Coronavírus

Prefeitura tem interesse em comprar 35 mil doses da Coronavac; aquisição pode chegar a R$ 2 milhões

Vacina tem custo unitário de US$ 10. Na cotação atual do Dólar, dose sai por R$ 56,53.

Por: Da Redação atualizado: 13 de janeiro de 2021 | 09h32
Vacina produzida pelo Instituto Butantan poderá ser adquirida pela Prefeitura de Adamantina (Divulgação). Vacina produzida pelo Instituto Butantan poderá ser adquirida pela Prefeitura de Adamantina (Divulgação).

A Prefeitura de Adamantina enviou comunicação ao Instituto Butantan, na última sexta-feira (8), onde manifestou interesse em adquirir 35 mil doses da vacina Coronavac, produzida pelo órgão, para imunizar a população da cidade contra a Covid-19. A intenção da administração foi publicada por parte da imprensa local, neste fim de semana.

A dose do imunizante é comercializada por US$ 10,30. Considerando a atual cotação do dólar, o custo unitário da dose é de R$ 56,53. Se efetivada a aquisição, o valor total, na cotação atual da moeda americana, ficaria em R$ 1.978,550,00. 

Na última quinta-feira (7) o Instituto Butantan apresentou os dados de eficácia do imunizante, após concluída a fase de testes. O estudo clínico realizado no Brasil contou com a participação de 12,4 mil profissionais de saúde voluntários em 16 centros de pesquisa.

Aplicada em voluntários – todos profissionais de saúde – a vacina atingiu índice de eficácia de 100% para casos graves e moderados, e eficácia de 78% para os infectados que apresentaram casos leves ou precisaram de atendimento ambulatorial (veja mais). O Butantan já pediu à Anvisa a autorização para uso emergencial da vacina. 

Após a apresentação dos resultados obtidos na fase de testes pelo Butantan, o Ministério da Saúde anunciou assinatura de contrato com o Instituto paulista para adquirir até 100 milhões de doses da vacina Coronavac contra a para o ano de 2021.

O contrato envolve a compra inicial de 46 milhões de unidades, prevendo a possibilidade de renovação com a aquisição de outras 54 milhões de doses posteriormente (veja mais)(Continua após a publicidade...)

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Programas estadual e nacional de imunização

O governo do estado de São Paulo aguarda a autorização da Anvisa ao uso emergencial da vacina Coronavac para iniciar a imunização da população paulista com a expectativa de iniciar a aplicação das doses no dia 25 de janeiro, obedecendo o cronograma que atende inicialmente aos grupos prioritários.

O governo federal também pretende iniciar a vacinação nacional. No anúncio do Plano de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, dia 16 de dezembro, o Ministério da Saúde informou que a distribuição das doses, no país, vai ocorrer em até cinco dias após aval da Anvisa. As vacinas serão enviadas aos estados, que serão encarregados de distribuir aos municípios. “Todas as vacinas produzidas pelo Brasil terão prioridade do SUS. Todos os estados brasileiros serão tratados de forma igualitária, proporcional e grátis, recebendo vacinas registradas e com garantia de sua segurança e eficácia”, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na solenidade de apresentação do Plano.

Já na última sexta-feira, ao anunciar a aquisição das doses da Coronavac pelo Ministério da Saúde, Pazuello atualizou os três cenários de início da vacinação anunciados anteriormente. No melhor caso, o processo começaria em 20 de janeiro se os laboratórios conseguirem autorização em caráter emergencial juntamente à Anvisa. Nesta hipótese, estariam disponíveis oito milhões de doses. A imunização ocorreria com as vacinas que estivessem disponíveis, sejam elas as do Instituto Butantan ou as importadas da Astrazeneca da Índia.

O segundo cenário seria entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. Já o terceiro seria entre 10 de fevereiro e início de março.

A perspectiva do Ministério da Saúde é que sejam disponibilizadas em 2021 até 354 milhões de doses. Este total deve ser formado por dois milhões de doses importadas da Astrazeneca da Índia, 10,4 milhões produzidas pela Fiocruz até mês de julho, 110 milhões fabricadas no Brasil pela Fiocruz a partir de agosto, 42,5 milhões do mecanismo Covax Facility (provavelmente da Astrazeneca) e as 100 milhões da Coronavac oriundas do contrato com o Instituto Butantan.

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