Educação

Professor é agredido a socos dentro de sala de aula por aluno de 14 anos

Depois da agressão, professor levou 8 pontos nos cortes e anunciou que vai abandonar a profissão.

Por: Da Redação | Com informações do G1 atualizado: 26 de fevereiro de 2019 | 08h44
O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, ensanguentado, após a agressão (Foto: Acervo Pessoal). O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, ensanguentado, após a agressão (Foto: Acervo Pessoal).

O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, foi agredido na última sexta-feira (22) por um estudante de 14 anos, em sala de aula, em uma escola estadual na cidade de Lins. Ele ficou com o rosto ensanguentado após ser atingido por socos e um caderno arremessado pelo aluno.

O caso ocorrido na Escola Estadual Otacílio Sant'anna, no Parque Alto de Fátima,  foi levado à Polícia Civil de Lins e deve ser encaminhado à Vara da Infância e Juventude, junto ao Poder Judiciário.

Segundo o G1, o professor de geografia e história contou que o aluno de 14 anos, de outra turma, tentou entrar na sala de aula para conversar com uma menina. Diante da negativa do professor, que desenvolvia uma atividade, o menor teria forçado a entrada, e foi novamente impedido. Segundo o boletim de ocorrência, o menino jogou um caderno no professor e o agrediu com vários socos.

Ainda de acordo com o G1, o estudante contou à Polícia que foi até a sala pra conversar com uma prima dele. O menor disse também que o professor teria negado e o pegou pelo braço para colocar fora da sala. Entretanto, o menor confirmou que jogou o caderno e deu um soco no professor.

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Após a agressão, o educador foi levado à Santa Casa de Lins e recebeu oito pontos nos cortes, sendo seis no rosto e dois no supercílio. O Conselho Tutelar e a mãe do menino foram chamados para comparecer à delegacia da Polícia Civil.

O professor está afastado em licença médica até a próxima quarta-feira (27) e anunciou que pretende abandonar a profissão. Ele está há 20 anos no magistério. “Estou horrorizado. A gente sempre ouvia falar em casos de violência dentro de salas de aula, mas confesso que nunca imaginei passar por isso. Já estava decepcionado com a falta de respeito dos alunos, mas essa agressão foi demais”, disse ao G1. “Tem muitos professores que, até pela questão financeira, continuam trabalhando após se aposentar. Mas agora vou me aposentar e procurar outra coisa pra fazer. Não quero mais dar aulas”, continuou.

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