Coronavírus

Vacinação contra a Covid-19 completa 6º mês; hoje 74,41% dos adamantinenses receberam 1ª dose

Vacinação começou pelos profissionais de saúde. A enfermeira Daiane Stefani Périco foi a primeira.

Por: Da Redação atualizado: 23 de julho de 2021 | 13h10
Em 21 de janeiro a enfermeira Daiane Stefani Périco foi a primeira moradora da cidade imunizada contra a Covid-19. Primeira dose foi aplicada pela colega de profissão, Geny Maia (Foto: Siga Mais). Em 21 de janeiro a enfermeira Daiane Stefani Périco foi a primeira moradora da cidade imunizada contra a Covid-19. Primeira dose foi aplicada pela colega de profissão, Geny Maia (Foto: Siga Mais).

Há 6 meses, em 21 de janeiro de 2021, foi iniciada a vacinação contra a Covid-19 em Adamantina. A primeira  imunizada na cidade foi a enfermeira Daiane Stefani Périco.

Na oportunidade ela trabalhava no isolamento da UTI Covid-19 da Santa Casa de Adamantina e no isolamento da Clínica PAI Nosso Lar. Na Santa Casa permanece no mesmo espaço de trabalho, já no PAI Nosso Lar está atualmente em outra unidade interna, dentro da rotação de escala e setor.

A primeira dose da vacina, em Adamantina, foi aplicada pela auxiliar de enfermagem Geny Maia, no CIS (Centro Integrado de Saúde), com a participação da imprensa, representantes da área da saúde e autoridades locais. 

“Todos têm a oportunidade de serem imunizados e vencer esse vírus”, diz a primeira vacinada em Adamantina

Procurada pelo SIGA MAIS nesta quarta-feira (21), a enfermeira Daiane Périco destacou que ao ser a primeira imunizada, se pôs a representar aqueles que foram vencidos pela doença e não tiveram a oportunidade da vacina, com também aqueles que superaram a doença. “Após 6 meses sendo a primeira adamantinense imunizada contra o Covid 19, só tenho gratidão a Deus”, disse. “Fui imunizada por aqueles que infelizmente não puderam, que infelizmente não venceram essa luta. E também fui imunizada por aqueles que lutaram e venceram. Porque sim, temos muitas curas que foram vencidas aqui em Adamantina”, ressaltou.

Daiane: começamos a enxergar a luz no fim do túnel (Foto: Siga Mais).

Ao longo dos últimos seis meses a cidade e o país atravessaram a segunda onda da pandemia da Covid-19, que foi bastante severa e letal. Até 30 de dezembro do ano passado Adamantina registrou 17 óbitos. De janeiro até agora 107  moradores locais tiveram suas vidas perdidas para a doença. O caso de óbito mais recente, em morador local, foi divulgado hoje.

Porém, desde o início da vacinação no país, têm sido possível observar a redução no número de casos e mortes decorrentes da doença. A enfermeira Daiane repercutiu essa curva positiva, no âmbito da cidade. “Graças a Deus com a maior parte da população de Adamantina imunizada, começamos a enxergar a luz no fim do túnel e logo tudo isso será uma lembrança de uma fase ruim que todos nós passamos, mas vencemos”, relatou.

E mesmo com esse indicador positivo, decorrente sobretudo ao avanço da vacinação, ainda há pessoas que resistem à vacina, e há aquelas que se põem a escolher que dose tomar. A resistência põe em risco a própria vida e de terceiros.  

Vacina salva vidas (Foto: GovSP).

Sobre essas condutas de resistência à vacinação, a enfermeira deixou seu alerta. “Estamos tendo a oportunidade de receber a vacina contra esse vírus invisível. Então deixo aqui meu apelo a você que ainda está resistente à vacina: vacine-se por você e pelo outro. Não espere alguém que você ama morrer para se arrepender”, disse. “Tantas lágrimas de luto que eu já vi, tantas pessoas que perderam seus entes queridos. Mas todos têm a oportunidade de serem imunizados e vencer esse vírus. Por isso, não deixe de tomar a sua dose da esperança porque é a esperança que nos mantém firmes na luta, e de que um dia tudo isso irá acabar. Vacina salva vidas, sim”, completou.

Com a xepa da vacina, cidade tem 102,62% de aproveitamento da vacina

Passados seis meses, Adamantina atinge 74,41% dos moradores que compõem a população adulta indicada para a vacinação na cidade, vacinados em primeira dose. Os números foram informados nesta quarta-feira à imprensa pelo Secretário Municipal de Saúde, Gustavo Taniguchi Rufino.

Segundo o gestor, foram aplicadas 31.874 doses de vacinas contra a Covid-19, das quais 22.494 (74,41%) em primeira dose e 9.380 (31,03%) em segunda dose ou dose única. somadas.

