Ensino

Ciências biológicas da UniFAI faz viagem pedagógica ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

Viagem foi nos dias 9 a 11 de dezembro, com alunos do curso de ciências biológicas da UniFAI.

Por: Prof.ª Dra. Alessandra Aparecida dos Santos | Revisado por Daniel Torres atualizado: 16:20
Durante a viagem ao Petar, alguns encontros felizes como o com o sapo martelo (Imagens: Acervo Pessoal). Durante a viagem ao Petar, alguns encontros felizes como o com o sapo martelo (Imagens: Acervo Pessoal).

Viajar é sempre motivo de muita ansiedade e inquietação. Você se pergunta se vai dar tudo certo no trajeto, se não vai esquecer nada que precise colocar na mala, se não vai passar mal no ônibus. Pegou todos os remédios? A animação da turma de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) na viagem ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), no município de Iporanga, nos últimos dias 9 a 11 de dezembro, era evidente.

Olhinhos brilhando imaginando como seria. O mix de alunos de 2º, 6º e 8º termos perfez a receita ideal para unir a todos e levantar a bandeira do curso. Porém, ninguém imaginava que íamos ter um desvio do trajeto devido a problemas na estrada que levava para Iporanga, um dos municípios onde as mais de 35 mil hectares de área verde do parque estão localizadas.

(Imagem: Acervo Pessoal).

A ansiedade em 1.000% e praticamente 14 horas de viagem. Parada estratégica no ponto do peixe para atualização dos dados de todos e mais alguns quilômetros até chegar à pousada La Luna, onde fomos recebidos por uma gatinha branca que funcionava como recepcionista sênior dos hóspedes (ela deve ter adorado a turma da Bio) e pelo Vagner, nosso guia superexperiente naquela imensidão de belezas naturais.

Cafezinho esperto para acordar o corpo e acalmar a mente inquieta e nos preparar para o que vinha em seguida. Acomodados nos quartos, selecionamos o material que íamos levar enquanto o Vagner pensava em ajustes de nossas atividades devido ao pequeno atraso que tivemos. Saímos animados no ônibus, encantados e maravilhados com todo aquele mar verde de vegetação de Mata Atlântica Ombrófila nativa chegando a uma trilha (que biólogo não gosta de trilha?).

(Imagem: Acervo Pessoal).

A caminho de uma cachoeira encontramos o primeiro obstáculo natural, um rio de correntezas moderadas que merecia ser desafiado. E foi. Nossa turma arrasou atravessando aquele pequeno rio de correntezas exaltadas que quase levou algumas de nossas queridas companheiras mais leves. As risadas foram muitas, mas a superação ao conseguir atravessá-lo não teve preço. Tudo isso nos fez pensar e muito sobre nossa pequenez frente às forças imperiosas da natureza.

Mais um pouco de trilha, muitas plantas típicas (que alegria ver tantas bromélias e orquídeas nativas com flor, a professora de botânica aqui quase enlouqueceu!), muitas pedras (aprendemos a andar nas pedras) e muitas quedas d’água. Paramos em uma cachoeira incrível onde pudemos relaxar a mente em um banho fresquíssimo e um rapel desafiador. Embaixo, todos nós apoiávamos quem tinha coragem de subir e descer nas cordas laranjas do Vagner.

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Retornamos e, no caminho, parte do grupo assumiu com coragem o desafio do boia cross que pensávamos ser tranquilo. Alguns de nós não sabiam nadar e, ainda assim, topamos embarcar nessa jornada de 1,5 quilômetro rio abaixo em cima de uma boia de nossa altura. “Se cair é só levantar que o rio é baixo”, o Vagner dizia, e vários em pé acabavam sendo levados pela correnteza com boia e tudo. Aí era só alegria. “Segura na boia e deixa a correnteza levar até o remanso”.

(Imagem: Acervo Pessoal).

Pedras à parte, não há muito o que fazer, esperávamos de trechos em trechos mais tranquilos para subir na boia e começar a aventura novamente em águas cada vez mais nervosas. No final já estávamos todos craques em subir na boia e nadar com os braços.

Muitos hematomas e muitas histórias para contar daquela aventura.

Todos de volta, um jantar à moda caseira, alguns encontros felizes como o com o sapo martelo (Boana faber), e outros menos felizes como o com as mutucas que quase destruíram nossas pernas (mesmo com repelentes). No outro dia, alegria geral após uns 40 minutos rodando para entrarmos no parque e acessarmos um conjunto de cavernas do núcleo Santana, pois, lá, o parque é dividido em grandes áreas chamadas de núcleos (Caboclos, Casa de Pedra, Ouro Grosso e Santana). Em cada núcleo, um conjunto de belezas naturais único.

(Imagem: Acervo Pessoal).

 

Conseguimos acessar um pedacinho das maravilhas do núcleo Santana visitando a entrada do parque com a cachoeira de águas mais claras e azuis que já vimos e, por fim, a caverna Santana, onde ficamos horas sem ver o tempo passar.

Lá dentro, isentos albinos e suas predadoras, pequeninas aranhas, água corrente brotando das rochas, um ar fresquinho (quem ligou o ar-condicionado?), rochas que tinham sons de instrumentos musicais, formações de estalactites e estalagmites que se uniam formando uma estrutura só (formadas de gotinha em gotinha), verdadeiras esculturas nas rochas desenhadas pela Natureza.

Andamos em vigas de apenas 20 centímetros, subimos escadas íngremes, passamos por frestas estreitas e nos desafiamos por canais tão pequenos que permitiam apenas uma pessoa deitada passar (um verdadeiro parto!). E, no final, ao sairmos por uma entrada fantástica, pudemos encontrar a saída em uma imagem de beleza indescritível ao fundo por onde a luz entrava.

(Imagem: Acervo Pessoal).

Alegres e maravilhados, levamos alguns dias para digerir tanta energia alto astral e aprendizados sobre ecologia, animais, plantas, rochas e sobre nós, humanos e parte dessa natureza sensacional.

Foi inevitável para cada um de nós pensar em gratidão às leis da natureza, suas forças e suas maravilhas. Que em meio a ela e sem todas as nossas corriqueiras comodidades podemos nos deparar com a vida na sua essência. E que descoberta incrível foi essa!

A perspectiva do curso e da vida muda para qualquer estudante de Ciências Biológicas, porque, agora, eles não são mais estudantes daquilo que nunca viram: eles são testemunhas das leis da natureza.

(Imagem: Acervo Pessoal).

Gratidão em nome de todos os professores e estudantes do curso, à Instituição UniFAI por ter apoiado o projeto da viagem, especialmente ao estudante Euler Silva, que promoveu os detalhes com carinho e amor pela Biologia.

A autonomia dos estudantes para organizar e aprimorar suas ações na sociedade como futuros biólogos já está produzindo frutos saborosos. Vem para a Bio você também e que venham mais viagens pedagógicas!

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