Coronavírus

Sob critérios, setores econômicos voltam a funcionar a partir do dia 1º de junho

Quarentena estadual alcança em 31 de maio 69 dias de restrições a diversos setores.

Por: Da Redação atualizado: 28 de maio de 2020 | 15h50
Centro de Adamantina: comércio vive expectativa pela retomada gradual das atividades a partir da  próxima segunda-feira, 1º de junho (Arquivo/Siga Mais). Centro de Adamantina: comércio vive expectativa pela retomada gradual das atividades a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho (Arquivo/Siga Mais).

Após quase 70 dias de grande parte das atividades de setores econômicos do Estado de São Paulo estarem paralisadas pela quarentena estadual e por decisões municipais, face à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o governador João Doria revelou no início da tarde desta quarta-feira (27) o Plano São Paulo, para retomada das atividades.

As novas regras levam em consideração a regionalização do Estado com decisões heterogêneas para a capital, Região Metropolitana de São Paulo, interior e litoral. A construção do Plano mobilizou a área técnica do Governo de SP, sobretudo setores econômicos e da saúde, e prefeitos das cidades-sede de 15 Regiões Administrativas (RA) do Estado, que compuseram o Conselho Municipalista.

Os planos foram configurados para cada RA. Assim, até então, cada uma dessas regiões administrativas deveria aplicar e conduzir seus planos. Porém, nesta terça-feira (26), houve um redesenho: os planos serão agrupados dentro de cada região de saúde, e não por RA. Esse realinhamento foi feito em uma videoconferência, onde participaram o governador, vice-governador, secretários estaduais, técnicos e os prefeitos das 15 cidades-sedes das 15 RA.

Como fica a Alta Paulista?

Com esse realinhamento, as cidades da região da Nova Alta Paulista terão duas vinculações. No território entre Pacaembu e Garça, o plano de retomada estará vinculado ao Departamento Regional de Saúde (DRS) de Marília. Outra fatia da Nova Alta Paulista, de Irapuru a Panorama/Paulicéia se vincula ao DRS de Presidente Prudente, juntamente com as demais cidades da sorocabana.

Essa decisão de alterar os agrupamentos de RA para DRS considera, sobretudo, os equipamentos de saúde disponíveis em cada regional de saúde, mobilizados para o suporte à Covid-19. Desta forma, fica alinhada a vinculação de cada cidade com sua respectiva DRS, o que facilita a gestão da estrutura de saúde, sobretudo hospitalar, com o comportamento dos casos da doença em cada DRS.

(Governo de São Paulo/Divulgação).

A classificação por cor, e para cada região, define quais atividades podem funcionar. As condições das regiões serão avaliadas periodicamente, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação).

A cor de cada região do mapa é determinada por uma série de critérios, entre eles taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100 mil habitantes. Esses indicadores são avaliados junto com dados de mortes, casos e internações por Covid-19 para determinar a fase em que se encontra cada região. 

(Governo de São Paulo/Divulgação).

Com essas definições, a retomada das atividades nas cidades da região da Nova Alta Paulista, a partir da próxima segunda-feira, são iniciadas sob duas realidades: as cidades ligadas ao DRS Marília (de Pacaembu a Garça) estão na cor laranja (Fase 2) e as cidades ligadas ao DRS de Presidente Prudente (Irapuru a Panorama/Paulicéia) estão na cor amarela  (Fase 3).

Para cada cor (Fase), estão definidas as atividades que poderão retomar o funcionamento a partir da próxima segunda-feira (1), e para cada uma das atividades foi definido um protocolo sanitário específico, que pode ser consultado no site do Plano São Paulo.

A etapa laranja (Fase 2) prevê retomada com restrições a comércio de rua, shoppings, escritórios, concessionárias e atividades imobiliárias. Os demais serviços não essenciais continuam fechados.

Na fase amarela (Fase 3), haverá reabertura total de serviços imobiliários, escritórios e concessionárias segundo protocolos sanitários. Comércio de rua, shoppings e salões de beleza, além de bares, restaurantes e similares poderão funcionar com restrições de horário e fluxo de clientes. (Continua após a publicidade...)

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Pactuação regionalizada, compromissos e responsabilidades

O plano de retomada traz a possibilidade de abertura gradual das atividades econômicas no Estado de São Paulo. “É um ajuste fino voltado para as realidades regionais”, disse Doria. Ele destacou que a habilitação das cidades e regiões, para a retomada das atividades econômicas considera a redução dos casos de Covid-19 e a disponibilidade dos leitos hospitalares. Deve considerar também a necessidade de manutenção do distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras.

Doria definiu o plano como um “cuidadoso e bem planejado passo adiante”, para a retomada consciente, gradual e segura das atividades. E pede a colaboração de todos. “A retomada consciente parte do princípio da colaboração de todos e da ajuda conjunta”, disse. Ele fez um apelo: “procure respeitar a orientação correta do governo de São Paulo, dos governos municipais, da ciência e da medicina”, destacou.

O governador afirmou ainda que o plano poderá ser revisto a qualquer tempo, o que vai depender, fundamentalmente, do comportamento das cidades e das regiões, quanto ao cumprimento das orientações, a disponibilidade da estrutura hospitalar e o número de casos. “Estaremos monitorando dia a dia a evolução do processo e o respeito à medicina e à ciência”, disse. “Se tivermos que dar um passo atrás, não hesitaremos a fazê-lo, para proteger vidas”, afirmou. 

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