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Relatório das Forças Armadas não excluiu possibilidade de fraude ou inconsistência nas urnas

Após entregar relatório, e ocorrer a manifestação do TSE, Ministério da Defesa publica nova nota.

Por: Da Redação atualizado: 17:52
Relatório das Forças Armadas não excluiu possibilidade de fraude ou inconsistência nas urnas

Na manhã desta quinta-feira (10), as 10h25, o SIGA MAIS reproduziu um conteúdo publicado originalmente ontem (9) pela Agência Brasil (agência de notícias do Governo Federal), onde apresentou sobre a entrega do relatório final de fiscalização das urnas eletrônicas, realizada pelas Forças Armadas, onde citou os apontamentos feitos pelo órgão. O mesmo conteúdo da Agência Brasil  também abordou a manifestação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou, e nota, que o relatório das Forças Armadas não apresentou fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas.

A manifestação do TSE causou reações entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como também entre críticos das urnas eletrônicas, o que também ocorreu em Adamantina, onde o SIGA MAIS foi apontado e criticado, na situação em que se limitou a reproduzir o conteúdo da Agência Brasil, do Governo Federal, que utiliza em suas editorias desde 2015.

As reações em nível Brasil, acerca da manifestação do TSE, levaram o Ministério da Defesa a emitir uma nova na manhã desta quinta-feira, publicada no site oficial do órgão às 10h58. O SIGA MAIS, novamente, reproduz o conteúdo de fonte oficial, conforme segue abaixo, na íntegra:

 

Relatório das Forças Armadas não excluiu a possibilidade de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas

Brasília (DF), 10/11/2022 (10h58)  - Com a finalidade de evitar distorções do conteúdo do relatório enviado, ontem (9), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministério da Defesa esclarece que o acurado trabalho da equipe de técnicos militares na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022. Ademais, o relatório indicou importantes aspectos que demandam esclarecimentos. Entre eles:

- houve possível risco à segurança na geração dos programas das urnas eletrônicas devido à ocorrência de acesso dos computadores à rede do TSE durante a compilação do código-fonte;

- os testes de funcionalidade das urnas (Teste de Integridade e Projeto-Piloto com Biometria), da forma como foram realizados, não foram suficientes para afastar a possibilidade da influência de um eventual código malicioso capaz de alterar o funcionamento do sistema de votação; e

- houve restrições ao acesso adequado dos técnicos ao código-fonte e às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros, inviabilizando o completo entendimento da execução do código, que abrange mais de 17 milhões de linhas de programação.

Em consequência dessas constatações e de outros óbices elencados no relatório, não é possível assegurar que os programas que foram executados nas urnas eletrônicas estão livres de inserções maliciosas que alterem o seu funcionamento.

Por isso, o Ministério da Defesa solicitou ao TSE, com urgência, a realização de uma investigação técnica sobre o ocorrido na compilação do código-fonte e de uma análise minuciosa dos códigos que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas, criando-se, para esses fins, uma comissão específica de técnicos renomados da sociedade e de técnicos representantes das entidades fiscalizadoras.

Por fim, o Ministério da Defesa reafirma o compromisso permanente da Pasta e das Forças Armadas com o Povo brasileiro, a democracia, a liberdade, a defesa da Pátria e a garantia dos Poderes Constitucionais, da lei e da ordem.

Fonte: Ministério da Defesa 

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