Mariápolis

Mariápolis exibe nesta quarta (9) documentário com histórias de vida e luta contra o câncer

Um dos personagens do documentário é o professor Danilo Cássio Honorato, da Escola Elmoza.

Por: Da Redação | Com informações do Diário do Oeste atualizado: 10 de novembro de 2022 | 15h06
Professor em Mariápolis, Danilo Cássio Honorato conta a trajetória de acompanhamento do pai, na luta dele, contra o câncer (Gabriel Lobato/Divulgação). Professor em Mariápolis, Danilo Cássio Honorato conta a trajetória de acompanhamento do pai, na luta dele, contra o câncer (Gabriel Lobato/Divulgação).

Acontece na noite desta quarta-feira (9), às 19h, no Centro Comunitário de Mariápolis, a exibição pública do documentário “Quando não há ninguém”, com depoimentos de oito personagens da região que relatam, de maneira muito particular e intensa, suas experiências de enfrentamento e superação, diante do câncer.

A ação, dentro das temáticas do Outubro Rosa e Novembro Azul, é uma iniciativa da Escola Estadual Professora Elmoza Antônio João, com apoio da Prefeitura de Mariápolis, e também dos produtores e idealizadores do material audiovisual

O documentário traz o depoimento daqueles que tiveram familiares que foram acometidos pela doença, como é o caso do professor Danilo Cássio Honorato, docente na Escola Elmoza, mobilizador do evento desta noite. Em “Quando não há ninguém”, ele conta a trajetória de acompanhamento do pai, na luta dele, contra o câncer. 

(Divulgação).

Conforme reportagem publicada no jornal Diário do Oeste, de Adamantina, reproduzida pelo SIGA MAIS no dia 3 de outubro, o projeto, surgiu da percepção da advogada luceliense Camilla Fiorini, que após passar por diversas experiências ao longo do tratamento do próprio pai, Djair Bedori Firorini, decidiu compartilhar os momentos intensos, especialmente nos últimos meses, quando a doença avançou de maneira mais agressiva, e foi quando conseguiu, por meio da Justiça, acesso a tratamentos, terapias e medicamentos na tentativa de proporcionar melhor qualidade de vida e maior sobrevida para o pai.

A farmacêutica Elaine Valente também fez parte do documentário (Gabriel Lobato/Divulgação).

“Como advogava decidi externar isso. Inicialmente queria gravar um vídeo e colocar no YouTube. Então entrei em contato com um amigo, que trabalha em uma produtora vídeos em Curitiba, pra me informar quanto ao melhor equipamento para som e foi quando ele me parabenizou pela iniciativa, se interessou pela a ideia e transmitiu o projeto em reunião com sua equipe que imediatamente abraçou o projeto e logo depois me informou que decidiram gravar um documentário”, relata Camilla.

Taisa Piovesan, responsável pela UTI/Covid da Santa Casa local (Gabriel Lobato/Divulgação).

A partir deste momento, Camilla passou a reunir pessoas com histórias de vida e de luta correlatas e as reuniu para a gravação do documentário, que aconteceu em uma chácara cedida por Shirley e Sérgio Genaro, em Adamantina. Ao longo de três dias repleto de intensas experiências, com a produção de alta resolução, com tecnologia compatível com a mais alta qualidade e resolução de cinema, extraíram 2 Terabyte de histórias muito intensas e extremamente emocionantes.

O professor Danilo Cássio Honorato também fez parte do documentário (Gabriel Lobato/Divulgação).

O vídeo documentário “Quando não há ninguém” é um projeto da Soldado de Frente.ORG, com a produção de Camilla Fiorini, Roteiro Humanizado por Rodrigo Benavenuto, e direção de Gabriel Lobato. São com nove histórias que mostram o poder transformador que existe dentro de cada um de nós e que é capaz de reescrever difíceis realidades. 

O casal Joel Viana, que trabalha na agência do Banco do Brasil de Adamantina, e a esposa Débora Duarte, arquiteta da Prefeitura de Lucélia (Gabriel Lobato/Divulgação). 

