Coronavírus

Decreto Municipal que fechou o comércio faz 2 meses; cidade tem 34 positivos e 2 mortes por Covid-19

Adamantina completa dois meses de atividades suspensas pelas medidas de combate à Covid-19.

Por: Da Redação atualizado: 23 de maio de 2020 | 01h26
Comércio de portas fechadas amarga prejuízos. Na cidade há registro de imóveis comerciais que foram desocupados. Na imagem, loja do centro de Adamantina à venda (Foto: Siga Mais). Comércio de portas fechadas amarga prejuízos. Na cidade há registro de imóveis comerciais que foram desocupados. Na imagem, loja do centro de Adamantina à venda (Foto: Siga Mais).

O Decreto Municipal Nº 6.111, de 20 de março, assinado pelo prefeito Márcio Cardim, que determinou o fechamento das atividades não essenciais em Adamantina a partir do dia 22 daquele mês, alcança nesta sexta-feira, 22 de maio, dois meses de vigência das medidas restritivas, adotadas para tentar conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

O Decreto Municipal começou a vigorar antes mesmo do Decreto Estadual Nº 64.881, de 22 de março de 2020, assinado pelo governador João Dória, que fixou a quarentena em todos os 645 municípios paulistas, determinando o fechamento das atividades essenciais a partir do dia 24 de março.

Depois das medidas iniciais no município e no estado foram três prorrogações de decretos, cuja última medida estendeu a quarentena estadual até o dia 31 de maio próximo.  A partir da primeira prorrogação os prefeitos aguardaram as decisões do governador, e reproduziram as medidas em decretos locais.

Adamantina: 34 casos positivos, 2 mortes e 13 pacientes curados

As medidas iniciais adotadas pelo poder público, em Adamantina, no enfrentamento à doença, foram adotadas formalmente a partir de 16 de março, quando foi editado o primeiro decreto fixando restrições iniciais ao poder público e recomendações ao setor privado. A partir de então as medidas se asseveraram e já no dia 20 – quatro dia após o primeiro decreto – foi decidido pela suspensão do funcionamento de atividades não essenciais na cidade, que passaram a vigorar a partir do dia 22.

Uso de máscara passou a fazer parte do cotidiano das pessoas (Pixabay).

A primeira notificação de morador local com suspeita de Covid-19 ocorreu também no dia 22 de março. Era um homem de 32 anos, natural de Itaberá, município da região de Itapeva, que trabalha como terceirizado em uma empresa de Adamantina, localizada no bairro Lagoa Seca. Exames deram negativo e o caso suspeito foi descartado, o que foi divulgado dia 13 de abril.

O primeiro caso positivo de Covid-19, de morador de Adamantina, foi registrado dia 3 de abril, tendo como paciente uma mulher de 63 anos, que estava em viagem a Osasco. O caso foi inicialmente divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde como sendo de Adamantina, e depois foi reclassificado para a cidade localizada na Região Metropolitana de São Paulo, onde foi atendida.

Já o primeiro caso positivo de Covid-19, de morador de Adamantina, na cidade, foi registrado dia 22 de abril.  O paciente de 44 anos, ficou internado na Santa Casa local durante o período de isolamento e não precisou ser encaminhado para a UTI.

No Cemitério da Saudade, portões fechados e sepultamentos com restrições (Foto: Siga Mais).

A primeira morte suspeita por Covid-19 ocorreu no dia 11 de maio, tendo como vítima uma mulher de 63 anos, que precisou de cuidados avançados, ficando internada na UTI da Santa Casa de Osvaldo Cruz, onde não resistiu. No dia 15 de maio os exames confirmaram que ela estava com a doença.

Já no dia seguinte à primeira morte suspeita, em 12 de maio, ocorreu a segunda morte, de paciente positivo para Covid-19. A vítima era um agente penitenciário de 57 anos, morador em Adamantina. Ele trabalhava na Penitenciária de Pracinha. Após exames positivos para a doença seu quadro se agravou e o mesmo foi encaminhado à UTI do Hospital das Clínicas de Marília, onde não resistiu.

Os dois corpos foram sepultados com a presença restrita de familiares, sob amplos cuidados sanitários, e sem velório.

Boletim de casos, em Adamantina, divulgado dia 21 de maio (Reprodução/PMA).

Segundo a mais recente atualização de casos divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Adamantina nesta quinta-feira (21), a cidade contabiliza 87 notificações, com 34 casos positivos (com 2 óbitos confirmados e 13 pacientes curados), 46 casos negativos, 7 casos aguardando resultados e 57 monitoramentos encerrados. (Continua após a publicidade...)

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Economia, negócios e desemprego

Outro lado da pandemia da Covid-19 e as medidas restritivas impostas pelo poder público envolve a economia, os negócios e os empregos, com reflexos mundiais, e que também são mensurados na cidade.

Segundo divulgou o Sincomercio Nova Alta Paulista na primeira quinzena de abril, Adamantina apresentava um cenário com tem 735 empresas no ramo do comércio e 2.813 pessoas trabalhadores empregados no setor; 1.046 empresas no ramo de serviços com 3.386 trabalhadores; e 51 no ramo da construção civil com 473 empregos. Juntos, esses três setores compunham 1.832 empresas e 6.672 postos de trabalho.

O órgão traz apresentou um panorama de duas outras atividades. Na indústria local, segundo o Sincomercio, são 158 empresas, com 1.652 empregos; e no agronegócio outras 449 empresas, com 759 postos de trabalho. Juntos, esses dois setores apresentam 607 empresas e 2.411 postos de trabalho.

Essas informações permitem dimensionar que as 1.832 empresas dos setores de comércio, serviços e construção civil são praticamente quatro vezes o total de industrias em geral e empresas ligadas ao agro, e assim geram 2,7 vezes mais postos de trabalho.

Comércio de portas fechadas amarga prejuízos (Foto: Siga Mais).

A argumentação do Sincomercio e da Associação Comercial e Empresarial (ACE), nesse período, tem sido para que o poder público flexibilize as restrições e permita o funcionamento das atividades não essenciais em ambientes controlados, e permita ao menos a sobrevivência das empresas.

Outro núcleo da mobilização dos setores empresariais atinge todas as esferas de poder, nos entes municipal, estadual e federal, por medidas que flexibilizem o recolhimento tributário e outras que permitam o auxílio financeiro emergencial junto aos organismos de crédito, sobretudo em bancos públicos.

Um espaço para a discussão desses temas, os reflexos na economia local e caminhos para a retomada da atividade econômica na cidade – após a flexibilização das restrições determinadas pela quarentena estadual – também foi buscado pelo setor e seus representantes junto ao poder executivo local, como também fez a Câmara Municipal. Os pedidos não foram ouvidos e até agora não é conhecida nenhuma estratégia traçada e pactuada entre setores do poder público e da iniciativa privada, para a reativação da economia.

Na edição desta quarta-feira (20) do Diário do Oeste, o jornal traz um levantamento onde aponta a demissão de 500 trabalhadores em Adamantina, nos meses de abril e maio. Pela cidade já é possível identificar empresas que encerraram suas atividades, nesse período de dois meses. Há empresários que também sinalizam esse caminho, face às dificuldades para custeio e capital de giro. 

Vitrine no centro de adamantina (Foto: Siga Mais).

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