de carnes, e não ter apresentado nenhuma licença para as atividades, foi dado voz de prisão ao proprietário, que foi conduzido à Delegacia de Polícia de Presidente Bernardes, onde o  delegado Airton Roberto Guelfi ratificou a prisão por em tese o autor ter infringido o Art. 7º, inciso IX,  da Lei 8.137/90, acusado de crime contra as relações de consumo. Em razão de não poder ser arbitrado fiança, o autor foi conduzido à cadeia pública de Presidente Prudente, à disposição da Justiça, para audiência de custódia.
Quantos às carnes apreendidas, por estarem impróprias para o consumo, o delegado solicitou aos policiais ambientais que fosse feita a destinação. Assim, a carne apreendida foi levada ao aterro sanitário Emilianópolis.

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