Educação

Rede municipal não afasta professores após contato com alunos positivos para Covid-19; órgão explica

Secretaria Municipal de Educação se manifesta e explica condutas adotadas nas escolas municipais.

Por: Da Redação atualizado: 27 de outubro de 2021 | 13h21
Professores questionam condutas sobre situações de contato com pessoas positivas para a Covid-19 (Ilustração/Seduc-SP). Professores questionam condutas sobre situações de contato com pessoas positivas para a Covid-19 (Ilustração/Seduc-SP).

A divulgação de relato sobre a ocorrência de casos da Covid-19 em estudantes da rede estadual de ensino, em Adamantina, e o modelo de condutas relacionadas aos procedimentos, junto à própria comunidade escolar, polos estabelecimentos de ensino, na condução dos casos – como noticiou o SIGA MAIS na semana passada – desencadeou outras queixas de educadores, agora na rede municipal de ensino da cidade.

Professores especialistas da rede municipal de ensino (aqueles que lecionam disciplinas de matérias específicas) procuraram o SIGA MAIS neste último fim de semana e informaram que existe a ocorrência de casos da Covid-19 entre estudantes da rede, que atende alunos matriculados em creches pré-escolas (ensino infantil) e ensino fundamental do primeiro ao quinto anos.

Em casos de sintomas gripais ou positivos da Covid-19, na própria criança ou seus familiares, a

orientação é para que os pais não enviem os filhos às escolas, permanecendo sob atividades remotas (à distância). Porém, há casos em que antes da detecção oficial, por exames, ou em quadros assintomáticos, a criança ainda frequentando o ambiente escolar pode levar a transmissão do vírus a outros colegas da sala de aula, aos professores e demais profissionais das escolas.

Esse tem sido o pronto crítico, no âmbito da rede municipal de ensino, segundo relataram as fontes que procuraram o SIGA MAIS. Com medo de se identificarem, dizem que as medidas internas, conforme o protocolo sanitário “Volta às Aulas Segura 2021” adotado pela Secretaria Municipal de Educação, são parcialmente aplicadas.

A reportagem teve acesso a documento que trazem relatos de apreensão, após caso concreto de contato de professores especialistas com alunos que depois foram diagnosticados positivos para a Covid-19. Os profissionais defendem que deveriam ser submetidos a testes e ficar sob quarentena preventiva, solicitaram orientações à própria escola onde ocorreram os casos, e ficaram sem respostas. Porém, somente os professores das salas de aula e os estudantes que tiveram contato com o aluno positivo ficaram em quarentena. Quanto aos professores especialistas, relatam terem ficado de fora desses encaminhamentos.

E ainda, o que consideram mais grave é o fato de, após terem contato com aluno positivo para o novo coronavírus, continuaram nos espaços escolares, trabalhando, tendo contato com outros colegas e alunos. Neste contexto, a possibilidade de transmissão da doença existe, já que pode ser assintomática para determinados indivíduos, e assim, mesmo que não saiba estar infectado, pode transmitir a outras pessoas.

Essa conduta, segundo denunciam os educadores, contradiz o que define o protocolo sanitário o órgão gestor municipal para a Covid-19, onde estabelece o afastamento para observação/quarentena a todos os profissionais que tiverem contato com o aluno positivo para a doença. E no caso de professor contaminado, os alunos da turma devem ser colocados em quarentena.

Sem a adoção das medidas na própria escola, e sem resposta objetiva e a adoção dos procedimentos definidos no protocolo sanitário, a todos os profissionais que tiveram contato com casos positivos, algumas demandas foram levadas por esses educadores à Secretaria Municipal de Educação.

O outro lado

Sobre as questões reclamadas pelos professores, o SIGA MAIS solicitou o posicionamento da Secretaria Municipal de Educação de Adamantina, que respondeu em nota (íntegra abaixo). “Tomando por base a forma de contágio do vírus, o protocolo estabelece que não há necessidade de todas as pessoas serem afastadas das atividades em razão de caso positivo”, diz. “Apenas os contactantes devem ser afastados e permanecerem em isolamento domiciliar por 14 dias, a partir da data do último contato com o caso confirmado”, continua.