Secretário Municipal de Saúde, Gustavo Taniguchi Rufino (Da Assessoria).

Em segunda dose foram 8.502 pessoas vacinadas e em dose única 878, que juntas alcançam o total de 9.380 moradores com a cobertura vacinal completa para Covid-19.

Gustavo destaca que do montante de 31.874 doses dispensadas aos moradores locais nesses seis meses de campanha, 6.345 foram neste mês de julho, até ontem (20). As quase 32 mil doses aplicadas na cidade faz de Adamantina a 39º do Estado de São Paulo em vacinação, proporcionalmente à população local, conforme ranking do site Vacina Já.

Ainda segundo site, Adamantina recebeu 31.212 doses pelo Plano Estadual de Imunização (PEI), porém aplicou 32.030, o que representa rendimento de 102,62%. Isso se dá em razão do maior aproveitamento do conteúdo dos frascos de vacina, a tal da “xepa” da vacina.

Com a xepa da vacina, cidade tem 102,62% de aproveitamento (Foto: Walterson Rosa/MS).

A população adulta indicada para a vacinação contra a Covid-19 em Adamantina é composta por 35.111 moradores. Hoje a vacinação foi direcionada a moradores de 28 anos, com evolução diária às menores idades.

Após 4 meses, ocupação de leitos da UTI Covid cai 50% e na enfermaria está em 17%

À imprensa, nesta quarta-feira, o secretário municipal de saúde, Gustavo Taniguchi Rufino, destacou outro aspecto positivo no cenário da pandemia, com a queda na ocupação hospitalar na Santa Casa de Adamantina, que por mais de 120 dias permaneceu com 100% de ocupação.

Conforme o gestor, a ocupação dos leitos de UTI Covid no hospital está em 50%, com cinco pacientes hospitalizados – quatro deles de Adamantina –, e na enfermaria a ocupação é de 17% do total de 12 leitos.

Adamantina tem queda na ocupação hospitalar (Foto: GovSP).

Apesar do impacto positivo da vacinação, as autoridades de saúde reforçam que toda a sociedade deve continuar mobilizada em ações preventivas que comprovadamente reduzem o contágio pelo coronavírus. O uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento social são as formas mais eficazes para frear a pandemia até que campanha de vacinação seja concluída.

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SP avança em vacinação e tem menor média do ano de internações por Covid-19

A média de internações no estado de São Paulo por Covid-19 nos últimos sete dias é a menor já registrado em 2021. Entre os dias 15 e 21 de julho, a média de hospitalizações ficou em 1.403, refletindo diretamente o impacto positivo da imunização para evitar casos graves da doença. Os dados foram apresentados hoje pelo governo paulista, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

São Paulo iniciou a campanha de imunização em todo o Brasil no dia 17 de janeiro, com vacinas produzidas e fornecidas a todo o país pelo Instituto Butantan. Agora, as internações na última semana epidemiológica caíram 10% em relação ao período com a menor média de hospitalizações até então, verificada em 9 de janeiro, com 1.560 registros de novas internações no estado.

Neste mês, São Paulo se tornou o primeiro estado brasileiro a vacinar mais de 50% da população com ao menos uma dose de imunizantes contra o coronavírus. Até as 13h25 desta quarta, eram 25.105.528 pessoas protegidas com pelo menos uma dose, o equivalente a 54,24% dos habitantes do estado.

Outras 8.660.649 pessoas estão com o esquema vacinal completo com duas doses dos imunizantes do Butantan, Fiocruz ou Pfizer ou ainda a aplicação única da vacina fornecida pela Janssen. Desta forma, 18,71% da população de São Paulo já completou o ciclo de imunização contra a Covid-19. 

A redução consistente do número de internações permite que os serviços de saúde comecem a retomar atividades que foram prejudicadas pela pandemia, como realização de cirurgias eletivas e ampliação do atendimento a pacientes com doenças graves. Assim, quanto mais rápido o cronograma da vacinação, menor será a pressão sobre a capacidade hospitalar em São Paulo.

Indicadores diários

De acordo com levantamento desta quarta da Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação de em UTIs por Covid-19 é de 60,19% no estado e de 55,65% na Grande São Paulo. Os leitos ocupados por pacientes graves somam 6.920, ante 7.194 na véspera. Já as hospitalizações em enfermaria registram 6.437 pacientes com sintomas moderados da doença, ante 6.684 do dia anterior.

Ao longo de toda a pandemia, o estado de São Paulo registrou 3.966.009 casos de Covid-19, com 135.973 mortes. Os casos recuperados marcam 3.643.435 até o momento, além de 418.131 altas hospitalares. A apresentação detalhada está disponível no link https://issuu.com/governosp/docs/apresentac_a_o_-_sau_de-1.

 

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