Educação

No hospital, menino de 10 anos se recupera de fraturas após ser atropelado na saída da escola

Estudante foi atropelado na Avenida Rio Branco, durante saúda da Escola Estadual Durvalino Grion.

Por: Da Redação atualizado: 11 de abril de 2022 | 15h19
Na Santa Casa de Adamantina, menino de 10 anos se recupera do atropelamento (Foto: Cedida). Na Santa Casa de Adamantina, menino de 10 anos se recupera do atropelamento (Foto: Cedida).

Um menino de 10 anos, morador em Adamantina, se recupera na Santa Casa local após ser atropelado e sofrer fraturas pelo corpo, na saída da Escola Estadual Durvalino Grion. O atropelamento foi na última quarta-feira (6), às 15h15, depois do término das aulas, envolvendo uma moto que passava pela Avenida Rio Branco, via ao lado unidade de ensino.

A divulgação sobre o acidente e a condição do estudante foi feita por sua mãe, Juliana Alves, em uma publicação neste domingo (10) nas redes sociais. A criança está hospitalizada, com fratura no fêmur e o osso do quadril.

Juliana  presenciou o acidente e escreveu como foi vivenciar aquele momento. “Eu, como mãe, não desejo pra ninguém o que estou passando, pois eu vi todo o acidente e quando paro pra socorrer, era meu filho”, relatou. “Hoje foi meu filho, amanhã pode ser o filho de alguém”, continuou.

Ao SIGA MAIS, na tarde deste domingo, a mãe disse que o filho se recupera bem e passa por procedimentos médicos, com expectativa deque receba alta na próxima terça-feira, para continuar com a recuperação em casa. “Ele está se recuperando. O médico não quer fazer a cirurgia por ele está em fase de crescimento e vai optar por deixar os ossos se recuperarem com a força do próprio organismo. Irá dar certo. Ele está bem, sem dor, terça veremos se já pode engessar, um gesso do quadril até a perna. A recuperação é lenta, mas Deus ajuda”.

Alertas

Retomando ao teor da postagem pública feira pela mãe do menino, ela faz observação quanto ao perfil do trânsito, no local, e sugestões: que a saída de alunos ocorra em outros pontos, de menor exposição ao fluxo viário, ou que nos horários de embarque e desembarque de estudantes sejam alocados monitores para maior controle e orientações. Ela aponta também, como sugestão, a interdição do local, nesses horários. “Vocês mães já viram como fica aquela rua na saída da escola? Não tem monitores, não tem segurança nenhuma, as crianças saem correndo porque se demora os ônibus deixam elas para traz”, reclama. “Meu filho não pega ônibus, mas é fato que são todos muito apressados e todos muito afobados”, reconhece.

Para a mãe, o poder público precisa estudar soluções que visem a maior segurança das crianças. “A prefeitura tem que ver um jeito de evitar aquela confusão toda, tem que zelar por nossas crianças, arrumar um jeito de os ônibus não terem tanta pressa de sair, arrumar um jeito de não ter saída pela principal rua da cidade. Crianças são criança”, questiona.  

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Na postagem pública na rede social a mãe continua o alerta. “Hoje estou aqui alertando vocês, mães. Se não acreditam perguntem para seus filhos se não é uma loucura, ou vão lá na saída da escola, porque até meu filho ser atropelo, não tinha nada que desse proteção a nossos filhos”.

Ela também relatou não ter recebido nenhum contato perguntando se a criança está bem ou se precisam de alguma ajuda. “Até agora não vieram me perguntar se preciso de alguma coisa ou se meu filho está bem. Só meus amigos sabem o que estamos passando”, contou.

“Não sei de quem é a culpa. Não acuso ninguém. Mas que tem coisa errada ali naquele saída, tem. Mães, cuidado, cuida de seus “bebês”, porque a dor de ver um filho acamado é insuportável”, encerrou.

Trânsito

A Avenida Rio Branco, como as demais vias com essas características na cidade, tem velocidade máxima fixada em 30 km/h, e na altura da Escola Estadual Durvalino Grion há obstáculo redutor de velocidade, como também sinalização de advertência referente a estabelecimento de ensino. Contudo, de uma forma geral, há situações de excesso de velocidade.

O local do atropelamento tem câmeras de monitoramento instaladas pelo poder público. O acesso às imagens pode auxiliar as autoridades a rever a dinâmica do atropelamento e estudar medidas que possam ampliar a segurança no local, sobretudo nos horários de maior fluxo de estudantes.

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