Educação

Educação de SP paga abono de 2019 a professores nesta sexta-feira

Abono será pago para professores que receberam em 2019 salário abaixo do piso nacional.

Por: Da Redação | Com informações do Agora atualizado: 7 de fevereiro de 2020 | 11h54
Professores da rede estadual de ensino que receberam em 2019 salário abaixo do piso nacional terão o abono pago nesta sexta-feira (Foto: Pixabay). Professores da rede estadual de ensino que receberam em 2019 salário abaixo do piso nacional terão o abono pago nesta sexta-feira (Foto: Pixabay).

Segundo revelou o site Agora, os professores da rede estadual de São Paulo vão receber, na próxima sexta-feira (7) a equiparação ao piso do magistério nacional referente ao ano de 2019. A informação foi dada ao portal pela Secretaria Estadual da Educação.

De acordo com o Agora, os valores retroativos serão pagos por meio de abono e valem apenas para os docentes que receberam, ao longo do último ano, salário abaixo do piso nacional, de R$ 2.557,74. O pagamento segue o decreto estadual 64.658, de dezembro de 2019, que permite a equiparação por abono quando o valor recebido pelo docente for inferior ao piso nacional.

O site destacou que, em São Paulo, o piso da categoria PEB 2 (professor que atua nos anos finais do ensino fundamental) é de R$ 2.585. Já para a categoria PEB 1 (professor que atua nos anos iniciais do fundamental), o piso é de R$ 2.232,91.

Ouvido pelo Agora, o advogado Márcio Calheiros, do CPP (Centro do Professorado Paulista), critica o dispositivo utilizado para o pagamento e diz que a diferença deveria ser incorporada ao salário do docente. "O abono não faz parte do salário-base do professor, é uma verba paga a parte. Sobre ele, não incide quinquênio, sexta-parte e outras gratificações. O piso é salário-base, o complemento não pode ser por abono", afirmou.

Para o advogado do CPP, alterar o pagamento para uma parcela de professores, por meio de abono, desequilibra a escala de pagamentos dos demais docentes do quadro do magistério. "A diferença que vai ser paga vai colocar esse professor, que não teve o aumento incorporado no salário, na mesma faixa salarial de outro docente que, por ter cursos ou qualificações, por exemplo, recebe esse valor corresponde de salário-base. Isso desequilibra toda a escala de vencimentos", disse ao Agora.  (Continua após a publicidade...)

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Novo piso de 2020

Em janeiro de 2020, o Ministério da Educação confirmou reajuste de 12,84% ao piso nacional, passando dos atuais R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24.

Questionada em 17 de janeiro pela reportagem do Agora sobre a equiparação estadual ao novo valor nacional, a Secretaria da Educação respondeu que "o Governo do Estado de São Paulo publicou o decreto 64.658, de 11 de dezembro de 2019, autorizando a Secretaria Estadual da Educação a pagar um abono complementar para docentes que se encontram abaixo do referido piso".

 Na mesma nota, a pasta citou o novo plano de carreira do magistério paulista, anunciado em novembro de 2019 pelo governador João Doria (PSDB) e pelo secretário Rossieli Soares.

O projeto anunciado, que ainda precisa ser enviado à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), prevê remuneração por subsídio (sem incorporação de gratificações, bônus e prêmios) e salário inicial de R$ 3.500 para todos os docentes em 2020, chegando a R$ 4.000 em 2022.

Novamente questionada pela reportagem do Agora, desta vez em 4 de fevereiro, a Secretaria da Educação respondeu que a equiparação por abono se daria apenas para corrigir os valores abaixo do piso em 2019.

A pasta afirma que a equiparação ao novo piso nacional, de 2020 (R$ 2.886,24), se dará pelo novo plano de carreira, ainda sem data para entrar em vigor.

Conforme anunciado em novembro, a adesão à nova carreira do magistério será opcional para quem já é docente da rede estadual e automática para os novos professores.

A pasta não informou como se dará a equiparação ao piso nacional de 2020 para os professores que não optarem pela migração de carreira (Com informações do Agora).

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