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Em entrevista ao Diário do Oeste, a advogada luceliense, hoje residente na cidade de Marília, Camilla Fiorini, revelou que a produção do documentário foi concluída na primeira semana de setembro. 

A adamantinense Vivian Sgorlon, empresária em Marília (Gabriel Lobato/Divulgação).

A produção apresentada nove depoimentos, entre os quais dos adamantinenses: Vivian Sgorlon, que fala sobre a irmã da Vanessa; Danilo Cássio Honorato, que conta a trajetória de acompanhamento do pai, também paciente paliativo da doença; de Roseli Lozano Godoy e o importantíssimo trabalho da Rede de Combate ao Câncer de Adamantina; e da farmacêutica Elaine Cristina Valente, paciente de cuidados paliativos, que pontua também a batalha enfrentada pelo pai e irmãos. Representando a cidade de Lucélia, Tamires Gasparini, conta sobre o período em que acompanhou as dificuldades do tratamento paliativo do sogro Djair Bredori Fiorini; Débora Duarte Ricardo e o esposo Joel Viana, falam sobre como é conviver com o diagnóstico da doença e superar os desafios impostos no dia a dia. 

SoldadodeFrente.Org

Camilla Fiorini também mencionou o trabalho realizado frente a Organização Não-Governamental (ONG) soldadodefrente.org, a plataforma foi desenvolvida para divulgação de trabalhos, que visam dar voz e publicidade às pessoas que, de alguma forma, encontram-se enfrentando a batalha contra o câncer.

“Trata-se de um ambiente digital repleto de ferramentas, que foram desenvolvidas para facilitar o estender das mãos às famílias e pacientes que enfrentam a atalha contra o câncer; o objetivo é propagar diversos projetos criados nas inúmeras instituições existentes no país, que lindam com este mesmo tipo de problema, divulgando a missões e projetos. Quem doa, escolhe para qual instituição deseja doar. Também disponibiliza o conteúdo na íntegra, quanto aos direitos dos pacientes com câncer bem como todos os projetos de pesquisa em relação ao câncer existentes no mundo todo”.

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Segundo ela, o projeto tem uma infinidade de mecanismos de auxílio, que o usuário descobrirá aos poucos, manuseando e participando da plataforma. 

Camilla salientou ainda que há ainda muito a melhorar, mas como sabiamente diz Mário Cortella, “faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!”.

“O que existe disponível hoje, é o melhor que pudemos fazer até o presente momento, contudo, estamos aberto à parcerias técnicas, pois sabermos a importância do que foi criado e também sabemos que podemos tornar e fornecer um trabalho de excelência para o usuário/paciente”, destacou a advogada.

Finalizou agradecendo e ratificando a importância das empresas parceiras, que disponibilizaram um espaço em sua agenda para ouvir sobre o projeto, se interessaram em perguntar como ele foi desenvolvido, responderam as mensagens e ofícios de solicitação de apoio, bem como acreditaram no trabalho sólido que está sendo construído.

Conforme o próprio documentário salienta, a importância em olhar e enxergar verdadeiramente o próximo. Pontuou ainda que, “infelizmente com a correria que nos permeia a vida, muitas vezes não disponibilizados de 5 minutos, para ouvir, o que o nosso próximo está tentando nos dizer”.

E concluiu, na ocasião, agradecendo aos parceiros que até agora, estenderam as mãos ao projeto: “Agradeço imensamente à Adagro, Camda, Coca Cola, Marilan, Suki Temakeria, PW2 Comunicação, Microdataway, Ilumilight e Clariá, bem como da Dra. Ruth Duarte Menegatti, Shirley Rombaldi, Sérgio Genaro, todo o elenco voluntário de “Quando não há Ninguém”, Rede de Combate ao Câncer de Adamantina, Secretaria da Cultura e Turismo de Adamantina e Prefeitura Municipal, pelo convite, acolhimento e oportunidade”.

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