Segundo os protocolos – explica a Secretaria – contactante é toda pessoa que teve contato com o caso, suspeito ou que testou positivo, por mais de 15 minutos e a menos de um metro de distância no mesmo ambiente. “Ser contactante ou não, é condição decisiva para que a pessoa, que manteve contato com o caso positivo, deva ou não ser afastada de suas atividades”, detalha.

De acordo com o órgão gestor, para que a pessoa seja considerada contactante e consequentemente seja afastada e manter-se em isolamento domiciliar, esta deverá ter permanecido por mais de 15 minutos e a menos de um metro de distância, no mesmo ambiente que o caso positivo da Covid-19. “Para cada caso suspeito ou confirmado, as unidades escolares estão orientadas a seguirem o protocolo, e com isso verificar quem assumiu a condição de contactante para que seja afastado ou não de suas atividades e mantido em isolamento domiciliar”.

Leia, na sequência, a íntegra da manifestação da Secretaria Municipal de Educação:

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Nota da Secretaria Municipal de Educação

“A Prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria de Educação informa: para que pudesse ocorrer um retorno gradual para o ensino presencial, a pasta realizou diversos estudos e análise dos protocolos sanitários adotados pelas Secretarias de Saúde e de Educação nas diversas esferas da Administração Pública, em especial as contidas no Plano São Paulo, do governo do Estado de São Paulo, sendo elaborado o protocolo municipal “Volta às Aulas Segura”.

Tal documento foi amplamente divulgado nas unidades escolares, assim como aos alunos e pais de alunos, e nele há diversas instruções e orientações para evitar-se o contágio, assim como estabelece a conduta a ser adotada no caso de pessoas com suspeita para a Covid-19.

As unidades escolares também foram preparadas para este retorno gradual dos alunos ao ambiente escolar, ocorrendo uma preparação do ambiente físico, assim como ações de prevenção e orientações aos servidores, pais e alunos, a fim de minimizar os riscos de contágio para a Covid-19, incluindo a aquisição de equipamentos e materiais para a correta higienização e limpeza dos ambientes escolares. Sendo que tais condutas foram intensificadas com o aumento gradual dos alunos no ensino presencial.

A título exemplificativo, no período de 20/09 a 17/10, na faixa etária de 0 a 17 anos, houve 54 (cinquenta e quatro) casos que testaram positivo para a Covid-19, estando matriculados em escolas da rede pública e privada. Como está ocorrendo o revezamento de alunos na rede pública, dos casos notificados e que testaram positivo, apenas 02 (dois) casos estavam frequentando a escola no período em que apareceram os sintomas.

A pasta destaca que a transmissão do vírus ocorre principalmente de duas formas:

1. Pela inalação de gotículas de saliva/catarro presente no ar;

2. Pelo contato físico ou em objetos e superfícies contaminadas e depois colocar a mão na boca, nariz ou olho sem higienização.

Tomando por base a forma de contágio do vírus, o protocolo estabelece que não há necessidade de todas as pessoas serem afastadas das atividades em razão de caso positivo, apenas os contactantes devem ser afastados e permanecerem em isolamento domiciliar por 14 dias, a partir da data do último contato com o caso confirmado.

Ser contactante ou não, é condição decisiva para que a pessoa, que manteve contato com o caso positivo, deva ou não ser afastada de suas atividades. Segundo os protocolos, contactante é toda pessoa que teve contato com o caso, suspeito ou que testou positivo, por mais de 15 minutos e a menos de um metro de distância no mesmo ambiente.

Assim, para que a pessoa seja considerada contactante e consequentemente seja afastada e manter-se em isolamento domiciliar, esta deverá ter permanecido por mais de 15 (quinze) minutos e a menos de um metro de distância, no mesmo ambiente, que o caso positivo da Covid-19.

Para cada caso suspeito ou confirmado, as unidades escolares estão orientadas a seguirem o protocolo, e com isso verificar quem assumiu a condição de contactante para que seja afastado ou não de suas atividades e mantido em isolamento domiciliar.

Se o profissional escolar, assim como o aluno, obedecer ao protocolo estabelecido, procurando usar máscara o tempo todo, trocando-a a cada duas horas; manter o distanciamento social recomendado; higienizar as mãos sempre que possível; evitar manter o contato físico; evitar aglomerações e manter as salas bem arejadas, a probabilidade de contágio pelo vírus é bem reduzida, assim como reduz-se também a condição de contactante, e com isso há a redução de afastamentos e isolamentos domiciliar desnecessários”.

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